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Leixões SC 1-2 CD Trofense: Prenda de aniversário leixonense amargurada

Andreia Araújo · 5 min

Leixões x Trofense
Foto: Bola na Rede

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A CRÓNICA: PARABÉNS A VOCÊ NESTA DERROTA NADA QUERIDA

Foi dia de festa no Estádio do Mar, dado que consagravam os 114 anos do Leixões SC. Para celebrar, a casa da equipa de Matosinhos foi palco do encontro frente ao CD Trofense. E festa não poderia ter começado melhor para os adeptos leixonenses.

Logo aos quatro minutos, o árbitro Rui Costa apontou para a marca dos onze metros, após falta sobre Sapara dentro da grande área de Rodrigo. O mesmo jogador do Leixões quis dar o presente aos adeptos presentes e converteu o golo inaugural do marcador.

A pressão imposta pela equipa da casa sobre a equipa da Trofa sobrepunha-se no jogo, com os comandados de Francisco Chaló a jogarem, quase no seu pleno, em contra-ataque.

Mas é no erro que se encontram as oportunidades. Achouri, que brilhou no relvado do Mar ao longo da totalidade da primeira parte, rematou em jeito, com o esférico a bater na trave. Quem aproveitou foi Gustavo Furtado que, na recarga, concretizou o golo do empate. Distribuiu a prenda amargurada.

À saída para o intervalo, viam-se duas equipas bastante desgastadas do jogo partido e equilibrado que se viu durante a primeira parte. Precisavam de um ar fresco e esperanças renovadas. A temporização completa nas construções ofensivas do Leixões SC que partiam de Beurnardeau complicavam todo o processo. Do lado do CD Trofense, valia Achouri e as toadas ofensivas que este criava.

Na segunda parte, o jogo fundiu-se com o estado climatérico sentido em Matosinhos: estava frio, muito frio. As ocasiões de golo deixaram de aparecer e a lentidão de processos não ajudava a aquecer.

Ainda mais frio se fez sentir nas bancadas destinadas aos adeptos da casa à passagem dos 69 minutos. Numa disputa de bola com um dos defesas do Leixões SC, Bruno Almeida foi mais rápido e rematou para o golo da reviravolta no marcador. Beurnardeau apenas viu a bola passar por si. Mais um presente algo envenenado para os comandados de José Mota.

No fim, não houve vontade de cantar os já conhecidos “parabéns a você” porque o CD Trofense estragou a festa ao Leixões SC. Tudo terminou num 1-2 favorável à equipa da Trofa, num presente que a armada do Mar não estava, de todo, à espera de receber.

 

A FIGURA

Elias Achouri
Fonte: CD Trofense

Achouri (CD Trofense) – O futebol envolve criatividade e Achouri foi a prova maior disso mesmo ao longo do jogo criado pelo CD Trofense. Esteve envolvido nos lances capitais, que foram poucos, e ainda tentou criar bastantes jogadas de perigo para a equipa forasteira.

 

O FORA DE JOGO

Beunardeau (Leixões SC) – O processo da construção ofensiva começa, praticamente no seu todo, no guarda-redes. Beunardeau pecou, e muito, aqui. Mesmo com desvantagem no marcador, o guardião leixonense demorava bastante tempo a decidir o início da jogada, o que dificultou, na larga maioria das vezes, a construção de jogo do Leixões SC.

 

ANÁLISE TÁTICA – LEIXÕES SC

José Mota montou um 3-4-3 tradicional, mas moldável em 4-3-1-2 aquando dos momentos defensivos, com Sapara a baixar no terreno.

Beunardeau voltou a ser o guardião de serviço, com a linha defensiva já habitual dos leixonenses e os laterais bastante subidos. No miolo do terreno, Nduwarugira comandou as hostes da construção de jogo.

Na frente, Wendell e Oliveira foram os homens no último terço do terreno.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Beunardeau (4)

Léo Bolgado (5)

Sapara (7)

Wendel (5)

Luisinho (6)

Ben Hassan (6)

Christophe Nduwagira (6)

Oliveira (6)

Calasan (6)

João Amorim (6)

Morim (6)

SUBS UTILIZADOS

Luan Santos (6)

Kiki (6)

Jefferson Encada (6)

Thalis (6)

Yuri (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD TROFENSE

Francisco Chaló alinhou a sua equipa num 3-4-3 moldável em 5-3-2 nas transições defensivas.

Rodrigo permaneceu entre os postes da baliza da equipa da Trofa e a linha defensiva foi composta por Daniel Liberal e Simão Martins nas laterais, enquanto Mutsinzi e João Paulo se mantiveram na zona central.

No meio do terreno, Matheus, Tiago André e Vasco Rocha controlaram a zona, com Gustavo Fernando a fazer a ligação de jogo para Achouri e Bruno Almeida.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Rodrigo (5)

Mutsinzi (6)

Bruno Almeida (6)

Daniel Liberal (6)

Simão Martins (6)

Achouri (7)

Gustavo Furtado (6)

Matheus (6)

Vasco Rocha (6)

João Paulo (6)

Tiago André (6)

SUBS UTILIZADOS

Keffel (5)

Andrézinho (5)

João Faria (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Leixões SC

BnR: Foi um jogo difícil, principalmente no que toca às decisões no último terço. O que faltou para conseguir concretizar?

José Mota: Não é por aí que quero começar. Quero pedir desculpa aos nossos adeptos. Aos nossos sócios. Hoje era um dia especial e falámos muito disto durante toda a semana. Hoje era um dia em que o Leixões SC celebra 11 anos da sua história. Tínhamos uma missão a cumprir e falhámos. Eu errei. Eu assumo que errei. Mas, cá dentro, toda a gente que trabalha por este clube tem de sentir o peso da derrota. Nós somos o expoente máximo do clube, os holofotes estão em cima de nós e falhámos. Peço desculpa de trazer este nome à conversa, mas, também hoje, faz um ano que o nosso amigo Vítor Oliveira faleceu. Como grande matosinhense, também tínhamos de ter vencido por ele. Não o fizemos. Posso dizer que este foi o pior jogo do Leixões SC desde que cá estou. Peço desculpa aos adeptos e aos sócios e a todos os matosinhenses.

 

CD Trofense

BnR: Começou o jogo a perder nos minutos iniciais, mas conseguiu mesmo dar a volta. A nível tático, sente que a equipa tem aspetos a melhorar?

Francisco Chaló: Hoje não sou eu que vou falar. Cheguei há pouco tempo e não sou eu que tenho de falar. Estão aqui o team manager e o Vasco Rocha. Essa pergunta é para eles, que até é uma pergunta interessante.

Vasco Rocha: Temos sempre coisas a melhorar. O mister chegou agora, ainda está a implementar as suas ideias e nós a assimilá-las. É normal que tenhamos de trabalhar muito e temos de evoluir no sistema tático, nas movimentações e por aí.

Andreia Araújo

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