Última horaConselho de Disciplina da FPF abre processo urgente a Cristiano Ronaldo: Eis o comunicado
Publicidade

«Quando o vi na Academia sabia que era impossível ele não ser um grande jogador no futuro» – Entrevista BnR com João Carlos Teixeira

Nélson Mota · 16 min

Joao Carlos Teixeira
Foto: Feyenoord

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Nasceu em Braga, fez grande parte da formação no Sporting CP, alinhou no FC Porto e afirmou-se no Vitória SC, mas foi no Liverpool FC que o nome, João Carlos Teixeira, começou a ganhar destaque. Deixou o Minho muito novo para integrar a Academia do Sporting CP, onde privou com figuras marcantes do futebol português, especialmente com um jogador que sabia que “ia ser jogador de futebol de certeza absoluta”. Num jogo a contar para a NextGen Series em 2011/12, captou a atenção do “gigante” Liverpool que garantiram a sua contratação. Durante as quatro temporadas em que fez parte dos quadros dos “Reds”, João Carlos Teixeira foi emprestado por duas ocasiões, estreou-se e arrepiou-se em Anfield ao ouvir o “You’ll Never Walk Alone”, partilhou o balneário com a lenda, Steven Gerrard, e foi treinado pelo carismático Jürgen Klopp. Regressa a Portugal pelas portas do FC Porto e, depois de alguns altos e baixos, com passagens pelo SC Braga e Vitória SC, encontra-se atualmente em Roterdão, a defender as cores do Feyenoord, histórico holandês, onde espera “manter a consistência e tentar melhorar”.

Eis, João Carlos Teixeira:

-De Braga a Roterdão-

«Esta era uma mudança importante pela fase em que eu estava na minha carreira»

Bola na RedeAlguma vez imaginaste em miúdo, quando vencias todos os torneios da zona de Braga ao serviço do Fernando Pires, que irias estar a viver em Roterdão e a disputar a primeira liga holandesa ao serviço do Feyenoord?

João Carlos Teixeira: Nessa altura ainda era muito jovem, tinha 8 anos e isso era algo que ainda não me passava na cabeça, nem nunca imaginava.

Bola na RedeO futebol sempre foi uma certeza na tua vida?

João Carlos Teixeira: A única certeza que eu tinha era que de facto eu gostava de jogar futebol, principalmente quando era miúdo com os meus amigos no Colégio. Sempre tive essa certeza que gostava de praticar desporto e de jogar futebol.

Bola na RedeA paixão pelo futebol continua a ser mesma de quando começaste ou com os passar dos anos e à medida que fica mais sério, com os agentes desportivos e as próprias lesões envolvidas, acaba por perder algum encanto?

João Carlos Teixeira: Agora vejo o futebol com outros olhos. Já vejo como uma responsabilidade e como uma profissão. Já existe muito mais coisas envolvidas que não havia quando eu era miúdo. Em miúdo eu jogava só por diversão, mas mesmo agora é dentro das quatro linhas que eu me sinto confortável e para mim a diversão começa dentro das quatro linhas, quando entras em campo e o jogo começa. Nunca será como quando jogava futebol em miúdo, mas é a forma mais próxima que tens daquela diversão que tinhas quando eras mais novo.

Bola na RedeNa época passada disputas um total de 30 jogos e assinalas 10 golos em todas as competições ao serviço do Vitória SC. Realizas assim a melhor temporada da tua carreira e despertas o interesse de vários clubes estrangeiros. Porque é que a escolha recaiu para o Feyenoord?

João Carlos Teixeira: Recaiu para o Feyenoord, principalmente em termos de projeto futuro, por continuar num campeonato importante, num clube que luta para ser campeão e que disputa competições europeias. Continuo a ter na mesma visibilidade, jogo numa equipa grande na Holanda e para mim isso foi essencial.

Bola na RedeComo é que está a ser até agora a adaptação a um novo país e a um novo campeonato?

João Carlos Teixeira: Eu vivi quatro anos em Inglaterra e é muito idêntico em muita coisa. Depois a vantagem aqui é que toda a gente fala inglês, por isso eu nunca tive dificuldades em termos de comunicação com ninguém e o tempo é idêntico ao de Inglaterra. A adaptação tem sido super fácil, o clube é muito organizado, as condições são muito boas e o clube ajudou-me em tudo desde o primeiro momento que eu cheguei.

