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No Complexo Desportivo do Monte Abraão, Real SC e Moura AC defrontaram-se para a jornada 23 da Série D do Campeonato de Portugal. Dois clubes com objetivos bastante distintos para o resto da temporada e que ocupam posições muito dispares na tabela classificativa desta série. O Real SC, segundo classificado, lutava para reduzir distâncias para o primeiro lugar e o Moura AC, 16º, procurava amealhar pontos preciosos na luta pela manutenção. Tarde de muito sol em Monte Abraão que convidava os adeptos a vir ao estádio, mas nem meia casa se registou.
O Real SC, no início do jogo, estava mais subido no terreno do que a equipa alentejana, a querer tomar conta da partida desde cedo e, se possível, marcar. Já o Moura AC, com sérias dificuldades defensivas e atacantes, não conseguia sair do seu meio-campo com perigo ou até mesmo criar uma jogada com critério.
A equipa da casa tentou apostar em jogadas rápidas pelos flancos e em passes nas costas da defesa alentejana, mas não obtiveram grande sucesso com estas jogadas. Esta tática inicial terminou na maioria das vezes com um atacante da equipa do Real SC em fora de jogo – um total de três em menos de 15 minutos.
O primeiro remate de perigo para a equipa forasteira foi aos 16 minutos, contudo, com pouco perigo para a baliza defendida por Filipe Mendes. Foi um início de jogo mal jogado com muitas bolas perdidas por ambas as equipas. Tanto a equipa do Real SC, como a do Moura AC não conseguiam realizar uma jogada com critério desde o seu meio-campo defensivo até à área contrária.
Apesar de as tentativas de remates às balizas terem aparecido, como é o caso do remate de Batalha aos 20 minutos, a falta de perigo nos mesmos revelou ser a grande protagonista desta primeira parte.
Até ao final do primeiro tempo, de registar, primeiro, o remate de João Magno de cabeça após um cruzamento vindo da direita do ataque – a melhor oportunidade da primeira parte. Depois, após um canto, uma enorme falha do guarda-redes do Moura AC, mas a defesa alentejana estava atenta e prontamente tirou a bola da sua área defensiva.
Pouco para contar nesta primeira parte deste encontro, em que os remates foram poucos e sem perigo para ambas as balizas. O marcador ditava um nulo na partida e pedia-se que a segunda parte viesse mais animada e com golos, o mais importante.

Fonte: João Barbosa/Bola na Rede
O intervalo fez bem, pelo menos, à equipa do Real SC, pois vieram para a segunda parte com muito mais vontade de vencer este jogo. A equipa do Real SC começou por fazer aquilo que não tinha feito na primeira parte: criar oportunidades de grande perigo junto da baliza adversário.
Aos 54 minutos, com uma jogada pela direita do ataque, Abou Toure encontrou espaço na defensiva alentejana e rematou à baliza. O guarda-redes do Moura AC, Jefferson Souza, ainda defendeu o primeiro remate, mas Rui Batalha estava à boca da baliza para fazer, possivelmente, o golo mais fácil da sua carreira.
Após o golo do Real SC, a equipa que veio de Moura começou a pressionar a equipa da linha de Sintra em busca de novo empate na partida. Aos 59 minutos, após o livre batido de maneira irrepreensível do lado direito, a bola ainda entrou na baliza de Filipe Mendes, mas o golo acabou por ser anulado por fora de jogo. Porém, quem continuava mais perigosa na partida era a equipa da casa, que dispunha de inúmeras oportunidades para faturar novamente.
Aos 75 minutos, o Real SC conseguiu mesmo ampliar a vantagem. Um livre batido na direita por Hugo Machado encontrou ao segundo poste o número “8” do Real SC, Cazonatti, para, de cabeça, introduzir a bola na baliza. Um cabeceamento de cima para baixo, como mandam as regras, e estava assim feito o 2-0 para a equipa do Real SC.
Após o segundo golo dos da casa, o jogo passou a estar muito mais controlado a meio-campo, com uma grande posse de bola do Rea SCl. A equipa não teve mais intenções de chegar à frente no campo e tentar marcar o terceiro. Até ao final, não houve mais oportunidade cruciais para marcar golos e o resultado final fixou-se no 2-0 para o Real SC.
Três pontos para a equipa da linha de Sintra, que continua na segunda posição da Série D do Campeonato de Portugal em busca de uma posição para o play-off de campeão. No caso do Moura AC, continua em busca de pontos que permitam ainda sonhar com a manutenção no Campeonato de Portugal, que está cada vez mais a tornar-se um objetivo extremamente difícil.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Real SC: Filipe Mendes, Sandro Silva, Ibraim Cassamá, Rui Batalha (Brash Brampoque, 79’), Cazonatti, João Magno (Filipe Andrade, 70’), Hugo Machado, Abou Toure, Paulinho, Marcos Barbeiro (Rodrigo Moitas, 84’) e Dinamite.
Moura AC: Jefferson Souza, Tó Miguel, Kainã Nunes, Antoninho, Lucas Santos (Simão Júnior, 68’), Patrick Igwe, Érico Júnior (Guilherme, 65’), Vasco Teixeira, Igor Baldé, Joseph Amoah e Miguel Abreu (Bruno Gomes, 77’).
FIGURA:

Rui Batalha – O número “7” do Real SC foi a figura chave desta partida e abriu caminho para o primeiro golo do jogo e, consequentemente, para a vitória do seu clube. Tanto na primeira, como na segunda parte, foi o jogador que criou mais desequilíbrios em ambas as alas e também o mais rematador, ainda que sem perigo. Apesar de ter sido substituído aos 79 minutos, acredito que Rui Batalha tenha sido o jogador mais importante para o desfecho desta partida. Possivelmente, a sua saída será já a pensar no próximo jogo do campeonato.
FORA DE JOGO:

Moura AC – A equipa ainda aguentou o primeiro tempo sem sofrer golos, mas teve sérias dificuldades em sair do seu meio-campo defensivo com a bola controlada. Quando chegava perto da baliza adversária, era sempre através de lances de bola parada, que, por acaso, ainda deram em golo, embora tenha sido anulado. A estratégia defensiva resultou perfeitamente durante a primeira parte, mas na segunda já não surtiu efeito. O Moura AC abriu demasiados espaços na sua defensiva e concedeu golo logo no início da segunda parte. Depois, bem tentou uma resposta ao golo sofrido, mas subiu demasiado as linhas e abriu ainda mais a defesa, sofrendo pouco depois novo golo. Tinha tudo para sair de Monte Abraão com, pelo menos, um ponto, mas não teve uma segunda parte feliz.
Foto de Capa: João Barbosa/Bola na Rede









