Última horaImprensa espanhola escreve sobre Vitinha: «É uma impossibilidade para os restantes clubes»
Publicidade

Steven Nzonzi | O trinco para fechar o miolo encarnado?

Renato Gouveia Dias · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Mais uma semana e mais um nome apontado ao meio-campo do SL Benfica. Desta vez, a imprensa portuguesa e francesa avançam que é Steven Nzonzi quem poderá ser reforço de Jorge Jesus para a próxima temporada.

Nomes como Al Musrati, Basic, Gérson, Ugarte e agora Nzonzi já foram ou são ainda possibilidades em cima da mesa para reforçar o setor mais débil dos encarnados, as posições ‘6’ e ‘8’.

O médio da AS Roma esteve emprestado ao Stade Rennais FC desde janeiro de 2020 e disputou 46 jogos pelo emblema francês. Prestes a regressar à capital italiana e ainda com um ano de contrato por cumprir, José Mourinho já fez saber que não conta com o médio para os seus planos.

Nzonzi tem 32 anos, 1,96m e um valor de mercado a rondar os oito milhões de euros, segundo o transfermarkt.pt. A sua posição mais capaz é a de médio-defensivo, mas atua também mais à frente na posição de ‘8’.

Com uma estatura física invejável, uma experiência como poucos – passou por clubes como Sevilla FC, AS Roma e Galatasaray SK – e uma capacidade de “choque” em falta no plantel da Luz, é inegável que o francês seria uma mais valia no plantel encarnado. A questão dos adeptos do SL Benfica prende-se nos valores que o seu clube está disposto a dar por um jogador que festeja o 33º aniversário em dezembro e que aufere um salário na ordem dos três milhões de euros líquidos por ano.

Steven Nzonzi marcou um golo e fez uma assistência pelo Stade Rennais FC na temporada 2020/2021.
Steven Nzonzi marcou um golo e fez uma assistência pelo Stade Rennais FC na temporada 2020/2021.
Fonte: Stade Rennais FC

Com Julian Weigl no plantel, Nzonzi não teria muito espaço de manobra no onze de Jorge Jesus, mas caso o alemão se transfira para outro clube, o francês assumiria de imediato a posição deixada em aberto. Reforçar ainda que Florentino regressa do seu empréstimo ao AS Monaco e vai entrar nos planos do técnico português, pelo menos na pré-temporada.

Mas quais são as principais diferenças entre Nzonzi e Weigl? Para começar, o alemão é um jogador relativamente novo, mais “apetecível” no mercado e com evolução desportiva e financeira. Além disso, o ex-Borussia Dortmund traz mais presença e ajuda ao setor defensivo, algo que Nzonzi não apresenta.

Ainda, Weigl tem um timing de antecipação e desarme muito mais apurado do que o francês. Em sentido contrário, o jogador da AS Roma é dono e senhor do jogo aéreo e faz valer o seu 1,96m para “limpar” tudo o que for lances pelo ar na zona do meio-campo ou em bolas paradas. Acrescentar que Nzonzi é mais ofensivo do que Weigl e por isso maior parte dos seus passes são destinados para o meio-campo ofensivo.

Nos últimos dias tinha sido noticiado o possível interesse do Stade Rennais FC em assegurar o médio francês a título definitivo, mas a qualificação para a Conference League e o elevado encargo salarial “deitaram por terra” esse interesse.

O SL Benfica tem agora uma boa oportunidade para avançar para a sua contratação até pelo bom relacionamento que os dirigentes encarnados têm com José Mourinho e com Tiago Pinto, atual diretor desportivo do emblema giallorossi.

Renato Gouveia Dias

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

O início da revolução tática de Franclim Carvalho | Braga 2-0 Gent

Fechado o capítulo com Carlos Vicens, o primeiro teste do Braga sob o comando de Franclim Carvalho deixou indícios de uma equipa a procurar novos sinais de identidade e a querer agarrar o rumo da temporada, vencendo o Gent por 2-0 em frente aos adeptos gverreiros. O futebol de Vicens encantou em muitos momentos, surpreendendo até os três grandes do futebol português, mas a falta de produto final e a instablidade defensiva ditaram vários resultados negativos, acabando por forçar a mudança. Com o novo líder, a verticalidade do ataque bracarense foi sentida desde cedo e, apesar de ainda estar longe do ideal, o desempenho do Braga acabou por ser mais que suficiente para somar os primeiros três pontos da temporada na Conference League. A primeira grande alteração passou pelo sistema base, deixando o 3-4-3 de Vicens e instalando um 4-2-3-1, cujas nuances encaixaram muito bem com as características do plantel. Começando pelo momento ofensivo, o Braga mostrou grande variabilidade na quantidade e disposição dos elementos envolvidos na primeira fase de construção. A saída mais utilizada foi em 3+1, com Bright Arrey-Mbi a fechar como central e com João Moutinho como o elemento mais recuado do meio-campo, fazendo Gorby Baptiste «crescer», como referiu o treinador na conferência de imprensa, em resposta ao Bola na Rede. O francês é claramente o jogador com características que mais se adaptam a esta função, sendo assim alguém que pode vir a ter uma temporada em que dá mais um salto na carreira. No entanto, os minhotos conseguiram também construir em 3+2, deixando Gorby mais recuado, e ainda em 4+2, com Bright aberto na esquerda e Victor Gómez mais recuado na direita.

Dinis Jacob · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.