Publicidade

5 Resoluções de Ano Novo do Futebol Nacional

Diogo Pires Gonçalves · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Por entre rescaldos e reflexões de 2019, este top vem reunir ideias e preocupações que esperamos ver resolvidas já no decorrer do próximo ano. Entre questões monetárias, éticas ou até comportamentais, há muito por onde evoluir, beneficiando sempre o futebol, quem o envolve e quem o consome.

5.

Sem adeptos não há espectáculo
Fonte: Liga Portugal

Procurar informação – A quinta resolução visa o adepto, o principal consumidor e beneficiário do espetáculo. Hoje em dia não basta saber o onze base do seu clube ou a substituição típica do treinador “que não percebe nada do assunto”. O adepto de hoje, mais do que nunca, deve distinguir a verdadeira informação da desinformação, formar o seu próprio raciocínio e evitar as confusões que gravitam em torno do mundo do futebol e que são uma das principais causas do crescente distanciamento entre clubes e adeptos.

4.

Fonte: Bola na Rede

Estádios vazios – Uma das resoluções mais importantes e que não depende de apenas uma entidade, pessoa ou clube; está dependente de todos e ninguém se mexe. O preço de um bilhete está bem acima das possibilidades da generalidade dos adeptos portugueses. Hoje em dia é considerado um esforço enorme levar a família ao estádio. O IVA não desarma, o Governo não colabora, os clubes continuam a inflacionar o preço a cada visita de um “grande” e os adeptos continuam a preferir o quentinho dos cobertores aos gritos no meio da bancada. Nos outros países também chove, nalguns até neva, e as bancadas estão cheias. Veja-se como é possível e repita-se nos estádios portugueses.

3.

Fonte: FC Bayern Munique

Venda de bebidas alcoólicas nos estádios – tenho visto uma Liga de Clubes muito pouco preocupada em impor medidas para levar mais adeptos aos estádios. Uma das medidas mais apetecíveis seria a permissão para a venda de bebidas alcoólicas nos estádios. Seria algo que promovia a presença de mais adeptos nas bancadas e um maior convívio entre os mesmos.

2.

Fonte: Bola na Rede

Desligar a TV pós-jogo – Se é aquele adepto que não pode estar no estádio e acompanha o jogo pela televisão, faça um favor a si próprio, a quem o rodeia e ao futebol português; desligue a televisão assim que as conferências pós-jogo terminam. Nada que venha depois vai acrescentar. Não basta criticar o ambiente em torno do futebol português e depois contribuir, jogo após jogo, com uma pequena acha para aquilo que é uma fogueira de proporções dantescas. Na guerra das audiências, é o futebol quem está a perder, e muito, para os programas de muito alarido e pouca discussão sobre o jogo.

1.

Aceitar que o rival deixa de o ser no minuto 90 – um dos principais problemas do futebol português está nos níveis a que se eleva a rivalidade entre clubes e adeptos. Os falatórios em semanas pré-clássicos procuram condicionar arbitragens e põe adeptos contra adeptos sem qualquer necessidade. Durante os 90 minutos ninguém se pode ver, mas seria mais saudável que no final do encontro o tratamento entre os atletas contagiasse as bancadas e os adeptos lá em casa. É comum ver jovens como Félix, Jota, Maximiano, Dalot e Leite a conviver fora dos relvados, em período de férias, com os seus “rivais”. Por que é que estas imagens não chegam aos adeptos? Durante 90 minutos estão em lados opostos, mas na seleção remam para o mesmo lado. Que belo exemplo este que vem dos miúdos e dos relvados, falta que o adepto esteja à altura dos craques por quem torcem.

Foto de Capa: Vitória SC

Artigo revisto por Joana Mendes

Diogo Pires Gonçalves

Redação Bola na Rede · ver artigos