Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
O Rio Ave FC foi a primeira equipa portuguesa a arrancar com os trabalhos de pré-temporada, da época 2018/2019. Enquanto que o mundo do futebol ainda está todo de olhos postos no Mundial e na nossa Seleção Nacional, em Vila do Conde já se trabalha no duro. A equipa vila-condense irá disputar a segunda eliminatória da Liga Europa, depois da falha da inscrição da equipa do Desportivo das Aves, já no dia 26 de Julho.
Depois de ter sido uma das equipas sensação da última temporada, ao comando do treinador Miguel Cardoso, o Rio Ave FC reforçou o seu estatuto europeu e espera-se agora que consiga repetir a faceta de 2014, quando conseguiu chegar à fase de grupos da Liga Europa. O caminho é longo e será preciso ultrapassar três eliminatórias até lá.
As coisas não arrancam de feição para a turma vila-condense, diria eu. A mudança no comando técnico, após a saída de Miguel Cardoso para o FC Nantes, irá desde logo provocar uma mudança no sistema de jogo e na dinâmica da equipa. A versão Rio Ave FC 2018/2019 é, para já, uma completa incógnita e isto não pode ser bom. Num projeto como o Rio Ave, envolvido num contexto difícil em que os três grandes recolhem a grande fatia financeira de Portugal, a estabilidade e a consistência são extremamente importantes.
José Gomes, o homem escolhido para substituir Miguel Cardoso, é também uma escolha no mínimo dúbia. O treinador nortenho, mais conhecido por ter sido o adjunto de Jesualdo Ferreira, não possui, na minha opinião, o perfil indicado para um projeto como o Rio Ave FC. Posso até vir a equivocar-me, mas o currículo de José Gomes, como treinador-principal, não é nada de impressionante. Acredito que o presidente do Rio Ave FC ao escolher José Gomes seguiu a mesma linha de pensamento que tinha seguido ao escolher Miguel Cardoso na temporada passada, a diferença é que José Gomes tem-se consolidado desde 2012/2013 como treinador-principal, abandonando as funções de adjunto, e os resultados não são nada expressivos.
Para o Rio Ave, nesta altura, exigia-se um nome forte, alguém com boas credenciais que conseguisse desde logo pegar na equipa e continuar o bom trabalho efetuado por Miguel Cardoso. José Gomes será sempre uma incógnita, para mim.

Fonte: Rio Ave FC
O plantel está também ele a ser alvo de grandes reestruturações depois das saídas de Cássio, Marcelo, Francisco Geraldes, Yuri Ribeiro, João Novais e Guedes. Este é outro fator que pode muito bem vir a pesar na campanha europeia. Será praticamente uma equipa nova com um trabalho coletivo de um mês que vai enfrentar os desafios europeus.
No entanto, os reforços que, para já, chegam a Vila do Conde são de qualidade. Afonso Figueiredo regressa ao futebol português, depois de uma incursão falhada pelo campeonato francês. Jonathan Buatu, internacional angolano formado na Bélgica, estreia-se no campeonato português. Toni Borevkovic, jovem defesa croata, formado na grande escola do Dínamo Zagreb, deixa água na boca, se nos lembrarmos da última vez que o Rio Ave “pescou” no campeonato croata, trouxe Krovinovic para o nosso futebol. O defesa-central Miguel Rodrigues regressa ao futebol português depois da sua passagem pelo campeonato grego e, por último, Murilo Freitas, que esteve nas últimas duas temporadas emprestado ao CD Tondela, assinou um contrato até 2021 com o Rio Ave FC.

Fonte: Rio Ave FC
Ainda é pouco, dada a quantidade e qualidade de jogadores-chave que saíram, por isso adivinham-se mais reforços nos próximos tempos para esta equipa do Rio Ave fc, mas começa-se a adivinhar mais um plantel de grande qualidade para a dimensão da equipa vila-condense.
O adversário da segunda eliminatória da Liga Europa para o Rio Ave FC já é conhecido e a equipa de Vila do Conde vai defrontar os polacos do Jagiellonia Białystok, vice-campeões em título. Este não será um adversário fácil e enganem-se aqueles que pensam que será um passeio para a equipa portuguesa. Certamente que José Gomes e toda a equipa do Rio Ave FC estará atenta a todos os pormenores, tais como o facto da Liga Polaca arrancar a 20 de Julho e por isso, a equipa vila-condense ir defrontar uma equipa já com o seu campeonato em andamento, enquanto que o Rio Ave FC disputará toda esta eliminatória sem campeonato e apenas com o ritmo adquirido na pré-época.

Fonte: Rio Ave FC
O futebol português precisava muito que a quinta equipa europeia, neste caso o Rio Ave FC, conseguisse fazer uma boa campanha europeia, pelo menos o acesso à fase de grupos da Liga Europa, para assim recolhermos mais pontos no ranking. Relembrar que este será o primeiro ano que o coeficiente português será a dividir por cinco equipas e não pelas anteriores seis. Um dos principais motivos pelos quais Portugal perdeu o seu lugar no ranking da UEFA para a Rússia foi precisamente o reduzido número de pontos que as equipas portuguesas, de pequena-média dimensão, conseguem fazer no ranking por comparação com as equipas russas. É um detalhe que está indiscutivelmente a tender o prato da balança para a Rússia.
Que esta incógnita toda à volta do Rio Ave FC 2018/2019 acabe por se revelar numa boa surpresa.
Foto de Capa: Rio Ave FC
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro










