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Tarde cinzenta em Coimbra. Na receção ao líder SC Farense, a Académica OAF voltou a vacilar em casa e perdeu por 1-2, com direito a reviravolta por parte do conjunto algarvio. A contestação subiu de tom e, perante as circunstâncias atuais, os adeptos da casa recorreram a lenços brancos para mostrar o seu desagrado com o rendimento da equipa.
Os primeiros 25 minutos foram marcados por alguma monotonia de parte a parte e com apenas uma verdadeira ocasião de logo. Ainda nem um minuto estava decorrido e Derik Lacerda já tinha conseguido aparecer na cara de Hugo Marques, atirando à figura.
Foi preciso esperar pela meia hora de jogo para o jogo começar a animar, onde a boa pressão ofensiva da formação caseira resultaria em…golo. Derik Lacerda pressionou, João Mendes recuperou e tratou de inaugurar o marcador, com um remate dentro da área.
O conjunto algarvio correu atrás do prejuízo e, depois de Furlan ter testado Mika num livre direto, os pupilos de Sérgio Vieira conquistaram uma grande penalidade – exemplarmente convertida por Fabrício Simões – e restabeleceram a igualdade. O jogo, esse, encaminhar-se-ia para o intervalo, com a equipa de arbitragem – após algumas decisões duvidosas no primeiro tempo – a sair para os balneários debaixo de um enorme coro de assobios.

Fonte: SC Farense
O início do segundo tempo trouxe uma Académica mais acutilante nos seus processos ofensivos, tendo criado perigo junto da baliza adversária por intermédio de João Mendes e Ki. Em sentido inverso, o Farense atravessou mais de metade da segunda parte sem conseguir criar um único lance de golo, obrigando Sérgio Vieira a mexer no setor intermédio.
Leandro e João Mendes ainda assustaram a baliza de Hugo Marques, mas seria o conjunto de Faro a chegar ao golo da reviravolta numa das poucas vezes que conseguiu causar perigo a Mika. A cinco minutos do final, Fabrício Isidoro aproveitou uma bola perdida à entrada da área e rematou de forma eficaz para o segundo golo da sua equipa.
A formação liderada por César Peixoto ainda tentou reagir, mas sem sucesso, tendo somado a quinta derrota no campeonato – a terceira em casa. O conjunto de Sérgio Vieira continua na liderança com 24 pontos, ao passo que a Académica é 14º, com 9 pontos, algo que motivou a contestação por parte dos adeptos com lenços brancos no final do encontro.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Académica OAF: Mika, Mauro Cerqueira, Zé Castro, Silvério, Mike, Ki (Cherif, 76’), Leandro, Ricardo Dias, João Mendes, Lacerda (Djousse, 70’) e Chaby (Osei, 18’).
SC Farense: Hugo Marques, Furlan, Cássio, Luís Rocha, Matheus Silva, Fábio Nunes (Alvarinho, 72’), Filipe Melo (Bura, 52’), Fabrício Isidoro, Mayambela (Irobiso, 66’), Ryan Gauld e Fabrício Simões.
A FIGURA

João Mendes – Além de ter sido o autor do único golo da Académica, revelou sempre ser um dos atletas mais inconformados da sua equipa. Eficaz na pressão e seguro em missão defensiva. Apesar do desaire consentido na reta final, o atleta dispôs ainda de uma soberana oportunidade para colocar a sua equipa na frente do marcador no segundo tempo.
O FORA DE JOGO

Ryan Gauld – Apesar do esforço, o escocês passou completamente ao lado do jogo. Más decisões no momento de soltar a bola e alguma falta de sentido posicional tornaram a exibição do jovem mais apagada – ele que ainda não marcou pela equipa algarvia.
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Académica OAF
O BnR não colocou pergunta ao treinador César Peixoto
Outras declarações:
“Foi um jogo totalmente dominado por nós. Estivemos lá para jogar e a outra equipa para não deixar de jogar. Tivemos mais posse de bola, mais remates, mais cantos, o que demonstra o que aconteceu. Acho que fomos claramente a melhor equipa. Mas o que se passou aqui, da arbitragem, merece discussão. Não se pode permitir anti-jogo nos 90 minutos, entradas fora de tempo e isso demonstra tudo. Os jogadores mesmo assim trabalharam, nunca viraram a cara à luta. Tenho muito orgulho nos meus jogadores, na minha equipa. Sabemos que não estamos onde queríamos, nem onde deveríamos”.
“Assumo tudo o que faço. Se as pessoas da Académica acharem que eu sou o problema, estou aberto para conversar seja qual for o cenário. Eu não viro a cara à luta. As pessoas que gerem o clube é que têm de perceber o que é que é bom para a Académica ou não”.
SC Farense
BnR: O Farense conseguiu a oitava vitória em 10 jogos neste campeonato. A subida à Primeira Liga é um sonho ou começa realmente a ser um objetivo declarado?
Sérgio Vieira: “Da primeira à última jornada, temos sempre a mesma forma de pensar: jogo a jogo. A II Liga é muito competitiva, muito heterogénea e vamos ter sempre a mesma ambição. Conseguimos realmente estes pontos com estratégias diferentes, mas o nossos foco vai ser semana a semana. Nunca nos podemos desviar isso. Existem equipas com muita história nesta divisão, com muitas equipas que começam mal e depois vão crescendo, a Académica já foi exemplo disso. Com muita humidade, com valores bem definidos e com evolução tática, trabalharemos para fazer o melhor possível”.
Outras declarações:
“Sabemos que ia ser um jogo extremamente difícil, perante o que a Académica vive. Preparámos o jogo taticamente, soubemos gerir o jogo e mexer muito bem. Os nossos jogadores foram extremamente rigorosos. Fizemos história, porque o Farense ganhou num campo que nunca tinha ganho”.
“Todos os jogos nesta liga têm histórias diferentes. Fazemos sempre uma análise tática àquilo que são as nossas competições. Tinha convicção nos meus jogadores. Ganha-se se tivermos mais golos marcados do que o adversário. Não me foco na questão da justiça. Também perdemos aqui há uns meses para a Taça, de uma forma injusta e polémica”.
Foto de Capa: Bola na Rede











