Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
Veio a público esta semana um estudo realizado por uma equipa de cientistas da Universidade de Coimbra que concluiu que as reações de um cérebro de um adepto de futebol são semelhantes quando confrontado com situações de futebol e de amor. Finalmente!
Até que enfim podemos agora justificar perante os nossos cônjuges que aquele amor que invocamos todos os fins-de-semana para faltar a uma série de compromissos, é um amor cientificamente comprovado.
Melhores adeptos do mundo

Ganha mais sentido que nunca a seguinte frase, quando associada ao nosso clube:
“Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe.”
Ámen.
Mas será mesmo assim? Será que a grande generalidade dos adeptos portugueses apoia o seu clube nas alturas mais difíceis, quando o esférico insiste em bater no poste e separar a sua equipa ainda mais dos seus objetivos?
Todos sabemos que não.
Foto de Capa: Boavista FC
A grande maioria dos clubes em Portugal têm uma relação com as assistências dos estádios semelhante à equação do preço da gasolina face ao barril de petróleo. Basta olhar para a assistência dos seus jogos para se puder adivinhar o número de pontos na tabela classificativa. São os chamados “adeptos pipoqueiros”.
Felizmente há – pelo menos – um clube em Portugal onde acontece precisamente o contrário – O Boavista.
Nas palavras do atual Ministro da Defesa “um boavisteiro é um adepto mais perfeito do que os outros. Porque ama sem esperar nada em contrapartida”.
Os adeptos axadrezados – muito bem liderados pela sua sempre fiel claque Panteras Negras – têm sido a antítese da pobreza de valores em que caiu o futebol português ao longo dos últimos anos. Embora não sejam em número tão expressivo quanto em outros clubes, foi precisamente nos momentos de maior adversidade que se uniram à equipa, mobilizando-se massivamente – ao nível dos três grandes – e tornando-se o mais poderoso jogador da equipa: o número 12.

Foi precisamente nas alturas de maior aperto classificativo que estes adeptos registaram as suas maiores mobilizações desde que regressaram à primeira liga, empurrando a equipa rumo às vitórias.
Se a tudo isto somarmos casos onde estes adeptos, após sofrerem pesadas goleadas, acabaram os jogos com uma imensa ovação de apoio à equipa, por cima dos adeptos caseiros, ficamos absolutamente sem palavras para os descrever.
“Se eu te pudesse dizer
O que nunca te direi,
Tu terias que entender
Aquilo que nem eu sei.”
Fernando Pessoa
Devia ser boavisteiro.
Foto de Capa: Boavista FC
Artigo revisto por: Francisca Carvalho