Bola na RedeNão sei se chegaste a ler as declarações do Bruno Martins Indi que diziam: “Devo estar muito enganado se a Liga holandesa não lhe assentar na perfeição”, apesar de estares aí há pouco tempo, concordas com estas declarações?

João Carlos Teixeira: Eu ainda só joguei três jogos: dez minutos num jogo, 45 minutos e no último joguei 75 minutos. Para já, tem corrido bem, mas também é fácil quando as coisas estão bem. Mas sim, acredito que o meu estilo de futebol se adequa aqui.

Bola na RedeO Feyenoord tem feito um bom arranque de época e neste momento está nos lugares cimeiros. Quais são os objetivos da equipa para esta época? E qual é o teu objetivo a nível pessoal?

João Carlos Teixeira: A última vez que o Feyenoord foi campeão foi em 2016/17, obviamente que ser campeão é um objetivo e a nível de taças internas vamos querer ganhar tudo. Em relação a mim, quero tentar fazer uma época melhor do que a que fiz no ano passado, tanto a nível de jogos como golos e assistências. Quero manter a consistência e tentar melhorar.

Bola na RedeNo passado o Feyenoord já conquistou uma Liga dos Campeões e uma Taça UEFA. O sorteio deste ano da Liga Europa ditou que fariam parte do grupo do Croácia Zagreb, CSKA Moscovo e Áustria Wolfsberger. Sentes que podem chegar longe na competição?

João Carlos Teixeira: A Europa já é algo muito diferente, nunca se sabe bem o que vamos encontrar. São jogos muito diferentes dos que se jogam no campeonato, mas acho que vamos conseguir passar da fase de grupos, isso seria muito importante para nós e para a equipa. Acredito que temos todo o direito e possibilidade de conseguir fazê-lo.

Bola na RedeGostavas de ter permanecido em Portugal ou este era um passo necessário na tua carreira?

João Carlos Teixeira: Senti que esta era uma mudança importante pela fase em que eu estava na minha carreira e estou muito feliz por isso ter acontecido.

-Os anos na Academia e o jogo que levou o Liverpool a assegurar a sua contratação-

«Sabia que ele ia ser jogador de futebol de certeza absoluta»

Bola na RedePermanecendo em Portugal e recuando uns bons anos no tempo, com cerca de 10/11 anos trocas a cidade de Braga por Lisboa onde chegas à Academia do Sporting CP. Calculo que para uma criança essa adaptação deva ter sido complicada.

João Carlos Teixeira: Sim, lembro-me que quando eu me mudei para lá foi em finais de agosto/ inícios de setembro, era Verão e ainda estava muito calor nessa altura. Numa primeira fase era tudo muito bom porque tínhamos bom tempo, treinávamos, acabava o treino, íamos comer, jogar PlayStation e voltávamos para jogar no campo de 7. Basicamente baseava-se tudo em futebol, conviver, jogar snooker, ping pong… Mas de repente, começou a escola, veio o Inverno, as saudades, o Natal estava a aproximar-se e aí sim, foi a fase mais difícil que eu tive na Academia. Com 12 anos as saudades começaram a apertar.

Bola na RedeDurante aproximadamente dez anos vestes a pele de leão e divides a Academia com grandes nomes que se afirmaram no futebol nacional e europeu: William Carvalho, João Mário, Bruma, Dier e muito mais. A quem reconhecias mais potencial nessa altura?

João Carlos Teixeira: Tem um jogador que eu gosto muito. Era alguém que eu sabia que ia ser jogador desde o primeiro momento que eu o vi: o João Mário. Desde o primeiro dia que eu o vi, eu sabia que ele era ia ser um grande jogador no futuro, era impossível isso não acontecer. Pelo perfil dele, por tudo o que já fazia na altura e pela sua personalidade. Todo esse conjunto, de personalidade e qualidade como jogador, faziam com que eu olhasse para o João Mário e soubesse que era impossível haver erro ali. Sabia que ele ia ser jogador de futebol de certeza absoluta.

Bola na RedeÀ medida que vais representando o Sporting CP foste também somando internacionalizações em todos os escalões da seleção portuguesa, e chegas até a atuar no Campeonato da Europa de Sub-17 de 2010. Representar a seleção principal continua a ser um objetivo realista na tua carreira e um desejo teu?

