Publicidade

CD Aves: E o sonho da Liga Europa fica em espera

Inês Marques Santos · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Muito se tem especulado sobre a não ida do CD Aves à Liga Europa. O clube detentor da Taça de Portugal estava convencido de que, caso efetivamente ganhasse a prova rainha, iria poder fazer parte do quadro de participantes dos playoffs da Liga Europa. Mas a verdade é que esse cenário não se verificou. O clube de Vila das Aves, segundo a FPF, não reúne condições para ser indicado à UEFA por não ter participado no processo de licenciamento.

Sendo assim, o Aves fica de fora das contas naquela que é a competição secundária europeia. Por sua vez, o Sporting CP, que teria de jogar a 3.ª pré-eliminatória, está diretamente apurado. Já o SC Braga passa a entrar nas contas a partir da 3.ª pré-eliminatória e não na segunda. E, por fim, o Rio Ave FC que estava fora da eliminatória, mas graças a este cenário passa a poder fazer parte da fase eliminatória da competição da UEFA.

É uma pena que, por falta de entendimento, a participação de uma equipa portuguesa numa competição europeia acabe por ser impedida. A verdade é que, mais uma vez, as equipas ditas mais pequenas do nosso campeonato acabam por ficar prejudicadas. Toda esta lamentável situação resulta de uma falta de entendimento entre o Desportivo das Aves e a Federação Portuguesa de Futebol. Se essa lacuna não se verificasse, era provável que o clube pudesse ainda vir a participar na competição.

Segundo a FPF, o estádio do CD Aves não apresenta todas as condições para albergar uma competição como a Liga Europa
Fonte: FPF

Este panorama de não participação no processo de licenciamento é um caso virgem no futebol português. Contudo, um entendimento entre ambas as partes, FPF e o CD Aves, podia ter evitado este desfecho. Como tal não aconteceu, o sonho da equipa de Vila das Aves de ir à Liga Europa acaba por ficar em espera…

É uma injustiça que o CD Aves não possa vir a disputar a Liga Europa. O clube tudo fez, dentro de campo, para ganhar de maneira mais que justa a final disputada frente ao Sporting CP. Uma ida a uma competição europeia seria a cereja no topo do bolo para um clube que, por si só, já fez história ao ganhar a prova rainha numa final frente a um dos três grandes.

Foto de capa: FPF

Inês Marques Santos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.