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5 treinadores estrangeiros para treinar em Portugal

Tiago Serrano · 4 min

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Vários treinadores portugueses têm-se destacado neste campeonato por apresentarem uma ideia de jogo positiva. No entanto, a aposta do Sporting em Marcel Keizer, então um treinador desconhecido no panorama do futebol nacional, mostra que às vezes o estatuto e a visibilidade de um treinador pouco importa quando este tem o perfil pretendido. Como tal, quero aqui deixar uma lista de 5 treinadores que trabalham em clubes e/ou campeonatos com pouca visibilidade e que se têm estado a destacar pela sua ideia de jogo positiva e que, no caso de haver alguma chicotada psicológica num grande, poderiam tornar-se num alvo apetecível.5.

Fonte: Eintracht Frankfurt

Adi Hutter (Eintracht Frankfurt) – da lista, é o treinador com mais anos de futebol sénior e aquele com uma ideia de jogo um pouco mais conservadora. Campeão no RB Salzburg, foi na Suíça onde se destacou mais, levando o Young Boys à conquista do seu primeiro campeonato em 32 anos. O seu começo em Frankfurt não foi fácil, com uma derrota na Supertaça por 5-0 e a eliminação da Taça por um clube da quarta divisão alemã. Mas o treinador austríaco conseguiu colocar as coisas nos eixos, ocupando actualmente o sexto lugar na Bundesliga e tendo feito o pleno de vitórias na Fase de Grupos da Liga Europa, indo defrontar o Shakhtar Donetsk nos 16-avos-de-final. Adi Hutter implementa um sistema de 5-3-2 com um futebol bastante vertical e assente em transições rápidas, sendo uma equipa que não tem muita posse de bola.4.

Fonte: US Sassuolo

Roberto de Zerbi (US Sassuolo) – é comparado a Maurizio Sarri não só pela forma de jogar da sua equipa, mas também pelo seu percurso, onde foi começando nos escalões inferiores e foi subindo a pulso até chegar à Serie A. Depois de passagens pelo Palermo e pelo Benevento, o técnico de 39 anos chegou nesta temporada ao Sassuolo, onde ocupa actualmente a 12.ª posição no campeonato, onde se destaca pelo seu futebol entusiasta, contra o protótipo conservador que caracteriza o futebol italiano. Roberto de Zerbi costuma alternar entre o 4-3-3 e o 3-4-3 (ambas as tácticas possuem um falso 9), implementando um futebol assente em transições rápidas combinações curtas entre os jogadores procurando situações de vantagem numérica no terreno de jogo. Por outro lado, a transição defensiva é o calcanhar de Aquiles da equipa, fazendo com que esta possua uma das piores defesas do campeonato.3.

Fonte: Red Bull Salzburg

Marco Rose (Red Bull Salzburg) – é um treinador que acaba com o rótulo de treinador de formação. Em 16/17, leva a equipa de juniores do emblema austríaco a conquistar a Youth League, derrotando o SL Benfica na final por 2-1. Na época seguinte, leva a equipa sénior a conquistar o campeonato austríaco e a chegar às meias-finais da Liga Europa. Inspirado em Jurgen Klopp e Thomas Tuchel, o treinador de 42 anos costuma implementar uma táctica de 4-4-2 losango, optando por uma construção de jogo lenta e paciente a partir de trás, tentando atrair os jogadores de modo a criar espaços na estrutura adversária que possam ser explorados, explorando depois as combinações rápidas e curtas na transição ofensiva.2.

Fonte: KRC Genk

Philippe Clément (KRC Genk) – cumpre a segunda temporada como treinador principal de uma equipa sénior, treinando o Genk desde meados da época passada após uma curta experiência no Waasland-Beveren. Lidera o campeonato com sete pontos de vantagem sobre o segundo classificado e ficou em primeiro lugar no Grupo I da Liga Europa com 11 pontos, indo defrontar o Slavia de Praga nos 16-avos-de-final, com um plantel com uma média de idades a rondar os 23 anos. Philippe Clément recebeu no mês passado o prémio de Treinador do Ano na Bélgica. O treinador de 44 anos também costuma utilizar uma táctica de 4-3-3, com muito do seu jogo a passar pelo trio do seu meio-campo composto por Sander Berge, Ruslan Malynovsky e Alejandro Pozuelo.1.

Fonte: The Rangers FC

Steven Gerrard (The Rangers FC) – é um nome bastante conhecido no futebol mundial, mas começou a cumprir nesta temporada a sua primeira experiência como treinador principal no futebol sénior ao serviço do renascido Glasgow Rangers. O início do campeonato não foi fácil, com o emblema da capital escocesa a ter apenas uma vitória nas primeiras quatro jornadas, mas a velha glória do Liverpool colocou as coisa nos eixos, atingindo o ponto alto no mês passado ao derrotar o rival Celtic FC por 1-0, conseguindo assim a primeira vitória em seis anos no Derby Old Firm. Actualmente, estão em igualdade pontual com o Celtic FC no campeonato, mas com menos um jogo. Na Liga Europa, os Rangers conseguiram alcançar a Fase de Grupos depois de passarem as quatro eliminatórias, ficando em terceiro lugar no Grupo G com 6 pontos, atrás do Villarreal e do Rapid Vena. Steven Gerrard costuma colocar os Rangers a jogar em 4-3-3, apresentando um modelo de jogo que se destaca pela agressividade defensiva, com a equipa a fazer pressão alta a todo o campo e pelas trocas posicionais na manobra ofensiva da equipa.

 

Foto de Capa: The Rangers FC

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Tiago Serrano

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