João Carlos Teixeira: Realista é porque eu estou no ativo e estou numa equipa grande na Holanda e na Europa, como disseste, é um clube com história. Sei que não é fácil, sei que em Portugal a concorrência é muito grande principalmente na posição em que jogo, mas é sempre um sonho e continua a ser uma realidade.

Bola na RedeDestacaste-te no meio-campo do Sporting CP frente ao Liverpool durante a NextGen Series em 2011/12. Ainda tens bem presente na memória o que fizeste nesse jogo para captar a atenção de um gigante como o Liverpool?

João Carlos Teixeira: Lembro-me perfeitamente do jogo e do que aconteceu. Lembro-me sobretudo porque íamos jogar contra o Liverpool. íamos jogar em Anfield e para nós, miúdos de 17 e 18 anos que ainda estávamos a começar, era uma grande motivação.

Bola na RedeE uma boa montra…

João Carlos Teixeira: Exatamente, eu na altura até nem pensei nisso como uma montra, mas tinha aquela motivação de jogar num grande palco como aquele, contra uma grande equipa como o Liverpool e isso sim seria a montra. Sentíamos quase como se estivéssemos a jogar a Champions League porque na altura ainda não tínhamos tido uma experiência assim e, de repente, estávamos a jogar em Inglaterra contra o Liverpool, com a motivação no máximo.

Bola na RedeDepois de te teres desenvolvido no SC Braga e no Sporting CP, chegas a Anfield em janeiro de 2012 e representas os sub-21 do Liverpool ao lado de jogadores como Luís Alberto da Lázio e Sterling. Quais são as grandes diferenças da formação em Inglaterra para Portugal?

João Carlos Teixeira: O futebol em si já é diferente. No início a adaptação não foi fácil porque o nosso futebol é muito técnico e em Inglaterra é mais agressivo, com maior contacto e eu tive de me habituar nesse sentido.

Bola na RedeA verdade é que a transferência para o Liverpool teve em risco de cair devido a uma lesão nas costas que te obrigou a parar durante 7 meses. Como viveste essa fase difícil longe de casa?

João Carlos Teixeira: Essa lesão eu descobri no momento em que ia assinar. Estava a fazer os testes médicos e foi quando eu descobri, mas o Liverpool assinou na mesma comigo. Na altura, o Dier estava no Everton emprestado, então basicamente vivíamos juntos no mesmo prédio. Eu tinha o meu apartamento, ele tinha o dele, mas passávamos o dia juntos e foi aí que encontrei o meu apoio, ele sempre me ajudou muito, principalmente nessa fase. O Eric [Dier] é inglês e obviamente que não houve dificuldade nenhuma para ele, já conhecia a cidade, já falava um inglês perfeito e por isso foi muito mais fácil para mim a adaptação do que se estivesse ali sozinho.

-O Beatle do Minho que cresceu no meio dos “gigantes”-

«Klopp tem os dois lados: pode ser o melhor ou o pior»

Bola na RedeDurante esse período em Inglaterra, és emprestado ao Brentford e na época seguinte ao Brighton. Sentiste que esses empréstimos foram importantes para ganhares mais rotatividade e experiência no futebol inglês?

João Carlos Teixeira: No Brentford as coisas não correram bem até porque era na League One na altura e o futebol não se adequava nada ao meu, por isso eu estive lá duas semanas e voltei para o Liverpool. Quando eu voltei, até faço a minha estreia pelo Liverpool.

Bola na RedeContra ao Fulham.

Exatamente. E no Brighton foi uma época que eu gostei muito, que me fez crescer e gostei tanto de viver como de jogar lá. Foi uma época muito boa, apesar da forma como terminou porque parti o perónio. Mas foi uma época que guardo na memória como uma boa recordação.

Bola na RedeA época de 2014/15 foi uma época de destaque para ti em Inglaterra: foste eleito o Jovem Jogador do Ano de Brighton, após terminar a temporada com 6 golos e também foste premiado com o prémio de Jogador do Ano da Academia do Liverpool. Nesse ano sentiste que estavas a conquistar o teu espaço e que podias ter uma oportunidade na equipa principal do Liverpool?

João Carlos Teixeira: Sim nesse ano as coisas estavam a correr muito bem e eu ambicionava jogar pelo Liverpool, que era o meu “clube-mãe”. Por isso, no ano seguinte decidi ficar no Liverpool e tentar a minha sorte.

