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Dérbi minhoto a um final de sábado à tarde e um Estádio Municipal de Braga bem composto para assistir ao confronto entre os históricos rivais de Braga e Guimarães. Nos onzes apresentados por dois dos mais aclamados treinadores da Primeira Liga, a grande surpresa foi a inclusão de Palhinha na alinhação inicial dos da casa.
Os arsenalistas começaram melhor e, apesar da boa réplica vitoriana, foram crescendo no jogo e assumindo as rédeas do encontro. Ainda assim, os momentos iniciais não foram os mais pródigos no que à criação ofensiva diz respeito e o primeiro grande lance de perigo surgiria já perto da meia hora, quando, após bela jogada individual, Dyego Sousa atirou ligeiramente por cima da barra.
A ameaça estava feita e não tardou muito a ser concretizada. Aos 34’, Dyego Sousa deixou para o remate de Fransérgio que Miguel Silva salvou com uma excelente intervenção, mas a bola sobraria para Ricardo Horta que inaugurou o marcador.
A resposta vimarenense não se fez esperar e Tiago Sá teve de evitar o golo em cima da linha numa sobra após uma saída no ar que não conseguiu limpar todo o perigo. Voltaria a ter a sua baliza ameaçada num canto já perto do final do primeiro tempo, mas desta feita o remate saiu ligeiramente ao lado, mantendo-se o resultado inalterado até ao intervalo.
Os segundos 45 minutos recomeçaram com a tónica do equilíbrio, mas com um Braga que parecia seguro no jogo e que não se deixava incomodar pelos visitantes. Com o resultado a manter-se as oportunidades a não aparecerem, ambos os técnicos foram ao banco para tentar mudar o cenário.

Fonte: Bola na Rede
O efeito que surtiu acabou por começar por beneficiar o Braga que, aos 75’ quase aumentou a diferença, quando Dyego Sousa desmarcou Fransérgio para este atirar ao ferro. Pouco depois, seria a vez de, num canto, Bruno Viana obrigar Miguel Silva a nova defesa.
Nos instante finais, já em compensação, Tiago Sá saiu bem da área para evitar que um jogador visitante aparecesse isolado e, em resposta, Murilo fez o último remate do encontro, mas que encontrou nova boa intervenção do guardião vimarenense.
Com este triunfo, os bracarenses garantem mais uma semana no podium e colocam pressão nos três grandes.
EQUIPAS INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
SC Braga: Tiago Sá; Sequeira, Raul, Bruno Viana, Goiano; Ricardo Horta (Murilo 71‘), Palhinha, Claudemir, Wilson Eduardo (Ryller 90’); Dyego Sousa (Paulinho 76’), Fransérgio
Vitória SC: Miguel Silva; Sacko (João Teixeira 86’), Osorio, Pedro Henriques, Rafa; Wakaso, André, Mattheus (Rochinha 61‘), Tozé (Ola John 71‘); Davidson, Welthon
A FIGURA

Luis Godinho – Num jogo que costuma ser escaldante, o homem do apito soube estar à altura e ajudou a proporcionar um bom espetáculo. Deixando jogar, soube controlar o encontro sem necessidade de recorrer excessivamente aos cartões, que só utilizou na parte final do encontro.
O FORA DE JOGO

PSP – Para uma força supostamente habituada a gerir este tipo de eventos, não esteve à altura, arranjando o perímetro do recinto desportivo de forma a tornar caótico o trânsito nos acessos, fazendo muitos adeptos chegar ao encontro já depois deste se ter iniciado. Se a desculpa é impedir confrontos, essa justificação não pode pegar num país de primeiro mundo, porque os respeitadores da lei e do civismo não têm de pagar por quem não o faz. Talvez cumprissem melhor as suas funções se a sua preocupação fosse impedir a entrada de petardos e semelhantes no Estádio, mas aí já não conseguiram ser eficazes.
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
Vitória SC
BnR: Na última partida surpreendeu a titularidade do Miguel Silva, hoje já não tanto. Como viu a sua exibição e acha que ele fez o suficiente para agarrar a titularidade?
Luís Castro: Tenho três bom guarda-redes, com destaque para o Douglas e o Miguel Silva, que são jogadores já antes utilizados. São guarda-redes de um nível muito elevado e quando se tem jogadores de grande nível é natural que eles apareçam como titulares no clube em que se encontram, neste caso o Vitória.
Portanto, foi com naturalidade que o Douglas jogou na fase inicial do campeonato, como é natural o Miguel estar na baliza neste momento. São dois grandes guarda-redes e merecem os dois jogar.
Normalmente, vai-se repartindo entre Taças e Campeonato e entregar a um guarda-redes a um deles. A partir do momento em que deixa de haver taças, é natural dividirmos o tempo de jogo.
Outras declarações:
«O resultado está sempre acima de tudo de forma natural. É algo que é imposto pelo jogo.»
«O objetivo foi sempre encontrar espaço.»
SC Braga
O BnR não colocou questão ao treinador Abel Ferreira.
Outras declarações:
«Na primeira parte tivemos um ascendente claro sobre o adversário.»
«Falando concretamente, acredito que o reultado pudesse ter feito um golo, mas, se formos pelas oportunidades claras de golo, o Braga poderia ter feito mais.»
«Quer com bola, quer sem bola, criamos sempre oportunidades em todo o lado.»
Foto de Capa: Bola na Rede














