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Portugal | As 5 substituições de ouro no futebol nacional

Diogo Soares Loureiro · 5 min

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No futebol em geral, mas em particular no futebol em Portugal, nem sempre o banco de suplentes e valorizado como deveria.

O fenómeno desportivo já nos brindou com inúmeros exemplos de substituições e de suplentes que mudaram os jogos, que mudaram finais, que deram títulos e troféus às suas respetivas equipas.

Tão importante como ter um bom 11 inicial, é ter jogadores no banco que podem desbloquear jogos e trazer a imprevisibilidade que por vezes está em falta.

Vamos então recordar as 5 substituições que mais marcaram os últimos anos de futebol em Portugal.

5.


Carlos Martins por Carlos Bueno – 3 de fevereiro de 2007, jogou-se em Alvalade um Sporting- Nacional que terminou num 5-1 favorável aos leões, a contar para a 17.ª jornada da época 2006/2007.

Até aqui nada de extraordinário, não fosse o facto de a equipa de Paulo Bento estar a perder por 0-1 (golo de Bruno Amaro aos 26’) até ao minuto 75.

Carlos Bueno, que saltou do banco aos 58 minutos, precisou de apenas 15 minutos para construir um poker e virar por completo o jogo. Aquele foi o começo dos 15 minutos mais épicos da curta (e pouco sucedida) passagem de Bueno por Alvalade.

Aos 77 minutos o sul-americano bisou, aos 90 completou o hat-trick e já nos descontos fechou a contagem. Pelo meio, Liedson assinou um golo numa cavalgada desde o meio-campo.

4.


Paulo Assunção por Bruno Moraes – “Golo ao Benfica foi um presente na minha carreira” afirmou Bruno Moraes em entrevista ao Bola na Rede.

Na jornada 8.ª da época 2006/2007, jogava-se no Estádio do Dragão mais um escaldante FC Porto – Benfica, que começou com um show de Anderson e com um domínio avassalador dos azuis e brancos que chegaram com facilidade ao 2-0 na partida.

Uma entrada do grego Katsouranis “arruma” com Anderson fora da partida e a partir desse momento a face do jogo foi outra, com o SL Benfica a conseguir chegar ao empate.

O jogo parecia condenado a uma divisão pontual, mas Bruno Moraes, que tinha sido lançado por Jesualdo Ferreira aos 83 minutos, tinha outros planos. Lançamento lateral na direita, confusão na área, e aos 92 minutos o avançado brasileiro marca o 3-2 a favor dos azuis e brancos, selando mais uma vitória do FC Porto no dragão.

Um golo importante, que contribuiu sobremaneira para a conquista do título nacional – edição 2006/2007 – pelo FC Porto de Jesualdo Ferreira.

3.


Abel por Rodrigo Tiuí – Época 2007/2008, último jogo da temporada, no Jamor, para se decidir o vencedor da Taça de Portugal, num jogo de futebol quentinho entre leões e dragões.

A 18 de maio de 2008, o jogo estava “amarrado” e Paulo Bento procurou desequilibrar um prolongamento marcado pelo teimoso nulo. Aos 90 minutos o suplente Rodrigo Tiuí é lançado para o terreno, desbloqueando a final com dois golos, o segundo numa bicicleta.

“Foi um dos jogos mais importantes, senão o mais importante da minha carreira de jogador profissional. Não é qualquer jogador que consegue sair do banco de suplentes nos descontos e fazer dois golos, decidir o jogo. Ninguém estava à espera que entrasse no prolongamento e decidisse… mas estava cheio de vontade para entrar. Tanto torci quando estava no banco que acabei por entrar. Nem sei porque isso aconteceu. O Paulo Bento mudou o esquema à última da hora. Mas ficou provado que nem sempre os grandes jogadores é que decidem as grandes conquistas, como foi a Taça de Portugal desse ano.”, afirmou o antigo avançado do Sporting CP.

2.


Lucho Gonzalez por Kelvin – No clássico de 11 de maio de 2013, em pleno Estádio do Dragão, um golo de Kelvin, na penúltima jornada do campeonato 2012/2013, valeu a liderança isolada dos dragões e o título de campeão dessa época para a equipa de Vítor Pereira.

O jogo estava amarrado num teimoso 1-1 e o SL Benfica a um passo de sair da cidade do Porto com uma preciosa liderança, que com quase toda a certeza valeria um título de campeão.

Aos 79 minutos, Vítor Pereira lança o extremo brasileiro, que acabaria juntamente com Liedson (também lançado no jogo apenas aos 85 minutos…) por construir um lance, aos 92 minutos, que viraria o jogo e o campeonato. O momento de euforia, ficou eternizado no ajoelhar do treinador adversário – Jorge Jesus.

O impacto deste golo foi tanto, que o jogador até tem direito a uma lembrança própria no museu do FC Porto, denominado “Espaço K”.  

1.

Renato Sanches por Éder – Este primeiro lugar não precisa de grandes explicações.

Dia 10 de julho de 2016, final do Euro 2016 contra a equipa da casa.

Portugal vence a França em Paris, no prolongamento de uma final em que jogou quase todo o tempo sem Cristiano Ronaldo, lesionado por Payet logo nos primeiros minutos do jogo. Tudo parecia não estar novamente a nosso favor, mas o “patinho feio” Éder decidiu mudar a história.

A substituição e o golo são absolutamente históricos: Éder tinha substituído Renato Sanches a 12 minutos dos 90 e aos 109 minutos de jogo, recebeu de Moutinho sobre a esquerda, aguentou Koscielny, ganhou espaço, Umtiti não se aproximou e o remate rasteiro bem de fora da área saiu fora do alcance de Lloris. Foi a explosão total dentro de todos os portugueses espalhados pelo mundo.

O avançado chegou ao Euro2016 envolto de dúvidas e críticas, mas acaba a prova como o grande herói, sendo que só precisou de 54 minutos para o conseguir. Depois de seis minutos com a Islândia (1-1) e sete com a Áustria (0-0), na fase de grupos, Éder entrou na final aos 79 minutos, para selar o título luso aos 109.

Foi uma vingança por anos e anos de dissabores contra a França e depois de várias competições a morrer na praia. O futebol é lindo.

Diogo Soares Loureiro

Redação Bola na Rede · ver artigos