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Miguel Cardoso e a ambição de discutir todos os jogos

Martim Silva · 2 min

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Cabeçalho Futebol NacionalApós uma época brilhante, o Rio Ave continua a ser notícia pelos melhores motivos.

Miguel Cardoso, 45 anos, foi o homem apresentado esta semana como o sucessor do treinador sensação da época passada, Luís Castro que se vinculou com o Grupo Desportivo de Chaves neste defeso. Durante o seu discurso de apresentação, Miguel Cardoso, mostrou-nos que um  7º classificado na Liga pode ambicionar a fazer mais e melhor. O objectivo é claro. Acabar na primeira metade da tabela classificativa, implementando valores como: «(…) disciplina, responsabilidade, excelência, comunicação, equipa e identidade.»

A confiança e o pragmatismo no discurso baseiam-se num currículo recheado de experiência. Treinadores como Paulo Fonseca, Domingos Paciência, Carlos Carvalhal fizeram com que Miguel Cardoso pudesse estar confortável no maior palco da sua carreira profissional. Trabalhar em clubes como o Sporting de Braga, Académica, Sporting, Deportivo da Corunha e claro, Shakhtar Donetsk (equipa B e A), mostram que a qualidade do treinador português não é como um arco-íris, que só aparece de vez em quando.

Fonte: FK Shakhtar
Fonte: FK Shakhtar

Ser treinador do Rio Ave será uma excelente ferramenta para testar e provar que palavras como «Queremos uma equipa competitiva para discutir todos os jogos. (…) Se formos competitivos ao longo de uma época, provavelmente discutiremos coisas interessantes» não são apenas sons que saem da nossa boca, mas sim convicções tão intrínsecas ao ser humano que se personificam no trabalho e nos resultados.

Ainda não sabemos muito sobre Miguel Cardoso, mas é possível encontrar algumas demonstrações daquilo que é o seu trabalho:

É apenas uma demonstração muito reduzida daquilo que é a função de um treinador de futebol, mas vemos que existe muita preocupação quanto ao detalhe.

Um clube como o Rio Ave não está habituado a vencer todos os jogos, muito menos a ganhar todos os troféus, no entanto este clube vai-se cada vez mais habituando a um processo de evolução sempre crescente. O Rio Ave tem sabido estrear treinadores (Nuno Espírito Santo, Nuno Capucho e agora Miguel Cardoso) e tem beneficiado de bons resultados (desde 2012/2013 que a pior classificação foi o 11º lugar). Os vila-condenses têm assumido cada vez menos a posição de serem apenas uma mera equipa que joga para o “pontinho”, procurando promover futebol de qualidade com equipas recheadas de novos talentos sempre prontas a dificultar as contas do campeonato.

Fonte: http://ww2.nscaa.com
Fonte: http://ww2.nscaa.com

Ao mostrar este nível de intensidade, qualidade e bons resultados, o Rio Ave pode muito bem estar a contagiar a Liga de uma boa maneira.

Tendo em vista as polémicas que ofuscam o mais belo jogo do Mundo, especialmente em Portugal, podemos estar a vislumbrar uma nova era no futebol português. Uma era onde os clubes mais pequenos podem fazer frente aos grandes sem serem destruídos. É possível fazer mais com menos. Os treinadores e os clubes portugueses arriscam-se a fazer excelentes figuras contra as melhores equipas de Portugal.

Com toda esta nova onda de qualidade, empenho e competência em Portugal, será justo pedirmos mais deste nosso campeonato?

Fonte de Capa: Facebook de Rio Ave FC

Martim Silva

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