Última hora2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica
Publicidade

AD Limianos 1-2 SC Maria da Fonte: Marcar cedo e cedo defender dá pontos a quem menos quis correr

Diogo Pires Gonçalves · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Depois de se encontrarem em maio para o Taça dos Campeões do Minho, AD Limianos e SC Maria da Fonte voltaram a medir forças, desta vez a contar para a quinta jornada da série A do Campeonato de Portugal.

Ainda dentro do primeiro minuto de jogo, os visitantes alcançam o golo. Assim, sem mais nem menos, sem pedir licença, sem esperar que todos os adeptos chegassem ao seu lugar. Depois de um livre lateral, a defesa limiana é apanhada de surpresa e com a bola à sua mercê, Romário atira forte, sem hipótese para Bruno Santos.

A equipa da Póvoa de Lanhoso fez o que havia feito no último encontro frente à equipa de Ponte de Lima; marcar cedo. E assim, a bola voltava ao centro e assistia-se a um novo pontapé de saída. Agora em desvantagem, praticamente desde o começo, cabia à equipa da casa praticar o seu futebol e assumir a condução da partida. Por outro lado, na procura de retomar o caminho das vitórias, o SC Maria da Fonte pausava o jogo sempre que tinha a bola e tentava congelar a partida.

Aos oito minutos, Cláudio Dantas conduziu pela área dentro e cruzou tenso para a cabeça de Rui Magalhães, mas a bola saiu ao poste. Estava dado um aviso do que seria a partida daqui por diante. Ou pelo menos assim se esperava. Na verdade, a primeira parte foi bastante morna, embora se tenham desenhado algumas oportunidades de parte a parte.

A AD Limianos gozava de uma posse de bola inconsequente, intranquila e pouco acertada. Foram inúmeros os passes falhados ainda na fase de construção, o que explica a dificuldade em chegar à zona de finalização. Só aos 30 minutos conseguiram criar perigo. Iano transportou para o centro e com um passe longo e bem medido descobriu Chiquinho nas costas da defesa contrária. Com alguma pressão, o camisola 9 recebeu e rematou para defesa apertada de Nuno Rafael. Os visitantes, confortáveis com a vantagem conseguida até então, só por duas vezes criaram perigo; aos 15 minutos, com um remate à meia volta e aos 44 minutos, quando Marna, depois de evitar Tiago Letras, permitiu a defesa do guardião limiano.

O SC Maria da Fonte conseguiu a segunda vitória à quinta jornada. A AD Limianos somou a terceira derrota consecutiva
Fonte: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

À semelhança da primeira parte, a segunda começou com um golo. Quatro minutos decorridos, a equipa da casa atacava sem fim e há uma bola desviada com a mão na área dos visitantes. Da marca de penalty, Rui Magalhães não vacilou e repôs a igualdade e, diga-se, a justiça no marcador.

Quando se esperava uma maior clarividência e imponência da equipa limiana, o SC Maria da Fonte respondeu e quase com a eficácia pretendida; aos 52 minutos, Marna fica isolado após passe de Romário e remata com estrondo ao poste. O jogo entrava então numa fase mais dura. Com faltas mais rigorosas e paragens tão exageradas quanto desnecessárias. Só aos 70 minutos se voltou a assistir a um lance de perigo. Foi Tanela, recém-entrado, a receber de costas para a baliza, rodar e rematar de longe, à barra. Era o único aviso da avançado para o que se seguiria.

Cinco minutos depois, através de um enérgico contra-ataque conduzido por Marna, Bruno Santos falha o tempo de salto e permite que a bola chegue redondinha a Tanela, que sem oposição nem guarda-redes na baliza só teve de encostar para faturar. Agora com a possibilidade de pontuar a desvanecer, a equipa da casa teria de apostar tudo no ataque, mas as oportunidades simplesmente não surgiam. A bola era trocada atrás, sem verticalidade alguma, e de vez em quando lá saía um passe longo.

Foram novamente os visitantes a ameaçar chegar ao golo. Aos 85 minutos, Telmo contemporizou na linha, esperou a subida de Marna e isolou o guineense. Com Bruno Santos pela frente, o remate saiu ligeiramente ao lado. No derradeiro assalto à baliza de Nuno Rafael, Alvinho solicitou Wanderley na linha, este cruzou atrasado e Iano, sem oposição e perfeitamente enquadrado, rematou por cima a oportunidade de pontuar.

Pouco tempo se aproveitou dos cinco minutos de compensação, com bastante permissão do árbitro João Gonçalves. Após o apito final, a festa dos atletas e adeptos do SC Maria da Fonte era compreensível; a equipa da Póvoa de Lanhoso amealhou mais três pontos e escalou seis posições. Por outro lado, a AD Limianos mantém-se com quatro pontos e não alterou o seu posto.

 

Onzes iniciais:

AD Limianos: Bruno Santos; Nandinho, Touré, Tiago Letras e Jojó; Micka, Rui Magalhães (Alvinho, 80’) e Vítor Sousa (Wanderley, 72’); Iano, Chiquinho e Cláudio Dantas (Ricardo Silva, 59’).

SC Maria da Fonte: Nuno Rafael; Ruizinho, Cabreira, João Paulo e Cara (João Filipe, 45’); André, Romário (Figo, 84’) e João Moreira; Miguel (Tanela, 61’), Marna e Telmo.

A FIGURA

Fonte: SC Maria da Fonte

Romário – Não só pelo golo madrugador e crucial no desenrolar da partida, mas também pelo toque pessoal que deixou em cada jogada de ataque da sua equipa. Ainda que as oportunidades de golo não tenham sido muitas nem vistosas, todas passaram pelos pés do brasileiro que veste a camisola 8. O médio também foi deveras importante na contenção e ajuda defensiva. É caso para dizer ‘Romário e mais 10’.

O FORA DE JOGO

Fonte: AD Limianos

Bruno Santos – Como sempre, a posição de guarda-redes é a mais ingrata, já que um pequeno erro pode ser fatal. E foi isso mesmo que aconteceu. Quando a sua equipa investia cada vez mais no ataque, um contra-golpe dos visitantes caiu como um balde de água fria. Tiago Letras estava fora para assistência; com menos um e com as posições momentaneamente trocadas, um erro na leitura da trajetória da bola e no tempo de salto de Bruno permitiu a Tanela ficar sozinho para empurrar a bola e fazer o 1-2 final.

 

Foto de Capa: Diogo Gonçalves/Bola na Rede

Diogo Pires Gonçalves

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.