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Estoril-Praia SAD 1-0 Académica OAF: Sete cores fazem o arco-íris. Um golo faz os três pontos

Redação BnR · 4 min

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No jogo de fecho da 23ª jornada, o Estoril Praia recebeu a equipa da Académica. Os canarinhos vinham de um sofrido empate em casa do Mafra (sofreram o golo do empate já nos descontos num penálti muito duvidoso). Por sua vez, os homens de Coimbra venceram em casa o Farense com um golo de Hugo Almeida ao cair do pano.

Comparativamente com o último jogo, Bruno Baltazar não operou nenhuma alteração no onze e apostou nos mesmos homens. Do outro lado, João Alves lançou Junior Sena, Guima, Djousse e Brendon para os lugares de Traquina, Reko, Rubio e Hugo Almeida.

Estavam reunidas todas as condições para um excelente espetáculo de Futebol: uma noite agradável, com bancadas compostas e duas equipas a necessitar de pontos. Porém, a primeira parte não correspondeu às expetativas dos adeptos. Foi preciso esperar um quarto de hora para ver a primeira oportunidade de golo. Gorré progrediu pela ala esquerda, cruzou rasteiro, mas ninguém apareceu para a emenda. Um minuto depois, foi a vez da Briosa estar perto do golo: Junior Sena foi lançado em velocidade e aproveitou uma saída em falso do guarda-redes do Estoril – Thierry Correia -, mas rematou por cima.

Durante todo o primeiro tempo, notou-se um ligeiro ascendente da equipa visitante. A Académica teve sempre mais iniciativa para construir jogo. Ainda assim, ambas as prestações foram bastante tímidas por parte de ambos os emblemas. Foi um jogo lento e com poucas oportunidades flagrantes de ambas as equipas.

Até ao intervalo, ambas as equipas voltaram a estar perto do golo por uma vez: o Estoril, aos 36 minutos, por intermédio de Yan, que rematou forte para a defesa de Peçanha, e a Académica, aos 44, com Fernando Alexandre a falhar o golo ao segundo poste.

Até ao intervalo, mais nada houve, e Rui Costa pôs assim fim a uma primeira parte muito pobre e escassa em termos de oportunidades de golo.

A segunda parte começou…e de que maneira. Logo aos 46 minutos, Gorré fletiu da esquerda para o meio, passou por todos e atirou a contar. Estava feito o primeiro golo do jogo, e logo para os homens da casa.

O golo surgiu logo no início do segundo tempo e tranquilizou os homens da casa
Fonte: Bola na Rede

Os estudantes acusaram a pressão do golo sofrido e foram os canarinhos que voltaram a estar perto do golo. Numa jogada de contra-ataque, aos 69 minutos, Belima arrancou à saída da área do Estoril e só parou na área da Briosa, onde rematou para uma excelente intervenção de Peçanha. Os da linha continuaram por cima e, no minuto seguinte, Furlan atirou ao lado da baliza da Académica.

Até ao fim, não houve mais nenhum lance digno de registo, e o Estoril conquistou três importantes pontos. Esta é uma vitória justa para os homens da casa, que demonstraram toda a sua qualidade e supremacia na segunda parte. A Briosa deixou aqui também uma boa réplica do seu jogo, mas não conseguiu combater a superioridade estorilista.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Estoril-Praia SAD: Thierry, Cícero (Gonçalo Santos, 75’), Filipe, Belima, Pedro Queirós, João Pedro, Miguel Rosa, Gorré (Koné, 86’), Sandro Lima, Furlan e Yan (João Patrão, 66’).

Académica OAF: Peçanha, Dias, Junior Sena, João Real, Romário, Guima (Fernando Alexandre, 29′), Brendom (Ribeiro D., 57′), Jean, Balde R. (Marinho, 76′), Mike e Djousse.

A FIGURA:

Fonte: Estoril-Praia SAD

Gorré – Foi o principal agitador do jogo ofensivo estorilista. O golo foi totalmente merecido e os adeptos canarinhos bem podem agradecer ao extremo os três pontos.

FORA DE JOGO:

Fonte: Académica OAF

João Alves – Para além de a sua equipa não ter produzido o suficiente para, no mínimo, fazer o empate, as substituições nada acrescentaram ao jogo da Briosa. Defensivamente, os estudantes também deixaram algo a desejar e deixaram três importantes pontos no António Coimbra da Mota.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

 

Estoril-Praia SAD

BnR: A sua equipa, na jornada anterior, foi superior ao adversário e só não conquistou a vitória por causa de um penálti já ao cair do pano. Hoje conquistou os três pontos e demonstrou estar bastante entrosada e equilibrada. Tendo em conta que está a sete pontos do segundo, sente que a subida ainda é possível ou os objetivos agora já são preparar a próxima época?

Bruno Baltazar: Já referi publicamente que houve uma reformulação no discurso dentro do balneário. Deixou de se falar de subida. Fala-se sim de trabalharmos e de ganharmos jogo a jogo. Essa será a nossa postura até ao final e depois veremos onde é que essa postura nos irá levar. Quando cheguei a esta casa, disse aos jogadores que poderia vir o Guardiola ou o Mourinho e que, se a atitude não fosse a melhor, os resultados não iriam surgir.

 

Académica OAF

BnR: A Académica hoje demonstrou alguma inoperância ofensiva. Acha que a ausência de Hugo Almeida, melhor marcador da equipa, teve alguma influência nesse aspeto?

João Alves: O Hugo Almeida faz parte da nossa equipa e não pôde jogar hoje por castigo. O Djoussé faz parte da nossa equipa, jogou hoje e na outra jornada não. A Académica não pode estar dependente de nenhum jogador. Isso não é argumento. O único argumento é que falhámos muito em frente à baliza. Com o Hugo Almeida seria diferente? Não sei.

 

Rescaldo com opinião de Inês Santos e Guilherme Anastácio

Foto de Capa: Estoril-Praia SAD

Redação BnR

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