
Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

As classificações da Primeira Liga são cada vez mais monótonas. Há cerca de duas décadas que o vencedor se encontra nas águias ou dragões, deixando pouca margem de manobra para os demais competidores.
As grandes surpresas vêm nos acessos europeus ou nas tão temidas despromoções. É nesse campo que este artigo se insere; nas classificações mais surpreendentes de 2001 em diante. Os “três grandes” estão, claro está, excluídos deste top, uma vez que se não vencerem ocupam, regra geral, os outros lugares do pódio.
Para aguçar a curiosidade, toma nota que neste top figura uma equipa que ascendeu à Primeira Liga e ingressou diretamente no pódio, outra que lutou até à última jornada pelo título de campeão, um campeão duro de roer e uma estreia absoluta no terceiro lugar que deu acesso, pela primeira vez, à Liga dos Campeões. Tudo extra “três grandes”. Confere.
10.
NOVAS CORES, A MESMA AMBIÇÃO DE VENCER 🔴⚪️
Uma identidade visual renovada, sempre com a mística que nos caracteriza. Fica a conhecer os novos equipamentos da Leixões SC – Futebol, SAD.
Adquire JÁ as novas camisolas para a próxima época 👇🏻
➡️ https://t.co/jraMJMAs9L#ArmadaDoMar pic.twitter.com/gbMAhqTSzm— Leixões SC – Futebol, SAD (@leixoessad) July 14, 2020
Leixões SC – 6º classificado 2008/09: Trata-se da segunda melhor classificação da equipa matosinhense, superada apenas pelo quinto lugar de 1962/63. Fruto da quarta melhor defesa do campeonato (31 golos sofridos), os comandados de José Mota ficaram a cinco pontos da 3ª pré-eliminatória da Liga Europa. Por pouco. Nesta formação alinharam caras conhecidas com o guarda-redes Beto, um jovem Rúben Ribeiro, Bruno China, Braga, Diogo Valente, Roberto ou Zé Manuel. Os Bébés do Mar alcançaram ainda os quartos de final da Taça de Portugal, caindo aos pés do FC Porto (1-0). Para o campeonato registaram vitórias surpreendentes no Dragão (2-3) e em Alvalade (0-1) e um empate caseiro importante frente às águias (1-1). No capítulo dos remates certeiros, o mais destacado da equipa foi Wesley Lopes, com sete.
9.
Terminou a época. Sexto lugar. Melhor pontuação de sempre do GD Chaves na Primeira Liga. 🔵🔴⚽️®️ pic.twitter.com/HT4g6wlzTL
— Vítor Severino 🇵🇹 (@VtorSeverino83) May 11, 2018
GD Chaves – 6º classificado 2017/18: Este foi o terceiro melhor registo dos flavienses na Primeira Liga, depois do quinto posto nas épocas de 1986/87 e 1989/90. No entanto, a nível pontual, nada superou a época de 2017/18, sob o comando de Luís Castro; 47 pontos, um ponto acima da marca de 1996/97. Para o incrível sexto posto contribuiu o facto de terem sido o sexto ataque mais concretizador da prova, com 47 remates convertidos. Este plantel contou com cara experientes e algumas agradáveis revelações, como por exemplo Domingos Duarte, Djavan, Nikola Maras, Stephen Eustáquio, Pedro Tiba, Bressan, Perdigão, Davidson, William, Matheus Pereira e Platiny. Era, de facto, um plantel equilibrado e com muita qualidade. No que à concretização diz respeito, destacaram-se Bressan e Davidson com cinco golos, Platiny com sete, Matheus Pereira com oito e William e Tiba com 11 golos cada.
8.
INFORMAÇÃO:
Houve uma mudança de nome na página, passando agora a chamar-se UD Leiria Futebol pois o antigo nome da página não se adequava com o conteúdo da mesma. Apesar da mudança de nome o objetivo da página é defender as cores da UD Leiria.
FORÇA UNIÃO!!!! pic.twitter.com/UidxrqFzys— UD Leiria Futebol (@UDLeiriaFutebol) January 29, 2020
UD Leiria – 5º classificado 2002/03: Falamos da segunda melhor classificação dos leirienses no primeiro escalão, apenas batida pela campanha de 2000/01; o mesmo quinto posto, mas com 56 pontos. Desta feita, a pontuação parou nas 49 unidades, resultado do quarto melhor ataque da prova (49 golos). O quinto lugar não dava acesso europeu, mas a equipa do Lis conseguiu o mesmo caminho, de outra forma; via Taça de Portugal. Foi o finalista vencido do grande jogo do Jamor, frente ao FC Porto (1-0). Neste plantel liderado por Manuel Cajuda constavam caras bem conhecidas, algumas ainda nos dias de hoje, como Helton, Bilro, João Paulo, Fernando Aguiar, Silas, Freddy, Hugo Almeida, Douala e Maciel, entre outros. Nos terrenos em frente à baliza adversária destacaram-se Douala e Silas com nove golos cada e Maciel com 13 – aos quais juntou seis assistências. Entre os resultados positivos dos leirienses no primeiro escalão português saltam à vista os empates em Alvalade (1-1) e na receção aos dragões (2-2) e a vitória caseira frente aos leões (3-2).
