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Waldschmidt, a falta que fizeste

Gonçalo Batista · 2 min

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Luca Waldschmidt chegou esta época ao SL Benfica e tem-se destacado como um dos melhores e mais importantes jogadores da temporada. O “namoro” do clube encarnado com o internacional alemão já é antigo. Já na época passada, tanto no verão como em janeiro, Waldschmidt esteve perto de chegar a Portugal, mas a transferência acabou por não se concretizar (por diversas razões).

No início da época passada, com a saída de João Félix, o lugar de segundo avançado ficou vago. Raul de Tomás chegou para aquela posição, mas foi um dos maiores erros de casting cujo me lembro de ver no clube encarnado. Para jogar da mesma forma que na época do título de Bruno Lage, RDT nunca poderia desempenhar aquelas funções.

Chiquinho acabou por assumir o lugar, mas o Português era sempre mais um terceiro médio do que propriamente um segundo avançado. As dificuldades que sentia em frente à baliza não contribuíram para o seu sucesso no lugar.

É verdade que Bruno Lage não soube (nem sequer tentou) adaptar a sua forma de jogar aos jogadores que tinha à sua disposição, mas a direção falhou redondamente ao não conseguir trazer um jogador capaz de replicar as funções desempenhadas por João Félix.

Obviamente, seria sempre difícil substituir João Félix com um jogador qualitativamente à altura, mas nem sequer chegou um jogador com o mesmo perfil futebolístico. Todavia, este jogador estava três países aqui ao lado. Na Bundesliga, ao serviço do SC Freiburg, Gian-Luca Waldschmidt ia brilhando.

Nome italiano, frieza alemã, número 10 nas costas, qualidade ao receber a bola entre linhas, muito bom a ligar setores, forte no momento da finalização e elevada qualidade técnica… Onde é que estava a dúvida?

A transferência de Waldschmidt não se concretizou devido aos valores pedidos pelo SC Freiburg e também devido a uma lesão que o jogador sofreu durante a temporada passada. Todavia, se pensarmos bem o argumento dos valores faz pouco sentido.

Weigl, apesar de ser um jogador com uma qualidade superlativa, acabou por chegar em janeiro, por 20 milhões de euros, para uma posição muito menos necessitada. Pedrinho foi fechado em janeiro por 20 milhões (mais tarde reduzidos para 18 milhões). Bruno Guimarães esteve muito perto de chegar ao SL Benfica por um valor superior a 20 milhões. Raul de Tomás custou 20 milhões de euros.

O avançado alemão tinha sido o jogador perfeito para a equipa de Bruno Lage e, com o rendimento desta época, teria sido decisivo nas potenciais conquistas do clube encarnado.

Este ano assistimos ao maior investimento de sempre numa janela de transferências, ainda antes de ter sido realizado o encaixe financeiro com Ruben Dias. Porquê? Há eleições daqui a uns meros dias. Pena que não tenha havido eleições perto da preparação da época passada… Ou eleições todos os anos…

Gonçalo Batista

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Comentários 2

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