Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

Os 3 melhores guarda-redes da Liga Portuguesa excluindo os três grandes

Guilherme Vilabril Rodrigues · 3 min

Os 3 melhores guarda-redes da Liga Portuguesa excluindo os três grandes
Foto: CD Nacional

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A Liga Portuguesa tem vindo a subir exponencialmente a sua qualidade, principalmente nas equipas ditas não grandes. Elas estão cada vez mais competitivas e cada vez mais nos proporcionam surpresas tirando pontos aos grandes, algo que antigamente raramente acontecia. Isto advém, obviamente, da maior preocupação por encontrar jogadores de qualidade individual que depois possam aparecer a um bom nível coletivamente, formando grupos de trabalho fortes que são capazes de se baterem com os maiores e mais ricos. As grandes goleadas a que nos habituámos num passado até recente são cada vez menos comuns, e equipas do cimo da tabela já não dão nenhum ponto por garantido. Há, sem dúvida alguma, uma maior preocupação em jogar bom futebol, mas também tem havido uma enorme melhoria no setor defensivo, essencialmente nos guarda-redes.

Neste momento, a Liga Portuguesa está recheada de grandes talentos na posição mais recuada do terreno e também essa tem sido uma das principais razões para a maior competitividade apresentada em todos os jogos. Posto isto, destacamos os três melhores guarda-redes da Liga, excluindo os dos três grandes, uma avaliação sempre difícil e injusta face à grande qualidade que tem sido apresentada ao longo da temporada.

 

3.


Daniel Guimarães –Apesar de ter uma média de golos sofridos pouco impressionante, o brasileiro de 34 anos foi autor de várias defesas de alto calibre ao longo do tempo em que pôde dar o seu contributo. Com o seu metro e 91, sempre se mostrou muito capaz entre os postes, com reflexos rápidos e uma boa ocupação do espaço, e também quando tinha de se mostrar fora deles. Bastante seguro nas suas intervenções, teve o azar de a equipa do CD Nacional não estar a ter uma época feliz. Neste momento atravessa um grave problema de saúde, o que o impede de se continuar a mostrar a um alto nível e, por isso, desejamos-lhe as rápidas melhoras e que se consiga agarrar à vida da mesma forma que agarra os remates dos adversários. Muita força.

2.


Beto –Apesar dos seus 38 anos de idade, Beto continua a ser (ou é agora) um dos melhores guarda redes da nossa liga. São já muitos anos de futebol ao mais alto nível e, apesar de agora estar num clube um pouco inferior, foi toda uma carreira vivida em bons clubes do futebol europeu. Atualmente, tem mostrado no SC Farense que a idade é só um número e que é capaz de fazer grandes intervenções como tantas vezes nos habituou. Para além da sua óbvia capacidade, a experiência também o torna ainda melhor, fazendo com que seja um guarda-redes completo que nesta altura da sua vida poderia perfeitamente enquadrar-se numa equipa mais acima na tabela. Não são precisas muitas palavras para descrever o guardião português. A sua carreira fala por si e as suas defesas também.

1.


Léo Jardim –Tem 26 anos e atua no Boavista FC. Léo Jardim foi o sucessor de Helton Leite na baliza dos axedrezados e tem feito os adeptos esquecerem as saudades do brasileiro que agora pertence aos quadros do SL Benfica. Sobressai pela sua rapidez entre os postes que lhe permite chegar a bolas muito colocadas e pelos seus rápidos reflexos, sendo também autor de várias defesas durante a Liga. Tal como Daniel, em termos de golos sofridos não tem sido ajudado pela fraca temporada da equipa, mas isso tem, por outro lado, contribuído para que evolua e se mostre mais vezes do que outros colegas de posição. É o segundo guarda redes com mais defesas da Liga (93), logo atrás de Pasinato, guarda redes do Moreirense FC, e tem mostrado que pode ambicionar a palcos maiores.

Menção honrosa: Destacamos aqui Mateus Pasinato, o guarda-redes do Moreirense FC, que também se tem vindo a revelar, especialmente durante esta temporada. É o guardião com mais defesas em toda a Liga e poderia também perfeitamente enquadrar este lote de três melhores guarda-redes da Liga Portuguesa.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Guilherme Vilabril Rodrigues

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Entrada à guerreiro na Dinamarca | FC Copenhaga x Braga

Tem início esta quinta-feira (dia 15 de outubro), a sexta edição da UEFA Conference League. Sinónimo de começo da caminhada da única equipa portuguesa na competição. O Braga desloca-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga. Duas equipas que têm um percurso semelhante na Conference League até ao momento. Ambas tiveram acesso à mesma através da passagem de três eliminatórias, os dois emblemas venceram quatro jogos e empataram dois e procuram agora entrar na competição com uma vitória. Se Copenhaga e Braga têm ambições a fazer um percurso europeu notável, o único aspeto que separa as duas equipas a nível interno. Se uma é já uma tradicional candidata ao título no seu país, a outra ainda está um patamar atrás dos tradicionais (três) candidatos. Entrar a ganhar na Conference League é muito importante para a equipa de Carlos Vicens começar um novo ciclo de bons resultados. Ocupando atualmente o sétimo lugar na Liga Portuguesa tendo mais jogos não ganhos (quatro) do que ganhos (três) e tendo tantos golos sofridos como marcados (oito cada), é relevante para os bracarenses reverter a situação o quanto antes. Dentro da própria equipa, a situação não aparenta estabilidade total. Se é verdade que o modelo tático é o mesmo desde a época passada e as próprias opções, que são múltiplas para cada posição, têm tido utilização regular, também é verdade que Vicens ainda não repetiu totalmente um onze de um jogo para outro. De jogo para jogo, tem existido praticamente uma alteração por setor, existindo sempre alguma incerteza nas opções e são poucos os que em condições normais são considerados "titulares indiscutíveis".

Jorge Afonso · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.