Última horaSporting avança por guarda-redes em final de contrato
Publicidade

São Roberto do Pireu

André Eusébio · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Terceiro Anel

Que noite de desespero, aquela que se viveu durante o Olympiakos vs Benfica nesta passada terça-feira! Benfica a jogar bem como ainda não o havia feito durante esta temporada, a dar o litro em campo, a criar oportunidades, a praticar um futebol entusiasmante. E não se ganhou porquê? Porque Roberto Jímenez, o homem que me levou a um estado depressivo durante a época 2010/2011, fez uma exibição tremenda. Portanto, caros adeptos do Olympiakos e gregos em geral, bem podem pedir ao Papa Francisco a canonização deste estranho ser espanhol, que tem momentos deliciosos na baliza mas que do nada tem a capacidade de quase fazer entrar em colapso milhões e milhões de adeptos.

Roberto e colegas de equipa festejam a vitória sobre o Benfica / Fonte: deportes.terra.com.pe
Roberto e colegas de equipa festejam a vitória sobre o Benfica
Fonte: deportes.terra.com.pe

Caro Roberto, sei que vais ler este artigo, e por isso mesmo exijo que me respondas! Porque é que na pré-temporada, no Verão de 2010, sofreste um golo de baliza a baliza? Porque é que infernizaste as minhas tardes na praia, após rubricares péssimas exibições nessa fase? Porque é que em Agosto desse ano, na Supertaça, não agarraste a bola depois daquele cabeceamento do Rolando? Porque é que nesse mesmo mês quase me levaste a um desmaio após o “duplo frango” na Choupana? Porque é que há três anos, num Benfica vs Lyon na Luz, permitiste que a equipa francesa reduzisse no marcador, após uma saída intempestiva da baliza? Porque é que estragaste o meu domingo de Carnaval, em 2011, ao seres ridiculamente batido em Braga, num livre do Hugo Viana? Porque é que introduziste a bola dentro das próprias redes, depois de um lance inofensivo do Guarín, oferecendo o título ao FC Porto? Porquê? Mas porquê?

Porque é que engataste na terça? Porque é que ainda dás cabo de nós, de toda a nação benfiquista? E eu a pensar que o teu erro na Luz, há duas semanas, era o sinal de uma tentativa de reconciliação com os adeptos do maior clube de Portugal. Eu já te tinha perdoado, pá! E agora fazes-me isto? É que agora, para voltares a ser pessoa desejada para os nossos lados, vais ter que voltar a ser coveiro, que é como quem diz a borrar a pintura nas partidas frente ao PSG e ao Anderlecht.

Quanto a ti, caro Benfica, sabes porque é que eu não falei muito de ti nesta crónica? Porque me seduziste, porque me encantaste de novo. E assim, entrando no período pós-azia, afirmo com total convicção: jogando como jogaste no Pireu, ganhas ao Sporting! É que não duvido disso. Portanto…porta-te bem, porque o azar não durará para sempre. Temos melhor equipa do que o Sporting, temos um Markovic de regresso aos seus momentos de esplendor, poderemos ter um Estádio da Luz com ambiente infernal.

Carrega, Benfica! E boa semana para ti, Roberto Jímenez. Não sou de guardar rancor às pessoas…

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Resto do Mundo

Harry Kane deixou o trabalho falar até o sucesso fazer barulho

Foi dispensado por ser “gordinho”, percorreu as divisões inferiores por empréstimo e passou grande parte da carreira a ser alvo de chacota e a ouvir que lhe faltavam títulos. Aos 33 anos, Harry Kane chegou ao topo do futebol mundial. A Bola de Ouro não podia assentar melhor nas mãos de um gentleman. “Work hard in silence. Let success be your noise.” Poucas horas depois de conquistar a Bola de Ouro, Harry Kane escolheu esta frase para assinalar o momento nas redes sociais. 

Tiago Campos · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

A arte do futebol sem bola

Há jogadores que decidem jogos com um golo, guarda-redes que os salvam com uma defesa impossível e defesas que garantem vitórias com um corte no último segundo. São momentos que ficam na memória, mas que raramente contam toda a história de um jogo, até porque, antes de a bola chegar à área, há um setor onde muitas das decisões fundamentais são tomadas. O futebol mudou ao longo dos anos, com métricas e escolas de treinadores que olham para o meio-campo como parte essencial do sistema. Os sistemas táticos mais comuns como 4-3-3 e o 4-2-3-1 continuam presentes, mas as posições são cada vez menos rígidas, os jogadores adaptam-se mais facilmente a vários papéis e torna-se tudo mais fluído. Esta nova geração de treinadores tem explorado precisamente esta flexibilidade.

Francisca Marafona Graça · 3 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.