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O Moreirense recebeu a venceu o FC Paços de Ferreira por 2-0, em jogo a contar para a 25ª jornada. Os cônegos conquistaram os três pontos que lhes permitiram deixar a lanterna vermelha do campeonato, ultrapassando o adversário na classificação e somando agora 22 pontos. Os pacenses continuam a série de resultados negativos, registando a quinta derrota consecutiva.
Os Cónegos apresentaram-se com 3 alterações no onze, todas por opção técnica: saíram Iago, Boubacar e Arsénio; entraram Sagna, Alfa Semedo e Edno. Do lado da equipa da capital do móvel, foram duas as alterações: na baliza Mário Felgueiras substitui Rafael Defendi e Marco Baixinho entra para substituir o castigado Gian.
Chovia intensamente Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas quando Vasco Santos apitou para o início da partida. Defrontavam-se duas equipas numa má fase: o FC Paços de Ferreira vindo de quatro derrotas seguidas, o Moreirense FC vinha de três desaires. Separadas por dois pontos, este era um jogo que valia seis pontos entre duas equipas que procuram fugir à zona de despromoção.
O arranque revelou um jogo nem sempre bem disputado mas dividido, sem dono, imprevisível. No entanto, as verdadeiras oportunidades de golo iam pertencendo ao Moreirense FC:
Ao minuto 9 Abarhoun, depois de livre batido por Tozé, podia ter feito a emenda. Ao minuto 19 um passe de qualidade de Tozé procurava Rúben Lima mas o lateral não conseguiu dar resposta ao pormenor delicioso do médio emprestado pelo Vitória SC.
Aos minutos 25 e 27 Edno tinha a obrigação de fazer melhor. Da primeira vez, com Mário Felgueiras já batido, depois de grande confusão na área pacense, a bola sobrou para o avançado brasileiro, que não conseguiu abrir o marcador. No minuto 27, depois de um grande cruzamento, Edno ficou a centímetros de cabecear a bola para o fundo das redes dos visitantes.
Meia-hora de jogo passada e o FC Paços de Ferreira consegue finalmente produzir algo de realce. Um remate forte de Pedrinho, a cerca de 30 metros da balizade Jhonatan, tinha cheiro a golo. Para alívio do Moreirense FC, o remate foi desviado para fora.
A partir desse remate, o jogo passou a pertencer à equipa da casa. Com mais insistência que qualidade, o Moreirense FC acabou por chegar justamente ao golo ao minuto 41. Em resposta a um canto batido por Tozé, Alfa Semedo saltou mais alto que todos os outros e bateu Mário Felgueiras. Chegava assim o jogo ao intervalo. 1-0 para os Cónegos.

Com a chuva a parecer querer dar tréguas, o regresso para a segunda metade trouxe novamente o Moreirense FC em busca do golo. Logo ao minuto 46 Mario Felgueiras foi chamado a intervir, com dois remates perigosos, o último deles de Bilel, a ameaçarem as suas redes. Ainda antes dos 50, nova oportunidade para os cônegos aumentarem a vantagem, com Tozé a desmarcar Zizo na direita, que rematou para nova defesa do guarda redes pacense.
Do outro lado, o FC Paços de Ferreira continuava a não ser capaz de criar situações de verdadeiro perigo na frente, capazes de incomodar Jhonatan. Apenas à passagem do minuto 63 beneficiou de um cruzamento perigoso, mas Abarhoun apareceu para o corte e afastou o perigo. Três minutos depois, foi a vez de Pedrinho rematar forte à entrada da área, com a bola a sair a rasar o poste.
Embalados pela possibilidade de chegar ao empate, os pacenses foram crescendo na partida. Ainda assim, viram o Moreirense FC marcar a um quarto de hora do fim, por intermédio do recém entrado Boubacar. O golo, no entanto, foi prontamente anulado por Vasco Santos, por falta sobre Mário Felgueiras. Aos 87 minutos os cônegos voltaram a desenhar um lance de ataque perigoso, com a Arsénio a perder demasiado tempo na decisão e a falhar depois no cruzamento. Já em período de compensação, Alfa Semedo testou a atençao do guarda redes do Paços de Ferreira, com um remate forte à entrada da entrada.
Para tirar qualquer dúvida, Bilel, com um remate cruzado, bateu Mário Felgueiras e fixou o resultado final em 2-0. O Moreirense FC conseguiu assim garantir a fuga ao último lugar, ascendendo à 15.ª posição. Quanto ao FC Paços de Ferreira, partilha agora o penúltimo lugar com CD Aves e Vitória FC, aumentado para cinco a série de derrotas consecutivas.
A FIGURA:

