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As 5 melhores exibições da 3ª jornada da Primeira Liga

José Mário Fernandes · 4 min

As 5 melhores exibições da 3ª jornada da Primeira Liga

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O fim da terceira jornada da Primeira Liga trouxe consigo o término do primeiro ciclo competitivo para as equipas portuguesas. Trouxe, para além disso, resultados históricos, golos de tirar o chapéu, ascensões de um lado, quedas do outro, mas, acima de tudo, trouxe o que de mais importante existe nesta modalidade: os adeptos. Uma jornada marcante, que certamente entrará para a história do desporto em Portugal.

Posto isto, nada melhor do que relembrar todos os nove jogos que compuseram a ronda três da Primeira Liga, de modo a eleger as cinco exibições individuais que mais deram que falar neste último fim de semana.

Menções Honrosas: Angel Gomes (Boavista FC), Vlachodimos (SL Benfica), Seferovic (SL Benfica) e Jonathan Lucca (SC Farense)

5.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Nuno Mendes (Sporting CP) – Comecemos pelo fim. No jogo que encerrou a jornada 3 da Liga, os leões visitaram o sul do país, numa deslocação que é tradicionalmente incómoda para a turma verde e branca. No entanto, dois golos madrugadores dos visitantes acabariam por ditar o desfecho do encontro. Um deles, o primeiro, uma verdadeira obra de arte! Nuno Mendes rouba o esférico a Anzai, no corredor esquerdo do ataque leonino, deixa para trás Maurício, troca as voltas a Willyan e empurra a bola para o fundo das redes do Portimonense SC.

Todavia, não só pelo golo ficou marcada a exibição do jovem de dezoito anos. Foi líder no que a precisão de passe diz respeito (94.7%), ganhou sete dos oito duelos que protagonizou, assinou, ainda, um passe chave; em termos defensivos, foi responsável por duas interceções, bem como por cinco desarmes, estatística onde, novamente, foi líder.

Nota: 7,5

4.

Bruno Varela (Vitória SC) – Do último dia da ronda, retrocedemos até ao primeiro. Sexta-feira, estádio D. Afonso Henriques. O Vitória SC recebia em Guimarães o FC Paços de Ferreira, num jogo que viria a revelar-se extremamente atarefado para o guardião dos conquistadores.

No total, foram oito os remates enquadrados efetuados pelos pupilos de Pepa. O que tiveram todos eles em comum? O facto de nenhum deles ter transposto a linha de golo da baliza dos da casa, mérito, pois claro, de Bruno Varela.

O guarda-redes, atualmente com vinte e cinco anos, respondeu “presente” ao primeiro teste a doer (note-se que teve de lidar com mais remates enquadrados neste jogo do que nos cento e oitenta minutos anteriores), efetuando mais de um par de intervenções de belo efeito. Passou muito pela noite inspirada do ex-Benfica o primeiro triunfo da turma de Guimarães na Liga este ano.

Nota: 8

3.

Rodrigo Pinho (CS Marítimo) – Com direito a lugar no pódio e à medalha de bronze, Rodrigo Pinho. O atacante brasileiro dos verde-rubros atingiu este sábado, quiçá, o seu ápice, em termos exibicionais, deste que aterrou na ilha da Madeira. Depois de deixar a sua marca (a dobrar) no último encontro dos insulares, deslocou-se até ao Dragão e provou que quem faz uma vez, consegue fazer duas.

Sessenta e nove minutos, dezasseis toques na bola e dois remates bastaram para que o camisola nove do CS Marítimo entrasse para a história do emblema madeirense. Se, no cômputo geral, foi peça fundamental para que os visitantes alcançassem a sua primeira vitória na casa do FC Porto em jogos do campeonato, individualmente falando, foi o primeiro jogador a bisar com a camisola maritimista em casa dos dragões em jogos a contar para a prova máxima do futebol nacional. Uma exibição literalmente histórica!

Nota: 8,5

2.

Amir Abedzadeh (CS Marítimo) – Subimos um degrau no pódio, no entanto mantemo-nos na equipa que surpreendeu todo um país na jornada que ontem findou. Muita dessa surpresa deverá cair também sobre os ombros (ou sobre as luvas) do guarda-redes dos insulares, Amir Abedzadeh. Assim como o seu colega de posição, Bruno Varela, o número um da equipa de Lito Vidigal acumulou oito defesas ao longo da partida.

Apesar de uma primeira parte algo tranquila, onde só foi obrigado a lidar com três remates à baliza por parte dos atuais campeões nacionais, o guardião iraniano viu-se forçado a enfrentar, já no quarto de hora final, um verdadeiro assalto às suas redes. A sua resposta acabaria por se materializar em três enormes intervenções, para além de uma grande penalidade defendida. A prova de que não são apenas os avançados que ganham jogos.

Nota: 8,5

1.

Wenderson Galeno (SC Braga) – Eis o nosso MVP da jornada. Na sua estreia nas opções iniciais de Carlos Carvalhal, Galeno relembrou aos portugueses o porquê de ser considerado um dos melhores jovens a atuar na nossa Liga. E, para isso, precisou de apenas dezassete minutos.

Primeiramente, com o cronómetro a apontar para o vigésimo quinto minuto de jogo, o extremo brasileiro “tabela” com o defensor do CD Tondela e, ainda fora da grande área, chuta fortíssimo de pé direito para o fundo da baliza à guarda de Babacar. Três minutos mais tarde, recebe a bola junto à quina da pequena área e assiste Ricardo Horta que não vacila. Não satisfeito, no seguimento de um canto cobrado do lado direito do ataque bracarense, cabeceia e estabelece aquele que viria a ser o resultado final do encontro.

Assim, o SC Braga chuta para longe os maus resultados à boleia de uma exibição fenomenal de Wenderson Galeno.

Nota: 9,5

 

José Mário Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos