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Nacional fica a perder no deve-haver dos golos | Estoril 1-0 Nacional

Márcio Francisco Paiva · 2 min

João Carvalho Estoril Praia
Foto: Mário Pinto / Bola na Rede

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O que é Nacional é bom e em alguns aspetos, neste jogo, até foi melhor. Não o foi no parâmetro mais importante: a eficácia. Entre os cabeceamentos mal direcionados e as bolas aos ferros, os insulares foram desperdiçando.

E, no tão importante rácio entre eficácia e erros cometidos, ficaram claramente em terreno negativo. Um erro bastou – um atraso mal medido – para dar ao Estoril a vantagem no marcador. E, veio a saber-se, a vitória.

Tiago Margarido, em desvantagem no marcador, mexeu as peças da frente, mas nada surtiu efeito. O Nacional, também por força do vento, fator sempre fulcral na Amoreira, não conseguiu procurar a profundidade (assumiu-o o seu treinador após o jogo) e nunca teve bola com qualidade suficiente para empatar a contenda.

Ainda assim, fica a ideia de que há mais capacidade coletiva, de momento, nos insulares, ainda que haja mais qualidade individual no lado canarinho. Todavia, depois desta partida, é mesmo o Estoril Praia quem olha o Nacional de cima para baixo na tabela classificativa.

Conferência de Imprensa

BnR: Tiago Margarido dizia há pouco que o resultado ao intervalo era desajustado. A verdade é que, por vezes, com mais sorte que cabeça, o Estoril foi a vencer para o intervalo e somou o terceiro jogo seguido sem sofrer golos. Hoje, sobretudo por acabar com três centrais, mesmo contra dez, priorizou a segurança defensiva para somar a primeira vitória, e não o jogar como, se calhar, os adeptos pretendem?

Ian Cathro: Como os adeptos pretendem e como toda a gente pretende. Procuramos sempre jogar o melhor possível, mas acredita que há momentos no futebol em que tens de dar prioridade a certas coisas. A vitória, numa fase inicial do campeonato, é muito importante. Eu prefiro valorizar o entendimento do momento e a capacidade de compromisso e a forma como a equipa aguentou durante a parte final. Podemos dizer que não foi bonito, mas conseguimos o objetivo.

Outras declarações

“Quem trabalha como estamos a trabalhar vai ganhar muitos jogos”.

“Nós procuramos ser melhores em todos os momentos do jogo”.

“Hoje sentimos dificuldades na nossa saída de bola”.

BnR: O Nacional entrou bem, mas não marcou. A partir daí vimos o mister a procurar chegar ao empate e todas as substituições foram na frente. O que faltou para chegar, pelo menos, ao empate?

Tiago Margarido: Conseguimos chegar bastantes vezes a zonas de finalização. Estava-nos a faltar algum acerto no momento de colocar a bola na baliza. Conseguimos chegar ligado, conseguimos criar oportunidades. Penso que ao intervalo o resultado é completamente desajustado, tendo em conta a realidade do jogo. Na segunda parte, tentámos manter a matriz de jogo. A verdade é que não conseguimos explorar a profundidade como pretendíamos e tentámos fazer alterações para que a equipa chegasse mais ligada ao último terço. Depois da expulsão não fomos eficazes.

Márcio Francisco Paiva

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