Última horaReal Madrid de José Mourinho sorri: Vários gigantes na luta por jovem promessa que já escolheu a sua preferência
Publicidade

O que lá vai lá vai

Beatriz Mendes Marques · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Depois de uma paragem para compromissos de seleções, os clubes estão de volta para a terceira eliminatória da Taça de Portugal. Se para algumas formações este será o primeiro jogo da época nesta competição, não se pode dizer o mesmo sobre o Futebol Clube de Alverca.

Para chegar a esta fase do torneio, o clube que integra o Campeonato de Portugal deixou pelo caminho o SC Sacavenense e o AD Portomosense. Quis o sorteio que, nesta ronda, – a primeira a ser disputada pelos três grandes – os ribatejanos recordassem os velhos tempos de Primeira Liga e Alverca receberá o campeão em título, o Sporting CP.

Afastado dos grandes palcos há mais de uma década, o atual vice-líder da série D da terceira divisão está a viver um momento bastante positivo rumo ao objetivo da subida.

Depois de, no ano de 2005, os “alverquenses” quase terem fechado portas, conseguiram reerguer-se. Regressaram aos campeonatos nacionais, têm um centro de estágio e ainda um investidor. 2006/07 foi o ano do recomeço. A equipa de futebol sénior voltou para disputar a terceira divisão distrital da AF Lisboa.

Os anos seguintes não foram fáceis, mas a direção liderada pelo presidente Fernando Orge teve sempre em mente dois pilares fundamentais para a recuperação, que só conciliados podiam levar o clube ao sucesso de outrora: a vertente desportiva e a sustentabilidade financeira, sem nunca esquecer o papel fundamental da “gente de Alverca” no apoio ao clube da terra. Foi com este pensamento que passados 13 anos o clube regressou aos campeonatos nacionais.

Festejo do regresso aos campeonatos nacionais, treze anos depois.
Fonte: FC Alverca

O regresso não foi fácil. No fim da primeira volta do campeonato passado, o Alverca ocupava um lugar de despromoção. Não era possível fazer face aos custos inerentes ao Campeonato de Portugal e continuar com o crescimento sustentado que trouxe o clube novamente para os campeonatos nacionais.

Posto isto, Fernando Orge viu-se obrigado a procurar um parceiro que ajudasse o clube a suportar os custos de uma equipa sénior nestas divisões. Foi, deste modo, que surgiu a parceria com Ricardo Vicintin, investidor brasileiro, que é representado por Artur Moraes, antigo guarda-redes do SL Benfica e do SC Braga, e agora vice-presidente dos “alverquenses”. A criação desta sociedade trouxe resultados desportivos imediatos, fazendo do FC Alverca a segunda equipa com mais pontos conquistados na segunda volta do campeonato transato e terminando a época num impressionante sétimo lugar.

Fernando Orge e Artur Moraes, presidente e vice-presidente do FC Alverca
Fonte: FC Alverca

Este ano a preparação foi diferente. Com a presença da SAD desde o inicio do campeonato, o planeamento da época foi feito para objetivos maiores. Se na temporada passada o objetivo era a manutenção, esta época a meta é a subida de divisão. Percorridas as primeiras sete jornadas, o FC Alverca é vice-líder do campeonato sem derrotas e o objetivo mantém-se intacto.

Com esta paragem na liga, o foco está virado para a Taça de Portugal e para o Sporting CP. Apesar da décalage nos orçamentos de uma e outra equipa, o Complexo Desportivo de Alverca não costumava ser um palco fácil para os leões. Em sete jogos disputados no reduto dos ribatejanos, as vitórias dividem-se, três para cada lado e ainda um empate. Veremos se o antigo “papa-gigantes” faz jus à alcunha e, passada mais de uma década, volta a provocar surpresas aos sportinguistas.

Foto de Capa: FC Alverca

Artigo revisto por Joana Mendes

Beatriz Mendes Marques

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a tática explica tudo e, mesmo assim, passa para 2.º plano | Torreense

Não é que a tática não seja importante. Ela é, aliás, crucial para entender o jogo e o seu caminho. Ainda assim, depois de dois golos dos descontos e de uma nova vitória - a primeira em casa - do Torreense, qualquer pensamento, qualquer sentimento, qualquer nota sobre o jogo tende a lembrar a magia de, não um, mas dois golos anotados nos descontos para mudar completamente o resultado e o apelo de um clube a uma prova. Só a tática, na forma como o Torreense se organizou 11x10, 10x11 e 10x10, explica uma vitória construída com base em pensamento, em estrutura e em alterações constantes, num dinamismo tal que precisa de múltiplos cantos para escrever uma epopeia. Mas também só a emoção ou, pelo menos, a capacidade de a exteriorizar, explica a forma como, quando todos já poderiam deitar a toalha ao chão, um clube da Segunda Liga se consegue superiorizar na Europa e, depois de sofrer uma reviravolta, responder na mesma moeda, depois de, em casa, perder pontos nos descontos, recuperá-los e triplicá-los. 

Diogo Ribeiro · 9 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.