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Vitória SC 1-1 SC Braga: Empate justo num dérbi muito intenso

João Brandão · 3 min

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Foi com um ambiente arrepiante nas bancadas que Vitória Sport Clube e Sporting Clube de Braga entraram em campo para o 136.º dérbi da história, um jogo que é sempre mais que um simples jogo.

A partida foi, desde início, intensa e com ambas as equipas a mostrarem vontade de vencer o rival. A primeira oportunidade foi para os bracarenses, tendo, na sequência de um canto, Ricardo Horta cabeceado a rasar o segundo poste. Na resposta… golo do Vitória! Após um grande trabalho na esquerda, Davidson cruzou com mestria para o coração da área, onde apareceu Alexandre Guedes no meio dos centrais a cabecear de cima para baixo para o fundo das redes. A equipa vimaranense via-se em vantagem ainda dentro do primeiro quarto de hora.

A resposta do Braga foi eficaz, de tal forma que a vantagem vimaranense nem cinco minutos durou. Novamente na sequência de um canto batido à maneira curta, João Novais procurou Ricardo Horta ao primeiro poste que tentou pentear a bola, que após uma série de ressaltos viria a parar aos pés de Claudemir para este fazer o empate.

Os primeiros vinte minutos trouxeram os golos, mas nem por isso o jogo deixou de ser interessante. A turma de Luís Castro estava bem no jogo, definindo uma forte zona de pressão central e, recuperando a bola, distribuía-a com qualidade pelos corredores, provocando algumas investidas interessantes. Já o Braga criava sobretudo perigo através de bolas paradas, seja na sequência de cantos ou de lançamentos longos para a área, onde tirava partido de um jogo aéreo mais forte.

A pressão do meio-campo vitoriano foi um dos destaques do primeiro tempo
Fonte: Liga Portugal

O intervalo chegava numa altura de muito nervos, em que as picardias dentro e fora de campo subiam de tom, inversamente à qualidade de jogo.

No segundo tempo, a equipa arsenalista subiu de produção e conseguiu ter mais posse, no entanto, as melhores oportunidades pertenceram aos da casa. Aos 53 minutos, Davidson ficou perto do golo, tendo Bruno Viana cortado a bola quando esta se encaminhava para a baliza deserta. Dez minutos depois o mesmo Davidson podia ter feito o golo, mas falhou o cabeceamento já dentro da pequena área. Pelo meio, Dyego Sousa, também de cabeça visou a baliza de Douglas. Aos 73’, o avançado ex-Marítimo chegou mesmo a festejar (por largos instantes), mas só até se aperceber que Hugo Miguel tinha invalidado o seu golo por falta sobre Sacko no cabeceamento.

No último quarto de hora, as duas equipas começavam a dar indícios de fadiga e o jogo ficou mais partido. Ambas demonstravam vontade de chegar ao golo da vitória, mas foi o Sporting de Braga quem esteve melhor nesta ponta final, fruto da frescura dos jogadores que entraram e também de uma circulação mais eficaz. Ainda assim, o resultado manteve-se inalterado.

O empate final acaba por ser justo e vai ao encontro daquilo que foram as duas equipas no jogo. A uma melhor entrada do Vitória respondeu com prontidão o Sporting de Braga, que demonstra uma ideia de jogo mais trabalhada. Porém, a crença e fibra dos vitorianos nunca deixou os arsenalistas superiorizarem-se, tendo agora a liderança em risco.

Onzes iniciais:

Vitória SC: Douglas, Sacko, Pedro Henrique, Osório, Rafa Soares, Wakaso, André André, Tozé (Pêpê 90’), Tyler Boyd (Rincon 77’), Davidson, Guedes (Estupinan 72’).

SC Braga: Tiago Sá, Goiano, Bruno Viana, Pablo, Sequeira, Claudemir, João Novais (Fransergio 65’), Ricardo Horta (Fábio Martins 88’), Esgaio, Dyego Sousa, Wilson Eduardo (Paulinho 72’).

A FIGURA

Fonte: SC Braga

Ricardo Horta – Foi o elemento mais do Sporting de Braga, baralhando quase sempre a marcação adversária. Acrescentou qualidade técnica no último passe e teve várias chegadas perigosas à área adversária, podendo ter visado a baliza aos 29’, mas Tyler Boyd tirou-lhe o pão da boca. Também foi importante nas bolas paradas, tendo a sua colocação ao primeiro poste causado muitos problemas à marcação à zona vitoriana.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: SC Braga

Marcelo Goiano – Não houve propriamente uma unidade em sub-rendimento, por isso a escolha recai em Goiano que, no lance do golo do Vitória, deu muito espaço a Davidson para que este cruzasse com conta, peso e medida para Guedes fazer o golo.

 

Foto de Capa: Liga Portugal

João Brandão

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