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Marítimo | Um planeamento atribulado

Pedro Filipe · 2 min

CS Marítimo jogadores
Foto: Luís Batista Ferreira / Bola na Rede

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O Marítimo assumia-se como candidato à subida à Primeira Liga depois da descida. O clube maritimista tinha 38 épocas consecutivas na principal escalão até descer via playoff na temporada 2022/2023.

Tulipa foi chamado ao comando técnico e o plantel formado tinha experiência e qualidade para atacar a subida. A Diogo Mendes, Xadas, René Santos juntaram-se Igor Julião, Euller Silva e Platiny.

O começo até foi auspicioso. Cinco vitórias nos seis primeiros duelos, exceção ao tropeção frente ao adversário direto AVS, que se viria a revelar decisivo, faziam encarar a temporada com um sorriso nos olhos, nos lugares de subida.

No entanto, o empate frente ao Tondela e a derrota em Leiria acabaram por atirar a equipa madeirense para fora dos lugares de subida, à nona jornada. 

A formação treinada por Tulipa voltou a mostrar dificuldades e a derrota frente ao Santa Clara acabou por levar ao término precoce da ligação com o treinador. O clube estava em sétimo lugar e Fábio Pereira chegou para assumir o comando técnico.

A equipa acabaria por recuperar até ao quarto lugar, mas nunca mais iria regressar ao pódio. Frente ao trio da frente, o Marítimo acabou por vencer os dois jogos frente ao rival Nacional, porém só conseguiu ganhar um ponto com o Santa Clara e perdeu os dois duelos perante o AVS, fator decisivo para o desfecho da classificação.

Na fase final, foi precisamente o clube sediado na Vila das Aves que começou a ceder pontos, com apenas uma vitória e dois empates nos quatro jogos antes da última ronda. Já o Marítimo vinha de quatro vitórias consecutivas e chegava à derradeira jornada a um ponto do AVS e do playoff de subida.

Frente ao Tondela, a equipa nortenha mostrou logo, na primeira parte, sinais coerentes com os últimos encontros.  Costinha fez um golo, à passagem da meia hora, e colocou o AVS sob jugo do resultado do Marítimo, no Estádio do Fontelo, perante o Académico Viseu.

Iniciados à mesma hora, os madeirenses ainda entraram mais cedo sem o pé direito. Marquinho fez o primeiro antes dos 10´ e o Marítimo obrigado a vencer via a subida mais longe.

No entanto, os madeirenses conseguiram a reviravolta por Bruno Xadas e Diogo Mendes e por 15´ estiveram matematicamente no playoff. Só que Clóvis, o goleador viseense da época passada, deixou bem vincada a instabilidade no clube insular durante a temporada e empatou 2-2.

Com a derrota do AVS em Tondela, o Marítimo só pode responsabilizar-se a si próprio da madrasta sorte de ficar mais um ano no segundo escalão. Sem ter começado a temporada, Fábio Pereira não pode e não deve ser colocado como o principal responsável do falhanço do principal objetivo para 2023/2024.

A próxima temporada tem de ser pensada com maior estabilidade diretiva, técnica e na constituição do plantel, optando por mais jogadores que conheçam bem esta Segunda Liga.

BnR na Conferência de Imprensa

Nenhum responsável das duas equipas se mostrou disponível para prestar declarações.

Pedro Filipe

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