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Inácio como Ranieri, ou como os símbolos já não são o que eram

Tomás Gomes · 2 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

Em Inglaterra assistimos a uma das notícias mais desoladoras da temporada para os adeptos do futebol, sobretudo para aqueles que a época passada não passaram um fim-de-semana sem estarem colados aos 90 minutos que, a cada jornada, foram compondo o sonho impossível do Leicester. Falo, claro está, do despedimento de Claudio Ranieri.

Por cá tivemos o nosso Leicester e o nosso Ranieri, quando o Moreirense conquistou o seu primeiro título sob o leme de Augusto Inácio. Mas esta semana tudo mudou. O homem que levou “a Liga dos Campeões às pessoas de Moreira” foi descartado assim, num ápice.

Fonte: Leicester City FC
Fonte: Leicester City FC

O valor histórico da conquista, o feito do homem que deixou “todos de boca aberta”, desvanece na tabela classificativa. Não se acredita na reviravolta, não interessa se ele perdeu Podence e Geraldes. O que se vê é a ausência de resultados, e por isso “puff”…

 Foto de Capa: Moreirense FC 

Portugal é um caso sério ao nível das ‘chicotas’. Esta época apenas cinco clubes não trocaram de treinador – Benfica, Sporting, FC Porto, Vitória de Setúbal e Vitória de Guimarães. No total já houve 17 mexidas. Mas com que propósito?

No top dos campeonatos europeus nenhum nos chega aos calcanhares, nessas ligas onde brilham técnicos com o selo português – esse selo que nós tanto gabamos, cá dentro, mas cujo número de despedimentos mostra que se trata de um selo em que não confiamos.

Fonte: Moreirense FC
Fonte: Moreirense FC

Vemos o Sporting e o Sporting de Braga, dois gigantes do futebol português, que têm na intermitência do lugar de timoneiro das equipas principais de futebol uma das razões pelas quais tem sido difícil assentar e aumentar o nível de competitividade para com os rivais SL Benfica e FC Porto.

Vivemos num período em que se querem resultados imediatos, em que o sucesso e o amor ao emblema de pouco valem. Num desporto que tem sido arrastado pelos milhões, assistimos à queda daqueles que são leais. Os que um dia mereceriam uma estátua à porta do estádio são hoje uma manchete de jornal descartável que será substituída no minuto ou dia seguinte pelo nome que o sucede no banco de suplentes da equipa de onde saiu.

Até onde vai isto chegar?

Foto de Capa: Moreirense FC

Tomás Gomes

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