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À sexta-feira à noite começa o descanso da maior parte das pessoas e o tempo da semana dedicado ao divertimento. Para os bracarenses, significou esta semana tempo de ir ao Estádio Municipal apoiar os Guerreiros do Minho em mais uma batalha na tentativa de se aproximarem dos três primeiros lugares do Campeonato.
Desta vez o adversário era o Moreirense, um confronto que em teoria é um derby do Minho, na prática um jogo desequilibrado entre equipas com meios e objetivos bem diferentes. Para os da casa, só interessava vencer e manter o soberbo registo caseiro na Liga que ainda só os viu perder pontos com FC Porto e SL Benfica. Já ao conjunto de Moreira de Cónegos qualquer pontinho é saboroso na luta pela manutenção.
As equipas iniciais deixavam indiciar o jogo habitual do Braga, com a equipa a querer estar por cima da partida e apostar forte ofensivamente, mantendo o onze habitual das últimas jornadas tirando a saída do central goleador Raul Silva, castigado, entrando para o seu posto Rosic. No Moreirense, sabia-se que teria de passar bastante tempo à defesa e contavam com uma das revelações do campeonato, o guardião Jhonatan para tentar aguentar os arsenalistas. De regresso à titularidade estava Alfa Semedo, outro jovem que tem vindo a afirmar as suas qualidades esta temporada.
À entrada, foram os visitantes a aproximarem-se primeiro da baliza adversária logo na primeira jogada da partida. No entanto, rapidamente o Braga deu resposta e levou uma bola ao poste de Jhonatan. Aos 17 minutos, Wilson Eduardo isolou-se na cara do brasileiro e meteu a bola lá dentro. No entanto, o árbitro refreou os ânimos ao pedir a análise do VAR sobre possível fora-de-jogo e levou com um ininterrupto coro de assobios até a decisão final confirmar a mudança no marcador.
Daí para a frente, houve jogadas com algum perigo de parte a parte, mas somente já na compensação estiveram as equipas mesmo perto do golo. Primeiro, a defesa bracarense deixou um avançado verde e branco sozinho, mas este não acertou na bola. Retorqui o Braga com um cabeceamento de Esgaio à barra e na recarga Jhonatan evitou males maiores.

Fonte: SC Braga
Na segunda parte, o Braga assumiu o controlo do jogo e logo a abrir Wilson Eduardo esteve perto de aumentar a contagem. Não foi logo aí, mas com tanto domínio, era uma questão de tempo e foi aos 64 minutos que o mesmo Wilson respondeu da melhor forma como uma cabeçada a cruzamento de Paulinho. Na jogada seguinte, foi a vez de Ricardo Horta aparecer desmarcado na cara do guarda-redes e fazer o terceiro de primeira.
A partir daí, o Braga recuou um pouco e o Moreirense ainda conseguiu encontrar-se algumas vezes em posições interessantes na área, mas um par de boas intervenções de Matheus e uma boa conta de falta de discernimento na concretização acabaram por evitar mais mexidas no resultado.
Numa noite de chuva forte, nada de novo, mais uma vitória para o Braga que continua numa serie muito positiva de resultados e continua a morder os calcanhares ao Sporting. Já o Moreirense, fica vulnerável a ultrapassagens no fim-de-semana e, dependendo dos resultados de Estoril e Paços de Ferreira, arrisca-se a terminar a jornada abaixo da linha da despromoção.
A FIGURA

Wilson Eduardo – Dois golos e a garra do costume. Foi o mais aguerrido dos bracarenses, deu muitas dores de cabeça aos defesas adversários e, além dos golos marcados, ainda criou mais um par de grandes oportunidades. Mereceu o forte aplauso da Pedreira quando foi substituído.
O FORA DE JOGO

Defesa do Moreirense FC – Tantas jogadas em que foi demasiado fácil para o Braga passar pela defensiva dos visitantes… Os homens mais recuados do Moreirense não estiveram bem e permitiram que os da casa criassem muitas oportunidades e alcançassem uma vitória confortável.
BnR na Conferência de Imprensa

BnR: Em que medida é que o golo madrugador do Braga alterou os planos do Moreirense para o jogo?
Petit: Vínhamos com uma estratégia montada, mas depois o golo desequilibrou-nos um pouco. Mas, ao longo do jogo, nós é que demos as melhores chances ao Braga. Fomos uma equipa que não foi igual aos últimos três jogos que fizemos tanto como Chaves como com o Paços como com o Sporting. Faltou-nos agressividade, meio-campo muito passivo, falhamos muitos passes e contra equipas como o Braga, com muita qualidade, que sai muito bem nas transições, isso paga-se caro. E esse primeiro momento do golo, já vimos as imagens, parece que está fora-de-jogo, mas tentamos de subir mais o bloco, encostar mais a linha defensiva ao meio-campo e acabamos por sofrer esse golo. E, depois, tentamos, mas não conseguimos. Tivemos oportunidades, muitos cantos, houve lá uma situação também em que podíamos fazer o empate. Não conseguimos, tentamos mudar um pouco ao intervalo, também tivemos de fazer ali a mudança do Mica que estava com problemas e, então, na segunda parte tentamos mudar alguma coisa, dar u novo rumo ao jogo. Mas, depois, em dois minutos, penso que deitamos tudo a perder, num lance que estamos na área do Braga e que o guarda-redes do Braga rapidamente mete a bola em jogo e sai em transição e vamos sofrer esse segundo golo e passado um minuto mais uma perda de bola nossa no meio campo dá o três a zero. Arruma com aquilo que eram as nossas as aspirações. Temos que dar os parabéns ao Braga e quanto a nós, temos de mudar em termos de mentalidade, de ser uma equipa agressiva, com grande intensidade, com qualidade de jogo, mas que hoje não fomos. Perdemos e perdemos bem, porque não fomos iguais aquilo tínhamos sido nos últimos três jogos.
SC Braga
BnR: O Lukic já foi convocado várias vezes, mas ainda não se estreou. Como está a correr a adaptação do jogador ao futebol português e à equipa?
Abel Ferreira: É um jogador que que nos veio equilibrar o setor defensivo, nomeadamente o eixo central. É um jogador que sabe que hoje para entrar na equipa está difícil porque os jogadores que jogam têm correspondido. No próximo jogo vou ter uma dor de cabeça ali no meio, daquela das boas e, portanto, nós estamos a ganhar tempo com ele. É um jogador que chegou, está a adaptar-se ao clube, está a adaptar-se à cidade, está a adaptar-se às exigências e responsabilidades deste clube e está a adaptar-se à ideia do treinador. E, portanto, acho que é tempo que ele está aqui a ganhar.









