Última hora2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica
Publicidade

E se o jogo acabasse aos 45 minutos?

Diogo Pires Gonçalves · 2 min

E se o jogo acabasse aos 45 minutos?
Foto: Liga Portugal

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

E se o jogo acabasse aos 45 minutos? E se os resultados pontuassem ao intervalo? Num exercício meramente experimental, e consultando todos os resultados ao intervalo da primeira volta, a tabela sofreria algumas alterações, bem como os títulos de equipa mais concretizadora e menos permeável.

Neste universo experimental ou paralelo, os dragões seriam líderes isolados, seguidos pelas águias e leões. Dos 51 pontos disputados, os azuis e brancos teriam arrecadado 37, contra os 32 dos campeões nacionais e os 29 do Sporting CP.

Logo atrás surgiriam SC Braga com 26, Rio Ave FC e Vitória SC com 22, e só depois o FC Famalicão, a surpresa do campeonato, com 20 pontos. Também com exatamente duas dezenas de pontos estariam CS Marítimo, CD Tondela e CD Aves, o atual lanterna vermelha!

Bem perto, seguir-se-iam Belenenses SAD com 19 pontos, Boavista FC e Portimonense SC com 18 e Vitória FC, CD Santa Clara e Gil Vicente FC com 17. A equipa com menor pontuação ao cabo dos primeiros 45 minutos e, por isso, no último posto, seria o FC Paços de Ferreira com 16.

Muitas alterações seriam feitas, desde logo no topo e fundo da tabela. Dragões e águias teriam posições inversas, enquanto o CD Aves daria um salto significativo na classificação. Destaque ainda para o FC Paços de Ferreira, a única equipa com os mesmos pontos ao intervalo e no final da partida, aqueles que se verificam na tabela real no fim da primeira volta.

Apesar do salto na tabela, os avenses seguiriam como a equipa mais batida, com 14 golos sofridos ao intervalo
Fonte: CD Aves

As equipas com maior disparidade pontual seriam os atuais campeões nacionais e o CD Aves. No caso do SL Benfica, falamos de uma diferença pontual acima da dezena (16, para ser exato). Conclui-se, portanto, que as águias têm tendência para correr mais atrás do prejuízo ou para concretizar melhor nas fases finais dos seus jogos.

Ao contrário, o CD Aves tende a quebrar e a perder as vantagens – ou nulos – que consegue ao intervalo. Só assim se explica uma diferença de 11 pontos. Mas nem só de pontos se costura um campeonato. O mais importante, os golos e as defesas, são a base da pontuação geral.

No capítulo da concretização e da permeabilidade, é curioso perceber as equipas que apontam a maioria dos seus golos em diferentes momentos do jogo. Apenas 12 dos 42 golos encarnados foram apontados na primeira parte; é de esperar, por isso, um SL Benfica mais concretizador na etapa complementar.

A equipa com maior número de golos marcados ao intervalo mora no Dragão; são 19 tiros certeiros em “17 primeiras partes”. Logo de seguida surge o Sporting CP, com 15 dos 28 golos apontados no primeiro tempo – mais de metade da produção ofensiva. No extremo oposto estão Vitória FC e FC Paços de Ferreira com três e quatro golos, respetivamente, apontados na primeira parte.

A turma menos batida ao intervalo é a de Bruno Lage, com quatro golos permitidos, e a mais permeável continua a ser a da Vila das Aves, com 14 golos sofridos.

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por Joana Mendes

Diogo Pires Gonçalves

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.