Bola na RedeComo é que te sentias ao dividir o balneário do clube com um jogador lendário como Steven Gerrard? Tinha uma aura diferente?

João Carlos Teixeira: Tinha. O Gerrard era o capitão, uma lenda do clube, mas sempre muito simples, muito fácil de comunicar, muito prestativo com todos e havia muito respeito mútuo. Havia uma relação cordial com ele e ele era mesmo uma lenda, nada mais a apontar.

Bola na RedeJá te tinhas estreado pela equipa principal em 2014, mas é na época de 2015/16, a tua última época em Inglaterra, que realizas um maior número de partidas: sete jogos e um golo. Como é que te sentias quando pisavas o relvado de Anfield? Como era o ambiente, têm os melhores adeptos do mundo?

João Carlos Teixeira: Sim, quando entras em Anfield e ouves o “You’ll Never Walk Alone”, dá arrepios.

Bola na RedeIa-te perguntar mesmo sobre isso, qual foi a melhor sensação: marcar o teu primeiro golo ao serviço do Liverpool frente ao Exeter ou ouvir pela primeira vez o “You’ll Never Walk Alone”.

João Carlos Teixeira: O “You’ll Never Walk Alone” (risos). É sem dúvida o momento mais marcante, sentes uma vibração e uma atmosfera incrível.

Bola na RedeNesse teu último ano nos Reds és orientado pelo carismático Jürgen Klopp. Podemos dizer que foi o melhor técnico que já tiveste? Como é que ele era e como era a tua relação com ele?

João Carlos Teixeira: Ele tem os dois lados: pode ser o melhor ou o pior. No sentido de, se fizeres as coisas como devem ser, ele vai ser o primeiro a ajudar-te. Obviamente que se tu pisares o risco, também vai ser o primeiro a dizer que o fizeste. A nossa relação sempre foi muito próxima, ele é uma pessoa de muito contacto, muitos abraços, muitos risos e está sempre próximo de todos. Muitas vezes no futebol acontece que os treinadores estão mais próximos daqueles que jogam, mas não era o caso dele.

Bola na RedeComo te sentiste ao ver o crescimento, que durou vários anos, desta super equipa do Liverpool de Klopp que culminou com a conquista da Champions e da Liga Inglesa, que já fugia há mais de 30 anos?

João Carlos Teixeira: Fiquei mesmo muito feliz, pelo Jürgen [Klopp], pelo Roberto [Firmino], pelo Joe Gomez e pelas pessoas com quem eu trabalhei muitos anos e com quem convivi.

Bola na RedeContinuas a acompanhar e a apoiar o clube?

João Carlos Teixeira: Sim sim, sem dúvida.

-A chamada do Dragão-

«Se calhar eu não encaixava tão bem no estilo de jogo do Sérgio Conceição»

Bola na RedeComo surgiu a oportunidade de regressar a Portugal e representar o FC Porto?

João Carlos Teixeira: Na altura, eu tinha a possibilidade de renovar com o Liverpool, mas apareceu o FC Porto. O FC Porto era uma equipa grande, eu não estava a jogar no Liverpool e achei que seria uma oportunidade para mim e uma montra para dar o salto.

Bola na RedeNessa época de estreia és treinado por Nuno Espírito Santo e a equipa termina na segunda posição. O que achas que faltou nesse ano para a equipa ser campeã?

João Carlos Teixeira: Nós tivemos aquela situação de estarmos a ganhar em casa com o SL Benfica e acabamos por empatar o jogo no último minuto. Depois, no final do campeonato, tivemos dois jogos em casa que tínhamos de ganhar obrigatoriamente porque o SL Benfica tinha perdido pontos. Basicamente perdemos por culpa própria.

Bola na RedeComo avalias esse teu primeiro ano a nível pessoal nos dragões?

João Carlos Teixeira: Acredito que podia ter jogado mais, que poderia ter corrido de forma diferente, mas por uma razão ou outra acabou por não acontecer.

Bola na RedeNo ano seguinte, com Sérgio Conceição, acabas por perder espaço na equipa. Tinhas e continuas a ter uma boa relação com ele?

João Carlos Teixeira: Sim, uma relação cordial. Também só tive dois meses com ele, mas é uma relação normal.

