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Por esta altura, e à semelhança de todos os anos, começam-se a definir (alguns erradamente) quem serão os próximos jogadores a poder conquistar o seu espaço na próxima edição do campeonato, neste caso da Primeira Liga e afirmarem-se como grandes valores. É um exercício que envolve alguma futurologia, certo, mas que muitas vezes se revela certeiro. É isso que fazemos hoje, prevendo os dez jogadores que se podem afirmar na próxima edição do campeonato, fora dos três grandes.
10.

Rochinha (Boavista FC) – Com Jorge Simão, o antigo jogador do SL Benfica começou a mostrar a sua mais valia. Depois de várias experiências falhadas, Rochinha começou a mostrar o seu melhor futebol ao serviço dos Boavisteiros. Ora jogando como médio, ora como avançado, mostrou que é um jogador com um enorme futuro pela frente. Para além da capacidade de controlo da bola, de acelerar o jogo e de quebrar linhas de contenção, é um jogador capaz de assumir o jogo. Esta temporada deverá ser a de afirmação total no futebol nacional.
9.

Murilo Freitas (Rio Ave FC) – Na temporada passada foi, a espaços, um dos homens mais da turma de Pepa. O ex-auriverde evidenciou capacidades para abraçar um projeto mais desafiante. Esta temporada no Rio Ave FC vai procurar explodir e conseguir ganhar mais regularidade. De resto, Murilo tem tudo. Velocidade na passada, velocidade de execução, capacidade de desequilíbrio, bom remate. Falta-lhe apenas jogar com outra regularidade. No Rio Ave FC, equipa que deverá ter uma matriz mais ofensiva do que tinha o CD Tondela, o jogador deverá elevar ainda mais o seu nível.
8.

Ailton Silva (SC Braga) – Ailton não é propriamente um jogador desconhecido do grande público mas esta época vai ter um teste de fogo às suas capacidades. Ailton, lateral emprestado pelo Stuttgart que o contratou ao Estoril, já havia dado nas vistas em Portugal. Esta temporada deverá ser ele o homem a assumir a lateral esquerda da equipa minhota, uma vez que Jefferson regressou ao Sporting CP. Ailton é um jogador que oferece muito ao jogo ofensivo da sua equipa, forte no cruzamento, forte na desmarcação, mas que ainda apresenta algumas lacunas no posicionamento defensivo.
7.

Rafael Barbosa (Portimonense SC) – Vai fazer a sua primeira temporada na Primeira Liga depois de temporadas ao serviço da equipa B do Sporting CP. O número 10 vai tentar assumir a batuta do jogo ofensivo da equipa do Algarve e são muitos aqueles que esperam que apresente um nível de jogo condizente ao futuro que auguram. Rafael é um jogador com baixo centro de gravidade, com muita capacidade para desequilibrar o jogo com os seus passes em rutura. Numa época onde o Portimonense SC apresenta várias baixas, Rafael pode vir a ganhar o seu espaço.
6.

Osama Rashid (CD Santa Clara) – O médio iraquiano é provavelmente um dos nomes menos conhecidos da lista, pelo menos por agora. Osama foi outro dos homens chave para a subida do CD Santa Clara. Alia a capacidade no passe curto, com a capacidade de virar o jogo com uma facilidade tremenda. É um oito que desce muitas vezes no terreno em busca de jogo, construindo jogo. A sua capacidade nos lances de bola parada levou-lhe a marcar diversos golos na temporada passada, alguns deles de belo efeito.
5.

João Reis (CD Tondela) – Foi um dos esteios do CD Santa Clara na subida de divisão, acabando por embarcar noutro projeto. João Reis não é propriamente um jovem, mas vai jogar na Primeira Liga pela primeira vez na carreira. O extremo que também pode jogar a lateral tem tudo para se afirmar no onze do CD Tondela e consecutivamente no campeonato. É um jogador que dá tudo em campo, voluntarioso, capaz de empurrar a equipa para a frente. Defensivamente oferece muito à equipa, está quase sempre bem posicionado e fica difícil de ultrapassá-lo em velocidade.
4.

Galeno (Rio Ave FC) – Na temporada passada, o jovem brasileiro foi um dos destaques da boa campanha do FC Porto B. O impacto foi tão positivo que acabou por ser emprestado ao Portimonense SC. O empréstimo não foi o que se esperava e Galeno acabou por jogar, quase sempre, a espaços, travando a sua evolução. Esta temporada, ao serviço do Rio Ave FC, espera-se que possa dar o salto que todos esperam. É um avançado dotado de uma qualidade técnica assinalável, muito forte a enfrentar o defesa e capaz de criar ruturas nas defesas adversárias com muita facilidade. Nome a rever.
3.

Marcão (GD Chaves) – Central brasileiro que na temporada passada atuou pelo Rio Ave FC, pode vir a ser o companheiro ideal para Maras no GD Chaves. O central, que até começou por assumir a sua posição no eixo central da equipa de Vila do Conde, acabou depois por perder o seu lugar. Apesar disso, quando jogou, mostrou qualidade. Forte no jogo aéreo, forte na saída, forte no um para um, faltando apenas saber dosear os índices de agressividade que colocava em cada disputa de bola. Ainda assim, e com Daniel Ramos, homem reconhecido por trabalhar bem o seu modelo defensivo, poderá dar o salto e afirmar-se na Primeira Liga.
2.

Pedro Rodrigues (Vitória FC) – O médio defensivo formado no SL Benfica tem vindo a conquistar o seu espaço no futebol nacional nas últimas temporadas mas ainda não se afirmou, nem confirmou o seu real valor. Depois de na temporada passada ter sido emprestado ao Estoril, esta temporada viajou mais a norte para a terra onde nasceu o país. Pedro Rodrigues pode finalmente explodir na próxima temporada. Luís Castro, homem conhecido por adotar um estilo de jogo com privilégio pela posse de bola, pode-o ajudar a dar o salto para patamares de excelência.
1.

Murilo Sousa (SC Braga) – Na temporada passada, Murilo deu nas vistas, na Segunda Liga, ao serviço do CD Nacional. O extremo brasileiro destacou-se pela verticalidade e pela velocidade imposta no jogo. Para além disso a sua capacidade física, aliada a uma capacidade técnica assinalável faziam prever que seria difícil ficar mais do que uma temporada na equipa madeirense. Esta temporada, para já, vai dando nas vistas ao serviço do SC Braga. Promete ser uma das boas revelações deste campeonato… apesar de já ser um conhecido dos adeptos mais atentos.
Foto de Capa: Bola na Rede
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro











