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O jogo decorria calmamente, sem grandes perigos dentro das quatro linhas, quando, aos 6 minutos, a partida foi interrompida por desacatos na bancada dos adeptos Benfiquistas. Cinco minutos depois, tudo resolvido e jogo retomado. O Benfica começou a pressionar e a criar perigo. Num jogo ainda muito desconexo, foi na primeira jogada do Benfica que as ‘águias’ abriram o marcador. De uma combinação entre Krovinovic e André Almeida, surgiu um cruzamento, para Jonas, que, de pé esquerdo e sem grandes dificuldades, fez o 1-0 para o Benfica. Aos 22 minutos, os ‘encarnados’ já festejavam.
O Vitória não se deixou abater e reagiu bem ao golo sofrido. Foi havendo oportunidades de parte a parte até ao intervalo, com um perigo iminente sobre a baliza de Miguel Silva depois de Diogo Gonçalves servir Salvio, que quase fez golo.

Fonte: SL Benfica
A equipa do Benfica veio do balneário mais morna e permitiu que o Vitória entrasse mais forte, com Héldon a criar enorme perigo às redes de Svilar, aos 64 minutos. Mas o clube da Luz não adormeceu e o grego Samaris fez o 0-2 aos 76 minutos. Descoberto por Jonas, que o serviu, o camisola 7 passou por Francisco Ramos e com um remate foi mais feliz que Miguel Silva.
O Benfica não estava satisfeito e três minutos depois fez o terceiro golo, pelo pé de Salvio. Diogo Gonçalves serviu o extremo argentino, que fez um belo chapéu sobre o guarda-redes do Vitória. Os últimos 20 minutos foram minutos de emoções. Ainda faltavam cinco minutos para os 90 quando a equipa da casa fez o golo de honra. Suprimindo Luisão e Svilar, Rafael Martins só teve de encostar e estava feito o 1-3.
Já se jogavam os minutos de compensação quando André Almeida cometeu grande penalidade sobre Rafael Martins. Mas o homem do Vitória desperdiçou a oportunidade ao rematar por cima.
O Benfica assegurava o 1-3 e trazia os três pontos da cidade-berço. Com uma exibição mais consistente do que aquelas que tem vindo a apresentar esta época, a equipa de Rui Vitória mostrou-se mais coesa e lógica, dando aos Benfiquistas a esperança de que o penta pode ser possível.
A FIGURA

Jonas – Mestre da ousadia a desestabilizar a defesa adversária, o avançado brasileiro continua a mostrar por que é uma das peças fundamentais do Benfica. Marcou o seu 14.º golo da época (nona jornada consecutiva a marcar), abriu o marcador e ainda assistiu Samaris para o segundo golo. Ano após ano, Jonas não deixa abalar a sua veia goleadora.
O FORA DE JOGO

Svilar – O jovem guarda-redes deixa a desejar. Chamem-lhe azar, chamem-lhe falta de experiência, chamem-lhe imaturidade profissional, mas no golo sofrido pelo Benfica Svilar poderia (e deveria) ter feito mais. De notar ainda que teve alguns lances infelizes ao longo do jogo, tendo-lhe até sido mostrado cartão amarelo por um toque na bola com a mão fora da área, numa saída antecipada para travar Tallo.
Foto de Capa: SL Benfica













