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SSC Napoli 4-2 SL Benfica: Isto é a Champions

Redação BnR · 2 min

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sl benfica cabeçalho 1Podemos argumentar que o futebol não é justo. Podemos dizer que uma equipa que marca quatro golos em seis remates enquadrados com a baliza teve “sorte”. Podemos argumentar que Mertens fez um jogaço e que Júlio César fez, provavelmente, a pior exibição desde que está na Luz.

A verdade nua e crua resume-se ao facto de este ser um jogo de Champions, e o Benfica não esteve à altura do que lhe era exigido.

Os encarnados, tal como nos jogos com o Braga e com o Chaves, voltaram a não entrar bem no jogo, embora tenha sido de um cruzamento da direita de Nélson Semedo que nasceu a primeira jogada de perigo do encontro, com Mitroglou a não conseguir finalizar da melhor forma.

Com o avançar da primeira parte a equipa portuguesa foi crescendo em caudal ofensivo e em oportunidades como o remate de Mitroglou para grande defesa de Reina ao passar dos dez minutos de jogo.

Mas foi nessa fase que o Nápoles, na sequência de excelente corte para canto cedido por Grimaldo, inaugurou o marcador através de Hamsik, que, de cabeça e antecipando-se a Fejsa, deu o melhor seguimento ao cruzamento de Ghoulam.

O resultado de 1-0 ao intervalo era claramente enganador e espelhava a eficácia e a gestão que a equipa napolitana soube ter de quase todos os momentos do jogo. E poderíamos ficar por aqui.

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Fonte: Sport Lisboa e Benfica

Da segunda parte houve só a confirmação de que as apostas de Rui Vitória em Carrillo e André Almeida não resultaram e o treinador demorou tempo demais a ir ao banco, onde estavam Gonçalo Guedes e Salvio, que trazem algo que este Benfica, devido às várias lesões, ainda não tem noutros jogadores.

O resto foi o somatório de erros consecutivos cometidos entre o minuto 51 e o minuto 58, que resultaram em três golos de um Nápoles conduzido sob a batuta de Dries Mertens, que rubricou a exibição da noite, manchada por dois erros incompreensíveis de Júlio César numa noite para esquecer o quanto antes.

Por fim, fica a sensação de que Rui Vitória mexe tarde no jogo, deixando o Benfica com um duplo pivô defensivo (Fejsa e André Almeida) até ao minuto 81, com a equipa a perder por 4-1 e a clara percepção, pelos minutos finais, de que esta equipa tem potencial para seguir em frente na Liga dos Campeões.

A FIGURA

Fonte: SSC Napoli
Fonte: Dries Mertens

Dries Mertens – Não só pelos dois golos que apontou como pelo envolvimento em quase todas as jogadas de ataque do Nápoles dos frenéticos dez minutos avassaladores que a equipa napolitana protagonizou.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: SL Benfica
Fonte: Julio Cesar 12

Júlio César – Num momento em discute a titularidade da baliza benfiquista com Ederson, o experiente guardião tremeu quando menos se esperava, em dois lances que originaram o 3.º e o 4.º golos. Nota negativa.

Foto de Capa: Sport Lisboa e Benfica

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