7.
Arouca assegura quinto lugar da I Liga https://t.co/TvoH4CtNde pic.twitter.com/Ce4yVepfC6
— Jornal de Notícias (@JornalNoticias) May 9, 2016
FC Arouca – 5º classificado 2015/16: A breve passagem do FC Arouca pela Primeira Liga deu para tudo; escrever história, ir à Europa, escrever história outra vez e voltar à Segunda. No espaço de quatro épocas, conseguiram a primeira subida da sua história ao principal escalão, estrearam-se nas pré-eliminatórias e play-off da Liga Europa e voltaram a descer. Apesar de terem sido quase todas épocas de sufoco, a temporada de 2015/16 salta à vista por ter sido a melhor classificação de sempre; um quinto lugar europeu! A quinta melhor defesa do campeonato (31 golos sofridos) fixou os arouquenses apenas abaixo dos “três grandes” e do SC Braga. O plantel às ordens de Lito Vidigal contou com Bracali, Nelsinho, Pintassilgo, Nuno Coelho, David Simão, Mateus, Ivo Rodrigues, Roberto, Zequinha, Nildo Petrolina, Maurides… Enfim, uma infinidade de conhecidos do adepto português. Nos resultados mais vistosos, o destaque vai para a vitórias frente às águias (1-0) e em pleno Dragão (1-2) e o duplo empate a zeros contra o SC Braga. No ataque à baliza contrária destacaram-se Ivo Rodrigues e Mateus com cinco golos, Maurides com seis e Walter González com sete.
6.
Depois de 6 épocas consecutivas na 🇵🇹Liga, o Estoril desceu. Em 2013/14, chegou a terminar o campeonato no 4.º lugar pic.twitter.com/WZWCCmLFYJ
— playmakerstats (@playmaker_PT) May 13, 2018
Estoril Praia SAD – 4º classificado 2013/14: Esta permanece como a melhor época da história do clube da Linha, igualando o quarto posto já alcançado na temporada de 1947/48, mas com melhor pontuação (54 pontos), e superando a classificação da época imediatamente anterior. Foram, assim, duas épocas consecutivas dos estorilistas no top-5 e em aventuras europeias. O plantel de Marco Silva afirmou-se como o quinto melhor ataque (42) e a quarta melhor defesa (26) do campeonato. Uma das figuras do plantel, Evandro, apontou 13 golos e assinou oito assistências. Mas não foi o único; Sebá apontou oito golos e assistiu por três vezes. Num plantel que contava ainda com Mano, Babanco, Emídio Rafael, Gonçalo Santos, Diogo Amado, Gerso Fernandes, Javier Balboa, Luiz Phellype ou Carlitos, a veia goleadora apareceu em Bruno Lopes (sete golos), Luís Leal (nove golos) e João Pedro Galvão, atual quarto melhor marcador da Liga italiana, também com nove golos. Os resultados mais vistosos aparecem na vitória em Israel na 3ª pré-eliminatória da Liga Europa, a dupla vitória frente aos austríacos para a mesma prova e consequente apuramento para a fase de grupos. No grupo H da Liga Europa, o melhor que conseguiram foram três empates e o último lugar do grupo: dois contra os alemães do SC Freiburg e outro em Sevilha. Para o campeonato, destacam-se os empate caseiros frente a dragões e leões e as vitórias em Alvalade e no Dragão.
5.
CD Nacional – 4º classificado 2003/04: Trata-se da melhor classificação não só do CD Nacional, mas também de qualquer equipa da Madeira – ou Açores – na Primeira Liga portuguesa. O quarto posto, com 56 pontos amealhados, resulta da apenas sétima defesa da prova (35 golos), mas também do quarto melhor ataque (56 golos) e do segundo melhor marcador do campeonato (Adriano, com 19 golos). O obreiro deste feito, até agora inigualável, foi o brasileiro Casemiro Mior, na altura com 46 anos. Ao seu dispor, Mior tinha Hilário, Ivo Vieira (atual treinador do Vitória SC), Ávalos, Patacas, Paulo Assunção, Cléber e Serginho. A grande força deste CD Nacional era, sem surpresa, a Choupana, onde conseguiram mais de 40 dos 56 pontos conquistados. Ali empataram dragões (0-0) e leões (3-3). No capítulo dos golos marcados, além de Adriano, destacaram-se Rossato com 10 golos, Serginho Baiano com 13 e André Pinto com 14.
