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Académica OAF 0-1 FC Famalicão: Briosa de gala… congelada por um auto-golo

Pedro Machado · 4 min

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O frio e o horário inoportuno não afastaram os adeptos da Académica nem o bom futebol do Estádio Cidade de Coimbra. O preço do bilhete e o frio são, afinal, suportáveis quando se assiste a um jogo (e ambiente) de primeira protagonizado por duas equipas tidas como candidatas à subida de divisão.

Foi exactamente esse estatuto que Académica e Famalicão passearam no relvado. Os visitantes subiam a linha defensiva, quando em posse, à procura de sufocar os da casa, enquanto que estes, sobreavisados da qualidade do seu adversário, exploravam-lhe as costas quando estas lhe apareciam desguarnecidas. Foi assim que Júnior Sena e Djoussé apareceram isolados perante Defendi durante a primeira parte. Porém, não conseguiram desfeitar o guardião brasileiro.

Não quer isto dizer, que a Académica não tivesse imposto o seu jogo em ataque organizado (isto é, sem explorar o erro contrário). Impôs, e esteve perto do golo, também por esta via, com Romário Baldé a assumir o protagnismo em ambas as ocasiões – remate ao lado numa primeira instância, e um promenor delicioso, mais tarde, antes de oferecer uma oportunidade soberana (desperdiçada) a Júnior Sena.

Este não foi, contudo, um jogo de sentido único. De todo. A pressão ofensiva do Famalicão, quando eficaz, funcionava e os azuis estiveram perto do golo em duas ocasiões, com Walterson a desperdiçar as melhores oportunidades da turma nortenha antes do intervalo.

O regresso dos balneários não diluiu a intensidade do jogo e tanto Académica como Famalicão estiveram perto do golo nos primeiros minutos da segunda parte.

Djoussé e Fabrício, porém, não fizeram jus ao título de artilheiros das respectivas equipas.

A bola continuou a rondar as duas balizas, o jogo manteve-se aceso, mas as oportunidades foram escasseando. O Famalicão conseguiu controlar melhor a profundidade e a Académica, por via de um número 6 (Ricardo Dias) que se multiplicou no terreno, foi neutralizando as investidas do seu adversário.

Ainda assim, houve espaço para que Baldé atirasse ao ferro da baliza de Defendi e para Fabinho, na resposta, obrigar Ricardo Moura a uma enorme intervenção com os pés até que fossem operadas as primeiras mexidas no encontro… ao minuto 78!

Sylla substituiu Walterson, Djoussé substituiu Marinho e o pequenino da Briosa esteve perto do golo por duas ocasiões até final – ambas, curiosamente, de cabeça, com a primeira a ir à barra e a segunda a ser travada por Defendi.

Mancha Negra não vacilou no apoio à Briosa Fonte: BnR
Mancha Negra não vacilou no apoio à Briosa
Fonte: Bola na Rede

Era o ‘forcing’ final da Académica, em busca de um golo que fizesse esquecer a goleada consentida ao FC Porto B. Mas foi o Famalicão, num lance de bola parada batido por David Luís, a chegar ao golo, graças a um infortúnio… de Zé Castro. O central desviou a bola para a baliza errada no último minuto de compensação e selou o resultado.

A noite estava fria mas estava a ser aquecida pelo que se passsava no terreno de jogo. Era uma espécie de lareira, que aquecia todos os que estavam em seu redor. No final, porém, só os adeptos famalicenses saíram com um quentinho no coração.

ONZES INICIAIS:

Académica OAF: Ricardo Moura, Brendon, Yuri, Zé Castro, Joel; Ricardo Dias, Júnior Sena, Rúben Saldanha (Reko 89’); Jean Filipe, Romário Baldé e Djoussé (Marinho 81’).

FC Famalicão: Defendi, Kuoao (Anderson 88’), Ricardo, Ângelo, David Luís; Pathé Ciss, Hocko; Feliz, Fabinho (Filipe Oliveira 88’),  Walterson (Sylla 78’); Fabrício.

FIGURA:

 

Fonte: Académica OAF

Romário Baldé – O agitador de serviço pelo lado esquerdo da ofensiva dos estudantes e esteve em clara evidência na partida. As investidas mais perigosa da turma da casa surgiram quase sempre pelo seu lado, sendo claramente o elemento mais esclarecido e que mais dinâmica imprimiu ao jogo.

FORA DE JOGO:

Fonte: Académica OAF

Jean Filipe – Apesar de comprometido defensivamente e importante a fechar o seu corredor, este não foi um jogo particularmente feliz. No momento ofensivo ofereceu muito pouco à equipa, não conseguindo desequilibrar no 1 para 1. A juntar a isto acumulou, também, vários passes falhados durante o jogo, o que não permitiu dar sequência a algumas jogadas de perigo.

CONFERÊNCIA BnR

FC Famalicão

BnR: Mencionou a importância de pressionar alto no ataque para pressionar a Académica. Até que ponto a pressão ofensiva tem sido importante para que o Famalicão some três jogos sem sofrer golos?

Sérgio Vieira: Muito bem visto! Esse é um fator muito importante (a forma como defendemos). Os ataques são fundamentais para os adeptos. Mas nós, treinadores focamo-nos muito na parte defensiva. Não é fácil conseguirmos evoluir em transições… e em posse de bola. Às vezes vemos os grandes clubes nao conseguem impôr isso. Esta linha defensiva, por exemplo, é uma linha defensiva que fez três ou quatro jogo juntas. Temos jovens nas laterais a amadurecer e não é fácil termos jogadores com estas características.

O mais importante é o resultado colectivo. Fomos muitos consistentes.

 

 

Foto de Capa: Bola na Rede

 

 

 

Pedro Machado

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