Tozé – Como tem sido habitual, Tozé foi o melhor do lado dos Cónegos. É bem visível a qualidade do médio português, claramente talhado para outros palcos. Uma assistência e uns quantos toques de qualidade, dá gosto ver Tozé jogar.
O FORA DE JOGO:

João Henriques – No futebol, não é a equipa com mais avançados em campo que ganha. Ao retirar Rúben Micael e Rafael Assis para colocar Mabil e Bruno Moreira, o FC Paços de Ferreira ficou sem meio campo e mostrou evidentes dificuldades na construção de jogo. Com a entrada de André Leal a quatro minutos do fim, o futebol praticado melhorou, mas era já tarde demais.
BnR na Conferência de Imprensa
Moreirense FC
Bola na Rede – Sente que a equipa tem aquilo que é necessário para garantir a manutenção mais cedo do que na época anterior?
Petit – Está cada vez mais difícil ganhar os jogos. Cada jogo tem uma história diferente, um adversário diferente. Sei que tenho um bom grupo, sei aquilo que eles querem, sei o que estão a fazer durante a semana. Estão a trabalhar imenso e a assimilar as nossas ideias. Eu estou a conhecer melhor os jogadores e dentro disso estamos a melhorar. Também há um trabalho do Sérgio Vieira mas nós trouxemos ideias novas que pensamos ser o melhor para a equipa e por isso ela está a crescer. Agora temos jogo sexta-feira, mais uma final das nove que faltam, com 27 pontos em disputa. Conseguimos o objetivo, que era sair da linha de água e há que dar mérito aos jogadores e aos adeptos que nos têm apoiado bastante.
FC Paços de Ferreira
Bola na Rede: Retirou Rafael Assis e Rúben Micael para colocar Mabil e Bruno Moreira, preterindo assim do seu meio-campo para ter mais jogadores na frente. Ao minuto 86 acabou por voltar atrás e colocou André Leal para voltar a povoar o meio campo. Sente que foi esse tempo em que o FC Paços de Ferreira esteve pouco presente no meio-campo que definiu o jogo?
João Henriques – O que definiu o jogo foi a primeira parte mal conseguida do Paços. Na segunda parte o Paços fez aquilo que tinha a fazer. Deu largura ao jogo, colocou mais gente na zona de finalização, o que na primeira parte foi inexistente. As mudanças e alterações foram precisamente nos jogadores que estavam abaixo do rendimento pedido na primeira parte e que na segunda parte estavam a alterar pouco essa situação. A substituição do Assis, com a entrada do Mabil, foi precisamente por isso. O Pedrinho foi para a sua posição natural para ter mais intensidade para depois nos corredores termos gente a cruzar para situações de finalização. Depois foi arriscar com o 4-4-2 que está prevista em situações de desvantagens e até foi nesse período que criamos as melhores situações. Esse foi o melhor período do Paços.
Depois a última substituição (entrada de André Leal) já foi a arriscar tudo e mais alguma coisa para ser um jogo mais direto, para ter gente a ser solicitada por dois médio que têm qualidade de passe, tanto o Andrézinho como o Pedrinho. Dois médios que pela sua qualidade de passe conseguem colocar a bola em zonas de finalização. Colocar a bola nos corredores para depois a bola ser cruzada e tentarmos finalizar. Conseguimos melhorar, não conseguimos foi materializar. Naquele momento em que tivemos uma ou outra oportunidade para finalizar não o fizemos. Depois o segundo golo surge em mais um erro, mais uma perda de bola. Por vezes nós complicamos aquilo que até é fácil. A vitória é justa mas o resultado é pesado. O que ditou o resultado foi mesmo a nossa primeira parte.














