Publicidade

Os novos soldados do Castelo

Tiago Serrano · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

O Vitória Sport Clube tem sido uma das equipas mais entusiasmantes no futebol nacional neste início de época. Apesar de ainda não somarem qualquer vitória no campeonato, a equipa orientada por Ivo Vieira tem-se destacado pela qualidade do seu futebol, tendo já conseguido a qualificação para a Fase de Grupos da Liga Europa, após levar a melhor sobre o adversário em três eliminatórias.

Mais do que o futebol de qualidade que a equipa vimaranense tem praticado, o técnico madeirense também se tem destacado por lançar alguns jogadores que rapidamente se vão destacando de Castelo ao peito e tornando-se mais valias no seu modelo.

Começando por trás, o principal destaque do sector defensivo (e possivelmente, de toda a equipa) vai para Edmond Tapsoba. O defesa-central natural do Burkina Faso está no Vitória de Guimarães desde 2017, depois de uma curta passagem pelo Leixões SC. Depois de se ter destacado na equipa B na última temporada, rapidamente se afirmou na equipa principal pela sua habilidade com a bola nos pés, mostrando ser um especialista na cobrança de grandes penalidades.

Tapsoba converteu a grande penalidade que deu o apuramento para a Fase de Grupos da Liga Europa
Fonte: Vitória SC

No meio-campo, Ali Musrati foi mais um jogador da equipa B a afirmar-se como titular na equipa principal vitoriana. O médio-defensivo natural da Líbia ingressou no Vitória SC em Janeiro de 2017. Após duas temporadas e meia ao serviço da formação secundária vimaranense, Ali Musrati foi promovido à equipa principal e lançado no onze titular por Ivo Vieira, tendo até momento sido titular em todos os jogos já realizados nesta temporada.

Sem ainda ter a influência dos jogadores acima mencionados, há-que realçar a aposta no “homem da terra” – André Almeida. O miúdo de 19 anos fez toda a formação no clube da cidade-berço, tendo-se estreado pela equipa B vitoriana com apenas 16 anos. Agora como sénior de primeiro ano, chegou à equipa principal, participou em seis dos 10 jogos já realizados, tendo deixado boas indicações a Ivo Vieira.

Mais do que estes jovens lançados por Ivo Vieira, a equipa vimaranense ainda conta com uma boa base de experiência, assente em jogadores como Douglas, Pedro Henrique e André André. Ainda conta com jogadores que têm vindo a evoluir e a afirmarem-se no onze, tais como Pepê e Rochinha. E com as chegadas de – este último é um reforço muito acima da média para a realidade nacional fora dos três grandes – a equipa consiga corrigir o défice na finalização que tem revelado neste início de época.

Mas a aposta nestes miúdos tem vindo a mostrar que Ivo Vieira é o homem certo para o projecto do clube, e que irá conseguir construir uma equipa competitiva e que pratica um futebol atractivo e capaz de dar um futuro risonho a um clube que tem vindo a crescer cada vez mais.

Foto de Capa: Vitória SC

artigo revisto por: Ana Ferreira

Tiago Serrano

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Europa League

Resistir e Sonhar | Ferencváros x Torreense

Depois dos baldes de água fria frente a Tondela e sobretudo Sunderland, o Torreense vê nova oportunidade de espantar a Europa a ser providenciada por um dos mais rodados adversários que lhe calhou em sorteio. O histórico Ferencváros participa em fases de grupos ou liga europeias consecutivamente desde 2020 e ganhou a liga húngara sete vezes seguidas, até se deixar surpreender a época passada pelo Györ – ora, como grande dominador daquele futebol, restava apenas ao Ferencváros dar uma de Bayern, absorvendo o talento que se atreveu a meter em causa a hegemonia. E assim substituiu o lendário Robbie Keane por Balász Borbély, o eslovaco de 47 que cometeu a proeza (regressando assim a casa, ele que já tinha treinado juniores e equipa secundária do Ferencváros entre 2019 e 2022).  Antecipava-se, por isso, conto de fadas. Que Borbély conseguisse imprimir o registo dominador de outrora em contexto nacional e manter o sucesso recente fora-de-portas, conciliando harmoniosamente os índices competitivos. Enquanto se tem conseguido cumprir com a segunda expectativa (veja-se o percurso dos húngaros, que ultrapassaram todas as rondas de qualificação), as coisas não vão de feição na Liga, com cinco empates em nove jornadas. «Nem tudo correu como planeado nesta temporada», explicou assim na antevisão ao encontro desta quinta-feira. «Os resultados na Liga Europa são bons, mas não acho que exista uma grande diferença na forma como jogamos para as duas competições».

Pedro Cantoneiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.