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Os 5 jogadores sensação da Primeira Liga Portuguesa

Mário Silva da Costa · 3 min

Belenenses SAD X FC Paços de Ferreira Liga Portuguesa
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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As edições da Liga Portuguesa sucedem-se e, com elas, também se vão sucedendo os “rituais” clássicos do futebol português: duas ou três suspeitas a penderem sobre a arbitragem, as clássicas críticas ao anti-jogo e as chicotadas psicológicas ligeiramente precipitadas. No fundo, tudo situações desagradáveis que retiram algum brilho ao nosso futebol.

No entanto, hoje não me interessa falar sobre nada disto. Hoje dedico-me aos grandes artistas, que enchem os nossos campos com classe e categoria. Cinco atletas que, semana após semana, se têm apresentado a um grande nível, sendo considerados autênticas sensações do nosso campeonato.

5.

Óscar Estupiñán – Ligado contratualmente ao Vitória SC há várias épocas, Estupiñán nunca tinha tido grande sucesso ao serviço do clube vimaranense. A verdade é que quando chegou, em 2017, o Vitória estava mal habituado, no que concerne a avançados. Tinham saído Marega e Soares, e Estupiñán era encarado como um possível sucessor. De facto, tal não se verificou. Contudo, anos mais tarde e após alguns empréstimos, João Henriques voltou a dar uma oportunidade ao avançado colombiano, e que decisão acertada. Leva já sete golos em apenas 11 jogos no campeonato e tem sido uma das boas sensações da Liga Portuguesa. E muita falta estava a fazer ao Vitória um “matador”.

4.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Afonso Sousa – Afirmo já que se trata de uma escolha muito pessoal. Mesmo sem números incríveis, Afonso Sousa tem-me encantado desde a primeira jornada. Toque de bola incrível, muita classe, bom remate, visão de jogo, tem tudo! Com apenas 20 anos, o jovem natural de Aveiro soma já 940 minutos na Liga Portuguesa ao serviço do Belenenses SAD. Alternando entre a titularidade e o suplente (muitas vezes) utilizado, Afonso Sousa terá tido o seu momento de maior destaque neste campeonato quando, no jogo contra o SC Braga, marcou um golo absolutamente fantástico. Sem dúvida, um grande jogador em destaque.

3.

Carlos Silva / Bola na Rede

Ryan Gauld – Nunca joga mal. Creio que não seriam necessárias mais palavras para descrever a época e o talento de Ryan Gauld. Esquecendo alcunhas passadas e experiências mal sucedidas, importa analisar o que tem feito ao serviço do SC Farense. Melhor jogador da Segunda Liga na época passada e um dos grandes pilares do clube de Faro nesta temporada. Os resultados desportivos dos algarvios estão muito longe de ser os desejados, mas parece-me evidente que Ryan Gauld não merece, de forma nenhuma, estar naquela posição na tabela classificativa. Uma das grandes sensações desta Liga Portuguesa, claramente.

2.

Carlos Júnior – Desde a chegada do CD Santa Clara à Primeira Liga Portuguesa que a palavra de ordem para os açorianos tem sido tranquilidade. Todas as épocas o clube tem conseguido obter essa tranquilidade na classificação. No meio desse cenário foram havendo jogadores a ter algum destaque, como Rashid, Schettine ou Thiago Santana. Mas esta época tem brilhado um craque que não tem recebido, e injustamente, o mesmo reconhecimento de outros, e que tem sido peça fundamental para o Santa Clara: Carlos Júnior. O extremo brasileiro de 25 anos leva já seis golos no campeonato e tem apresentado uma qualidade exibicional assinalável, e que merecia maior reconhecimento.

1.

Fonte: Bola na Rede

Stephen Eustáquio – Que jogador incrível. Azarado a dado momento da carreira, mas encontrou no FC Paços de Ferreira a estabilidade de que necessitava. Veio relembrar-nos de que tinha qualidade para dar e vender, e tem conseguido demonstrar todo o seu valor. Não será uma tarefa nada fácil para o clube pacense segurar o talentoso médio, pelo que resta-lhes aproveitar o que falta da época para se deleitarem com toda a classe do luso-canadiano. A meu ver, a grande sensação da Liga Portuguesa 2020/21, e um dos grandes responsáveis pelo excelente campeonato do Paços de Ferreira.

Mário Silva da Costa

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«A nós compete-nos olhar para nós. Não é agradável olhar para a classificação. Quem não gostar de olhar, não olhe, e quem não sentir nada pode olhar.» Foi assim, lacónico, que Marco Silva abordou a já histórica sequência do FC Porto, de começar o campeonato com nove vitórias consecutivas. O Benfica está bem e recomenda-se, como ficou patente pela segunda parte feita em Nicósia na quinta-feira passada, mas entra, à condição, a oito pontos dos Dragões, no difícil desafio desta segunda-feira. «Já disse aos jogadores que temos de olhar para nós e ganhar os nossos jogos. A partir do momento em que preparámos a temporada, não previmos estar à frente ou atrás, sabendo que iríamos jogar muitas vezes depois dos nossos adversários, porque, competindo na Liga Europa, sabemos que isso vai acontecer. Não adianta gastar energia naquilo que não controlamos.» E, realmente, o Benfica tem feito a sua parte. Os recordes ofensivos sucedem-se e obrigam às comparações com Jesus e Eriksson, a estatística aproximando a actual equipa de outras, das que conseguiram conciliar nota artística e troféus. E, à boa maneira dos dois referidos, é na crista da onda que Marco Silva aproveita para dar ar do seu perfeccionismo e exigência - ainda mais impressionantes que as dinâmicas de futebol associativo: «Também gosto de sofrer poucos golos. Gosto de incutir nos jogadores a ideia de que não há ninguém que consiga atacar bem sem ter a capacidade de não sofrer golos. Fiquei muito satisfeito com o resultado frente ao Omonia, mas furioso com o golo sofrido. Quando recuamos tantos anos na história de um clube da dimensão do Benfica, que habitualmente é dominador e que teve grandes jogadores com grande capacidade ofensiva, é sinal de que estamos a fazer as coisas bem. Sempre foi meu objetivo que as pessoas sentissem que é o Benfica que está a jogar, independentemente de não sermos perfeitos, porque estamos muito longe disso. Sou o primeiro a dizer que há um caminho muito grande para percorrermos em todos os aspetos daquilo que queremos para o Benfica, mas estou satisfeito com a abertura e a abordagem dos jogadores, que querem sempre melhorar.»

Pedro Cantoneiro · 7 min de leitura
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