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AD Limianos 1-2 CDC Montalegre: Zangão liderou reviravolta transmontana

Diogo Pires Gonçalves · 4 min

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No regresso ao Campeonato de Portugal, depois de ambas as equipas terem passado a respetiva eliminatória da Taça de Portugal, a sétima jornada reservou um duelo de aflitos no que ao número de pontos conquistados a esta altura diz respeito; a AD Limianos recebeu o CDC Montalegre.

José Carlos Fernandes apostou na titularidade de Wanderley e Alvinho em detrimento de Micka e Nandinho, enquanto José Manuel trocou Andrézinho, Paulo Roberto e Rogério por Vítor Pereira, Ferrari e Zangão em relação à receção ao Vilaverdense FC.

Numa partida que se esperava muito mexida devido à procura de pontos, a história da primeira parte não foi longa nem elaborada; os da casa entraram melhor, assumiram a partida nos primeiros minutos, mas daí apenas resultaram alguns remates e sem qualquer perigo. Numa assumida estratégia mais expectante, com uma linha de quatro defesas, outra de quatro médios e apenas Turé na frente, o CDC Montalegre desenhou o primeiro ataque, que Jojó desfez por precaução.

Aos 16 minutos, Rui Magalhães rematou por duas ocasiões, sem perigo, e aos 25’ Iano tentou incomodar de longe, sem sucesso. Contudo, mesmo antes do intervalo, os limianos chegaram à vantagem. Rui Magalhães recuperou a possa à entrada do seu meio campo e entregou a Iano, que rodou e queimou a distância que o separava da baliza contrária. Jojó ofereceu solução à direita, mas o guineense optou pelo passe vertical que rasgou a defesa adversária e encontrou Elivelton no coração da área. O brasileiro driblou o opositor que o marcava e na cara de Guedes colocou junto ao poste direito e aos 41 minutos deu justiça ao resultado.

Logo a seguir podia ter surgido o empate. Num lance em tudo idêntico ao do golo da equipa da casa, Turé recebeu dentro da área limiana, rodou e o remate saiu ligeiramente ao lado. O intervalo marcou o fim da ligeira superioridade dos minhotos que tinham sido mais práticos na aproximação à baliza, por oposição à posse inconsequente e nada produtiva dos visitantes.

AD Limianos permanece com quatro pontos, CDC Montalegre chegou este domingo aos seis
Fonte: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

O início da segunda etapa mostrou uma equipa visitante mais enérgica e prática na construção, mas continuava sem atirar à baliza. Aos 51 minutos a AD Limianos podia ter aumentado a vantagem. Ricardo Silva recuperou a bola e deixou para Rui Magalhães que assistiu Elivelton; com tudo para bisar, o camisola ‘96’ atirou muito por cima. A partir de então surgiram as figuras de Zangão e Tavares a tomar conta dos lances de maior perigo da partida, aproveitando a passividade e permeabilidade das linhas média e defensiva dos visitados.

Aos 63 minutos, Bruno Santos foi posto à prova e aos 65 evitou mesmo o golo do empate. Estes lances tiveram um denominador comum; Zangão na construção e definição do ataque. A superioridade dos transmontanos era ligeira, mas visível e por pouco era sentenciada por Iano. Novamente num lance individual, o extremo limiano conduziu sozinho o ataque e numa zona mais avançada do terreno tabelou com Alvinho e Luan Sérgio e deixou a conclusão a cargo de Rui Magalhães, que rematou fraco e à figura de Tiago Guedes.

Aos 69 minutos, Tavares deixou indicações do que estava para fazer em campo. Aproveitou uma perda de bola de Iano, combinou com Zangão – quem mais? – e rematou muito forte, por cima. A última oportunidade de uns desinspirados e desgastados visitados surgiu aos 75’ Wanderley, antes de ser substituído, descobriu Iano nas costas da defesa, mas o camisola ‘10’ não teve a arte e engenho necessários para aproveitar a saída em falso do guardião transmontano e terminar com as dúvidas no resultado.

O último quarto de hora da partida foi pouco e mal disputado, com exagerados duelos físicos e pouca criatividade na construção. No entanto, foi de um lance de génio que nasceu o empate. De livre direto, à entrada da área, Zangão repôs alguma justiça no marcador e corou uma exibição esforçada e vistosa. No último lance da partida, o CDC Montalegre foi capaz de defender a sua baliza de um livre lateral, desenhar um contra-ataque e virar a partida. Alvinho recolheu uma bola recusada pela defesa contrária, demorou a rematar e perdeu-a. Na resposta, num contra-ataque “três para um”, Tavares ignorou o apoio e sozinho conduziu, enfrentou e bateu Bruno Santos.

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bruno Santos; Jojó, Cláudio Borges, Touré e Alvinho; Luan Sérgio, Wanderley (Vítor Sousa, 75’) e Rui Magalhães; Iano, Elivelton (Chiquinho, 70’) e Ricardo Silva (Cláudio Dantas, 60’).

CDC Montalegre: Tiago Guedes; David Carvalho, Vítor Pereira, Vítor Alves e Zack; Embaló (Lio, 45’), Prince (Rogério, 80’), Ferrari (Paulo Roberto, 70’), Belarmino Tavares e Zangão; Amadu Turé.

A FIGURA:

Fonte: CDC Montalegre

Zangão – É como Anderson Carvalho é conhecido, cobrou um livre de forma exemplar e indefensável e pelos seus pés passaram todas as hipóteses do CDC Montalegre pontuar. Agitou o jogo na segunda parte quando a sua equipa abandonou a troca monótona de bola e lhe entregou as despesas do jogo.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: AD Limianos

AD Limianos – É a terceira vez, em casa, que a equipa de Ponte de Lima se deixa alcançar no marcador depois de partir em vantagem. Em duas delas acabou mesmo por perder (AD Oliveirense e CDC Montalegre). A incapacidade de manter a vantagem e conquistar os preciosos pontos em casa passa pela constante desconcentração numa fase ainda prematura das partidas. O grande passo na Taça de Portugal pode ter custado caro na fase inicial da competição nacional onde pretendem continuar.

 

Foto de Capa: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

Diogo Pires Gonçalves

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