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Os 8 jogadores-chave nos oitavos da Taça de Portugal

Miguel Simões · 6 min

Rodrigo Pinho é a mais recente contratação do SL Benfica. O avançado brasileiro soma já 13 golos e três assistências na presente temporada.
Foto: CS Marítimo

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A Taça de Portugal é uma prova sempre repleta de surpresas. São muito raras as eliminatórias em que tal não acontece. E a verdade é que os oitavos de final não foram exceção.

Dos oito duelos, pelo menos duas equipas (CS Marítimo e GD Estoril Praia) contrariaram o favoritismo dos adversários e seguiram em frente na Taça de Portugal – curiosamente, aconteceu logo nos primeiros dois jogos da presente eliminatória.

Nos restantes seis duelos, registou-se um pouco de tudo: dois acabaram em goleada, um foi decidido ao cair do pano e os outros três tiveram de ir forçosamente a prolongamento.

Feitas as contas, as três equipas do Campeonato de Portugal acabaram eliminadas e, das duas pertencentes à Segunda Liga, apenas uma se juntou aos outros sete apurados da Primeira Liga.

Neste artigo, apresentamos uma lista de oito jogadores que foram a chave para os oito jogos da Taça de Portugal.

Nota: Os jogadores foram colocados neste ‘top-8’ de acordo com a ordem de realização dos jogos desta fase da competição

 

8.


Rodrigo Pinho – O ponta de lança brasileiro destacou-se no triunfo do CS Marítimo diante do Sporting CP, com um golo e uma assistência. O ataque maritimista na primeira parte praticamente nem existiu, mas o melhor ficou reservado para o segundo tempo e foi aí que Rodrigo Pinho entrou em ação. Desbloqueou o nulo após uma jogada bem trabalhada pelos colegas de equipa e, num pontapé de canto, desempenhou um papel preponderante no segundo golo, penteando a bola ao primeiro poste na assistência para Léo Andrade. Muito resumidamente, revelou ser decisivo nos momentos cruciais do encontro e continua a liderar a tabela de goleadores da competição: três jogos, seis golos.

 

7.


André Vidigal – Num primeiro tempo dominado pelo GD Estoril Praia, um golo e uma assistência tornaram André Vidigal na figura mais decisiva do triunfo dos canarinhos em Vila do Conde. O jovem extremo português desmarcou-se no corredor direito de forma exímia para assistir Aziz para o golo inaugural, concluindo uma bela jogada coletiva. Pouco depois, à meia hora de jogo, o próprio André Vidigal aproveitou uma bola mal aliviada pela defensiva contrária, na sequência de um canto, rematando rasteiro para o segundo da equipa lisboeta. Acabou por sair logo após o lance do 1-2, mas deixou a sua marca no encontro, principalmente através da profundidade que conseguiu dar em qualquer um dos dois corredores.

6.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Ukra – Numa partida globalmente equilibrada, destaque para a prestação de Ukra e pela influência espelhada no desenrolar dos acontecimentos. O experiente extremo apontou o primeiro golo do encontro num lance muito bem trabalhado pela equipa açoriana (como se pode ver no vídeo acima) e colocou a equipa de Daniel Ramos na frente do marcador. Ukra foi registando várias incursões nas alas e, a meia dúzia de minutos do fim, acabaria por sofrer a falta que originou o duplo amarelo mostrado a Rosic. Uma superioridade numérica açoriana nos instantes finais que resultaria no golo do triunfo ao cair do pano, com um pormenor especial do avançado no desenrolar da jogada.

5.

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Otávio – Provavelmente, a grande prova de que nem é preciso marcar para poder ser considerado o jogador-chave, dependendo sempre de um determinado contexto. E o contexto do FC Porto na Choupana só favoreceu Otávio nesta escolha. O brasileiro entrou pouco depois do golo da reviravolta apontado por Bryan Riascos e da expulsão de Rui Correia, tendo sido determinante para os golos que surgiram posteriormente. Otávio abriu caminho no lance que deu o 2-2 à beira do minuto 90’ e fez a assistência para os dois golos do prolongamento: primeiro num pontapé de canto de laboratório, depois num lance dentro da grande área a atrair todos os opositores. Não marcou, é certo, mas foi a chave da passagem portista.

4.

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Chiquinho – Pedrinho talvez tenha sido a unidade mais desequilibradora em campo (com as duas assistências no segundo tempo), mas o destaque vai para Chiquinho pelo sentido oportuno dos dois golos que marcou. O médio português evitou que a equipa de Jorge Jesus fosse para o intervalo com um nulo no marcador e tratou de assinalar o golo inaugural mesmo em cima dos 45’, atrapalhando a estratégia que o conjunto da Amadora pudesse aplicar na segunda parte. No segundo tempo, já com um 0-2, a equipa da casa chegou a ter um golo anulado por fora de jogo e foi aí que apareceu novamente Chiquinho, com um 0-3 a acabar com as esperanças do adversário. Golos que, por si só, apareceram em momentos vitais para os encarnados.

3.

SC Braga 5-0 SC União Torreense


Abel Ruiz – Jogou cerca de uma hora, mas voltou a ser um dos talismãs na Prova Rainha. Ao terceiro jogo como titular na competição, Abel Ruiz voltou a marcar…e desta vez em dose dupla, colocando-se no pódio da tabela de melhores marcadores da prova. O avançado espanhol apontou o segundo golo bracarense – num lance em que só teve de encostar após bom trabalho de Galeno na esquerda – e foi ainda responsável pelo 4-0, na recarga de um remate ao poste, de Ricardo Horta. Em qualquer um dos dois lances, revelou estar no sítio certo à hora certa. Aliás, tem sido sempre assim na Taça de Portugal. Poderá fazer estragos no duelo dos quartos de final, diante do CD Santa Clara?

2.

AD Fafe 2-3 B SAD (a.p.)

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Miguel Cardoso – Num jogo globalmente fraco por parte da equipa de Petit, foram muitas as dificuldades que a B SAD sentiu para seguir em frente, tendo estado a perder até aos últimos segundos. Até ao minuto 87’, Miguel Cardoso foi o que tentou dar mais nas vistas pela capacidade de enganar os oponentes. E se ate aí tentou, depois conseguiu mesmo. O avançado da formação lisboeta encarregou-se de reduzir a desvantagem de penálti e, ao cair do pano, repetiu a dose da mesma forma: quer de penálti, quer para o meio da baliza, enganando também o guarda-redes. Acabou por ser substituído na segunda parte do prolongamento, minutos antes da reviravolta no marcador, também ela alcançada nos instantes finais.

1.

Gil Vicente FC 3-2 Académico de Viseu FC (a.p.)


Samuel Lino – Entrou, mexeu, marcou, decidiu – é o que basicamente resume a exibição de Samuel Lino, que entrou apenas ao minuto 82’, mas bem a tempo de fazer a diferença no rumo da eliminatória… O jogo com um 2-2 no marcador e assim seguiu para prolongamento. Antes disso, o avançado brasileiro ainda assustou a reviravolta. E depois, repetiu o que tinha feito à UD Leiria na eliminatória anterior: entrar para sentenciar as dúvidas. Logo a abrir o prolongamento, Samuel Lino aproveitou uma bola em balão e cabeceou para o 3-2. Dispôs ainda de mais dois lances de perigo num tempo extra dominado pelos gilistas, mas o resultado não mais se alterou. Seja como for, revelou ser a chave que Ricardo Soares precisava.

Miguel Simões

Redação Bola na Rede · ver artigos