4.
É um segundo lugar tão próximo da glória, mas nada descabido; por isso, e só por ser algo possível, é que ocupa o quarto lugar deste top. O que aí vem apanhou toda a gente desprevenida.
3.
FC Paços de Ferreira – 3º classificado 2012/13: Falamos do melhor resultado dos castores enquanto primodivisionários. No ano antes de rumar ao FC Porto, fruto deste belo trabalho, Paulo Fonseca montou a terceira melhor defesa do campeonato (29 golos) na capital do móvel. O ataque não foi propriamente brilhante (42 golos), tendo sido apenas a sexta melhor marca da prova, mas foi suficiente para um resultado histórico. Do plantel pacense destacam-se os nomes de Cássio, Ricardo, Antunes, Tony, Diogo Figueiras, Josué, Luiz Carlos, Xeka, Filipe Anunciação, Manuel José, André Leão, Vítor Silva, Caetano, Cícero e Paolo Hurtado. As vitórias frente ao SC Braga (2-0 e 2-3) e Sporting CP (1-0 e 0-1) foram os resultados mais vistosos numa campanha surpreendente. A produção de golos ficou a cargo de Vítor Silva e Hurtado (ambos com oito), Manuel José (nove) e Cícero (13).
2.
Vitória SC – 3º classificado 2007/08: Antes da época 2007/08 em si, é preciso lembrar que no ano anterior o Vitória SC disputava a Segunda Liga. Depois da subida a para com o campeão Leixões SC, os vimaranenses só pararam de subir quando alcançaram o terceiro posto. Com mais um ponto que o SL Benfica e a apenas dois dos leões, segundos classificados, a história podia muito bem ter sido ainda mais surpreendente. No entanto, não deixa de ser uma ascensão meteórica, da Segunda Liga para o terceiro lugar. Algo que o FC Famalicão ameaçou fazer este ano, mas parece cada vez mais difícil repetir este feito. Foram apenas 35 golos marcados e 31 sofridos, nada espetacular, que colocaram o ataque como o sexto mais produtivo e a defesa como a sexta menos batida. Liderados por Manuel Cajuda, os conquistadores tinham como principais figuras Nilton, Sereno, Geromel, Moreno, Flávio Meireles, João Alves, Desmarets, Fajardo, Carlitos, Miljan Mrdakovic, Alan e Roberto. Para esta classificação contribuíram o empate a zeros na Luz e a vitória caseira contra os leões (2-0). O ataque pouco abundante contou com a colaboração de Fajardo (cinco golos), Kamel Ghilas (seis) e Mrdakovic (sete). Na época seguinte houve Liga dos Campeões e Liga Europa no D. Afonso Henriques.
1.

Boavista FC – 1º classificado 2000/01: Boavistão. Mais de meio século depois, havia um campeão que não um dos “três grandes”. Depois de um 2º lugar na época de 1998/99, enfim o tão desejado título. A cidade invicta voltava a festejar, mas agora em tons de preto e branco. Na penúltima jornada, a 18 de maio de 2001, Boavista FC e FC Porto venceram os respetivos jogos e a diferença de quatro pontos permitiu a festa axadrezada. Na última jornada, os rivais nortenhos enfrentaram-se, mas a vitória azul e branca por 4-0 nada mudou e as panteras negras venceram o campeonato com um ponto de avanço. Noutros resultados-chave, os boavisteiros venceram as águias no Bessa (1-0) e empataram na Luz (0-0), empataram em Alvalade (0-0) e venceram no Bessa (1-0), onde também derrotaram os dragões (1-0); salta à vista o facto de só terem sofrido golos num jogo contra os grandes (4-0 vs FC Porto). Foram, desta forma, a melhor defesa do campeonato com 22 golos sofridos, menos cinco que os dragões. O plantel no mínimo aguerrido de Jaime Pacheco contava com Ricardo e William na baliza, Pedro Emanuel, Litos, Frechaut, Rui Bento, Geraldo, Erwin Sánchez, Petit, Duda, Martelinho, Jorge Couto e Elpídio, entre outros. O segundo melhor ataque da prova, com 63 golos, contou com os contributos de Martelinho (nove), Erwin Sánchez e Whelliton (10), Duda (11) e Elpídio (13).













