Publicidade

5 desejos para o Futebol Nacional em 2019

Raquel Roque · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

No final de mais um ano civil, é altura de fazer um balanço e uma reflexão daquilo que se passou. É igualmente altura de fazer uma previsão daquilo que será o ano vindouro. Este texto é isso mesmo, uma prognose daquilo que poderá ser o ano de 2019, ou melhor, daquilo que devia ser.

As cinco premissas abaixo assinaladas são mais desejos do que previsões daquilo que deve e pode ser o futebol português, das atitudes e das posições que devem ser tomadas para que a valorização do espetáculo seja uma constante.

5.

Fonte: Bola na Rede

Mais tempo útil de jogo – Tem sido tema em várias conferências de imprensa pelo país. O campeonato português é um dos principais campeonatos europeus onde se joga menos à bola. Pressão para alcançar resultados, pressão para não perder pontos. Nem todas as equipas podem ter modelos de jogo onde se dá privilégio à posse, ao futebol apoiado, ao futebol ofensivo. Não é isso que se pede. Pede-se, sim, respeito pelo espetáculo, pelo adepto do futebol português, por aqueles que pagam bilhete para ver futebol. Um jogo sem paragens propositadas e constantes, um jogo em que as duas equipas lutam pelos seus objetivos com as suas armas, e que estas armas não passem pelo anti-jogo. Há ainda um longo caminho a percorrer neste quesito. Ainda assim, há que elogiar as já muitas equipas que têm conseguido respeitar o futebol.
4.

Fonte: UEFA

Mais respeito entre clubes – O ano de 2018, em Portugal, no que toca ao desporto, ficou marcado pelas polémicas fora dos relvados. Foi um ano de trocas acesas de palavras, de violência, de desrespeito entre clubes. Ainda que não seja uma generalidade entre todos os clubes, o que é certo é que foi um ano negro, neste sentido, para o futebol em Portugal. Não se pede que todos sejam amigos. Não existem cenários demasiado coloridos. Não há, infelizmente, espaço para que isto aconteça. Há espaço, sim, para o respeito entre os clubes. Por uma transmissão daqueles que devem ser os valores primordiais do futebol: o respeito, a partilha, o fair play. Que o vento não leve estas palavras e que se semeie, principalmente, o amor pelo futebol, tal como ele é, puro.

3.

Fonte: SL Benfica

Menos tempo de antena para quem não o merece – O ano de 2018 ficou também marcado pela aparição de uma nova personagem no futebol: o diretor de comunicação. De um momento para o outro, parece que foi mais importante ouvir os diretores de comunicação, preterindo aqueles que são os verdadeiros intervenientes do espetáculo. Independentemente dos objetivos a que se propõem, os diretores de comunicação deverão permanecer na retaguarda e em silêncio. De um momento para o outro, deixaram de se ouvir o atleta e o treinador, para se dar tempo e espaço de antena à figura do diretor de comunicação. Novamente, aqui a crítica não pode ser generalizada. Haverá sempre bons e maus exemplos em todas as profissões, aqui é igual.
2.

Fonte: Bola na Rede

Imprensa mais positiva – Se há difusão de guerras entre clubes, presidentes, treinadores e dirigentes, é a imprensa a principal responsável. É por causa da imprensa e da atenção mediática que dá a determinados acontecimentos que tem surgido uma profusão de guerras e lutas vis. Percebe-se a importância do lucro para alguns órgãos de comunicação, percebe-se que o escândalo venda mais; não se percebe é que seja sempre esta lógica a imperar sobre todas as notícias. Uma imprensa mais positiva, mais atenta ao que de bom há para vender no futebol, será sempre sinónimo de um futebol português melhor e de um adepto mais polido e “educado”.
1.

Fonte: Bola na Rede

Maior diálogo entre todos os intervenientes – Urge maior diálogo entre os intervenientes do desporto-rei para que este se torne melhor. É cada vez mais evidente que há falta de diálogo entre clubes, árbitros, imprensa, dirigentes e jogadores. Há que perceber que há um produto global e comum a todos que merece ser “vendido” da melhor forma. Urge também perceber que a valorização do futebol português, na globalidade, implica uma valorização de todos os intervenientes que nele se constituem.

 

Foto de Capa: Bola na Rede

Raquel Roque

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.