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SC Covilhã 2-0 SL Benfica B: A manutenção é uma realidade

Rui Pedro Cipriano · 5 min

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O Estádio José Santos Pinto perfilou-se com uma assistência pouco usual: muito público para receber a equipa B do Sport Lisboa e Benfica. O Sporting Clube da Covilhã num claro bom momento de forma, sete jogos sem perder, pretendia continuar esta sequência, fugindo aos lugares de despromoção que ocupou grande parte da primeira volta.

A equipa B do SL Benfica não trouxe Adel Taarabt até à serra, mas trouxe Krovinovic, com uma clara necessidade de minutos.

Aquilo que se esperava era, acima de tudo, uma manhã de bom futebol, duas equipas com ideias de jogos bem distintas, mas que põem em prática a sua ideologia com bastante eficácia.

O jogo desde cedo começou por revelar esse aspeto. O Benfica era a equipa que mais dominava a posse da bola e o Sporting da Covilhã, muito bem fechado lá atrás, com uma grande coesão defensiva, procurava partir sempre para o ataque em transições rápidas, apanhado os encarnados em contrapé.

As dificuldades que o Benfica sentia no último terço do campo na primeira parte eram notórias, principalmente pelo facto de vermos o criativo croata, Krovinovic, a buscar o jogo constantemente perto dos seus centrais.

O Sporting da Covilhã, por outro lado, era claramente a equipa mais perigosa, embora não fosse quem dominava. A partir do corredor do lateral Tiago Moreira saíam as principais jogadas de perigo.

A equipa serrana materializou esta sua estratégia em golos, e de que maneira! Após uma excelente progressão desde o meio-campo com a bola, Diego Medeiros recebe um passe e, sem dominar a bola, remata de primeira. Era o primeiro golo da partida. Um autêntico fuzilamento à baliza de Zlobin! Que grande remate do jogador do Sporting da Covilhã, forte e bem colocado, sem hipóteses para o russo. Um golo bastante importante que foi festejado fervorosamente pelos adeptos covilhanenses.

Se a equipa benfiquista já tinha dificuldades em penetrar a barreira defensiva serrana, agora é que as coisas se iam complicar ainda mais. O Benfica apenas conseguia aproximar-se com perigo da baliza de São Bento através de bola parada; de outra maneira, as coisas simplesmente não fluíam na equipa de Renato Paiva. O resultado de 1-0 ao intervalo era, por isso, justo.

Fonte: Bola na Rede

A segunda parte trouxe um jogo ainda mais entretido. O Sporting da Covilhã claramente mais recuado, ainda assim, sem parar de tentar procurar o segundo golo. A equipa do Benfica mais subida com a linha defensiva mais alta.

A primeira oportunidade de perigo deste segundo tempo coube ao avançado sérvio Saponjic, que, aos 65 minutos, apareceu isolado perante o guarda-redes adversário, mas desperdiçou a oportunidade tentando um chapéu que saiu muito alto.

O Benfica continuava com um domínio avassalador na posse de bola, mas não conseguia descobrir a melhor maneira de quebrar a estrutura defensiva serrana.

O segundo golo do Sporting da Covilhã surgiu aos 70 minutos, depois de Tiago Moreira pressionar um defesa encarnado, que infantilmente perdeu a bola e deixou o jogador serrano completamente isolado perante Zlobin. Tiago Moreira, com uma excelente execução técnica, a picar a bola por cima do guarda-redes russo. 2-0 para a equipa da casa. A coesão a marcar golos neste jogo.

Por incrível que pareça, foi o Sporting da Covilhã quem mais perto esteve de ampliar a vantagem. Gilberto, novamente isolado perante Zlobin, rematou contra o guarda-redes encarnado. A defesa benfiquista esteve muito desconcentrada nesta fase do jogo.

O Sporting da Covilhã cada vez mais confirma o seu bom momento de forma, e frente a adversários teoricamente complicados. Depois de uma vitória em casa frente ao FC Paços de Ferreira, desta vez, a vítima foi a equipa B do SL Benfica. A manutenção é uma realidade na serra.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

SC Covilhã: São Bento, R.Vieira, Henrique, Adriano (Bonani ’85), Gilberto, Diego Medeiros, Jaime, Tiago Moreira, Kukula (Deivison ’67), Rodrigues e Leandro Pimenta (Semedo ’71) .

SL Benfica B : Zlobin, Krovinovic (Bernardo Martins ’64), Willock, Frimpong, Saponjic (Pedro Henriques ’73), Benny, Kalaica, Nuno Santos, Alex Pinto, Vukotic e Zec.

A FIGURA

Tiago Moreira e Krovinović Fonte: Bola na Rede

Tiago Moreira – Que grande jogo do lateral do Sporting da Covilhã. Grande parte da recuperação fantástica que o Sporting da Covilhã está a conseguir nesta segunda volta deve-se a este reforço de inverno, oriundo do SC Leixões. Que reforço! Culminou a sua exibição com um golo aos 70 minutos.

O FORA DE JOGO

Fonte: SL Benfica

Chris Willock – Tantas vezes decisivo para a equipa B do SL Benfica, hoje foi uma nulidade em campo. Willock passou completamente despercebido no jogo. Pode estar aqui uma razão para uma manhã tão desinspirada dos comandados de Renato Paiva.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC COVILHÃ

BnR: Foi uma bela manhã de Futebol. Bom ambiente no estádio. Sente a equipa confiante?

Filó: Sim, penso que foi uma boa manhã de Futebol. Duas boas equipas que sabem o que fazer com e sem bola. Soubemos atacar a bola com critério e estou satisfeito.

BnR: O que proporcionou esta mudança radical nos resultados do Sporting da Covilhã?

Filó: Sobretudo, a vinda de novos jogadores. A entrada de novos atletas despertou o espírito competitivo dos que ficaram e puseram todos em sentido. A competitividade entre os atletas é de salutar e isto cria outros índices de ritmo de jogo e de confiança. A equipa cresceu. A mudança do relvado também foi importante, porque tivemos aqui alguns jogos com um relvado muito mau. Agora conseguimos concretizar e a equipa cresceu, mas não vamos embandeirar em arco, sempre com os pés no chão e com humildade para alcançar o nosso objetivo da manutenção.

 

SL BENFICA B 

BnR: Ontem, após o clássico, Bruno Lage focou muito o aspeto de saber gerir as emoções. Sente que a sua equipa foi um pouco abaixo depois de sofrer o segundo golo, numa altura em que corria atrás do resultado? 

Renato Paiva: O Bruno tem um contexto de jogadores com muita experiência. Tem ali uns cinco, seis meninos, é verdade, mas depois tem um suporte à volta daqueles meninos de gente com experiência. Obviamente, é mais fácil que os jogadores com experiência, com muitos mais jogos na carreira e jogos de densidade emocional muito grande, tenham mais facilidade em controlar as emoções do que propriamente estes miúdos. Como é óbvio, jogadores com menos experiência têm sempre mais dificuldade em controlar as emoções.

Foto de capa: Bola na Rede 

 

Rui Pedro Cipriano

Redação Bola na Rede · ver artigos