Bola na RedeParece evidente que Sérgio Conceição tem alguma relutância em apostar em jogadores mais tecnicistas. Óliver Torres, por exemplo, raramente era aposta, Paulinho que veio do Portimonense também não encaixou, e mesmo Corona e Brahimi, durante essa época, não foram indiscutíveis. Também te sentiste afetado por essa questão?

João Carlos Teixeira: Acho que é mais o estilo de jogo que ele utiliza. Se calhar eu não encaixava tão bem no estilo de jogo do Sérgio Conceição e claro, cada treinador tem a sua forma de jogar e tem de escolher os jogadores indicados para a tática que usa.

Bola na RedeO empréstimo ao SC Braga, especificamente, foi algo natural ou era um desejo de pequeno representares o clube da tua cidade?

João Carlos Teixeira: Foi um passo natural. Surgiu essa oportunidade, a minha esposa também estava grávida, foi uma opção muito boa para mim e eu também fiquei muito feliz na altura. Passei um tempo muito bom no SC Braga.

-Afirmação, estabilidade e consistência: tudo acontece naturalmente-

«Acredito que o Vitória SC vai aproximar-se do SC Braga»

Bola na RedeIres para o Vitória Sport Clube foi a melhor decisão que já tomaste?

João Carlos Teixeira: Foi uma decisão muito boa. No primeiro ano as coisas não correram tão bem, mas no segundo ano as coisas aconteceram da melhor forma.

Bola na RedeNos dois anos que representas o Vitória SC és treinado por Luís Castro e Ivo Vieira. Encontras semelhanças nos métodos de treino ou são muito diferentes?

João Carlos Teixeira: São muito diferentes, tanto no estilo de jogo como de treino, são bastante diferentes.

Bola na RedeO que falta ao Vitória SC para se aproximar do SC Braga e dos três grandes?

João Carlos Teixeira: O que eu sinto é que, como em tudo na vida, é preciso estabilidade e consistência. É preciso construir uma base e é preciso tempo. Acho que o Vitória SC tem tudo, pela sua massa associativa, tem condições muito boas e nesta última fase melhoraram muito essas condições. Com tudo isto, acredito que o Vitória SC vai aproximar-se do SC Braga. Obviamente que o SC Braga tem uma história muito diferente nestes últimos anos, já fez esse percurso e é por isso que o Braga está como está nesta fase.

Bola na RedeNão sei se continuas a acompanhar a nossa atualidade desportiva, mas o que é que achaste da saída precoce do Tiago do comando técnico do Vitória SC e da aposta no João Henriques?

João Carlos Teixeira: Não sei mesmo o que aconteceu, não tenho mesmo nada a dizer sobre isso.

Bola na RedeAcreditas que atingiste todo o teu potencial ou as lesões também te afetaram?

João Carlos Teixeira: Lá está, eu parti o perónio no Brighton, depois no SC Braga fui operado ao apêndice, no Vitória SC, na primeira época, tinha muitos problemas, principalmente, nos adutores. Agora no meu segundo ano consegui recuperar isso, tive o meu espaço e também a forma como o mister Ivo Vieira jogava adequava-se a mim e era quase perfeita para o meu estilo de jogo. Sinto que vou a tempo completamente, tenho 27 anos, tento-me cuidar ao máximo, descansar ao máximo e agora que cheguei a um novo país e a um novo clube, tenho de usufruir e dar o meu melhor para jogar e se tudo correr bem as coisas vão acabar por acontecer naturalmente.

Fonte: Feyenoord

Bola na RedeLi há dias que já não é a primeira vez que a federação holandesa toma medidas face à pandemia, com o intuito de proteger as equipas do seu país que estão a participar nas competições europeias. Sentes que esse é um bom exemplo a seguir aqui em Portugal?

João Carlos Teixeira: Acho que sim. Se não tiver qualquer influência na equipa com quem se vai jogar para o campeonato, não vejo qualquer problema desse adversário do campeonato holandês ajudar uma equipa do seu próprio país a jogar contra uma equipa fora do seu país. São competições completamente diferentes em que se calhar nem se quer participam. Não vejo qualquer problema e na fase em que estamos, só temos de nos apoiar uns aos outros da melhor forma e unirmo-nos.

Nélson Mota

Redação Bola na Rede · ver artigos