O fenómeno Miguel Cardoso

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Cabeçalho Futebol NacionalCom o início da Primeira Liga, começam também as primeiras revelações e as primeiras boas surpresas que a época nos traz. Neste momento, uma delas é sem dúvida o Rio Ave. Ao comando do estreante treinador principal Miguel Cardoso, os vila-condenses juntam às duas vitórias nas duas primeiras jornadas uma excelente (e positiva) ideia de jogo.

Mas antes de falar do fenómeno Miguel Cardoso, preciso de fazer uma retrospectiva daquilo que têm sido este Rio Ave e naquilo que se tornou no panorama do futebol português. Terminava a época 2011/2012 e o Rio Ave tinha-se consolidado na Primeira Liga ao comando de Carlos Brito ao longo de três épocas. Contudo, o Presidente António Silva Campos decidia que já não era suficiente a consolidação, queria mais e começava aqui a mudança do emblema no panorama do futebol português, Carlos Brito sai e com a sua saída começa um novo projecto desportivo do clube.

O Rio Ave começa por apostar no então treinador de guarda-redes do Panathinaikos, Nuno Espírito Santo, que com ele trouxe um forte aliado para este novo projecto desportivo, Jorge Mendes. O clube teve um gigante acréscimo de qualidade no seu plantel com jogadores como Hassan, Filipe Augusto, Oblak, Bebé e terminou a época 2012/2013 num honroso sexto lugar, bem perto da Europa, objectivo deste novo projecto desportivo do Rio Ave.

Mais do que um sexto lugar, o Rio Ave conquistou uma nova imagem no futebol português, a deslocação a Vila do Conde passou a ser uma das deslocações ‘’pesadelo’’ para os grandes e o os vila-condenses passaram a ser vistos como fortes candidatos à Europa, provou-se acertada esta aposta de António Campos para fazer a viragem no clube.

António Campos é um dos obreiros deste crescimento do Rio Ave Fonte: Rio Ave FC
António Campos é um dos obreiros deste crescimento do Rio Ave
Fonte: Rio Ave FC

Faço esta retrospectiva para que os leitores possam perceber que este fenómeno no Rio Ave não poderia ter acontecido se Miguel Cardoso não tivesse encontrado uma estrutura consolidada e com um projecto desportivo bem definido; que sabe como trabalhar e que aprendeu com o trabalho dos seus treinadores anteriores, Nuno Espírito Santos e Pedro Martins, como construir planteis e dar estabilidade ao treinador para trabalhar.

Todas estas questões são muito importantes para que os resultados apareçam, desde a saída de Carlos Brito em 2011/2012, apenas a aposta em Nuno Capucho revelou-se uma aposta falhada, rapidamente corrigida pelo excelente trabalho de Luís Castro, e é o único despedimento de registo desde então.

Rui Pedro Cipriano
Rui Pedro Ciprianohttp://www.bolanarede.pt
Nascido e criado no interior, na Covilhã, é estudante de Ciências da Comunicação, na Universidade da Beira Interior. É apaixonado pelo futebol, principalmente pelas ligas mais desconhecidas, onde ainda perdura a sua essência e paixão.                                                                                                                                                 O Rui escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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