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As 5 melhores soluções para a vaga de Iuri Medeiros

Diogo Pires Gonçalves · 5 min

Foto: BnR

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Pelo meio da euforia da passagem às meias-finais da prova rainha, o azar bateu à porta do SC Braga. O visado foi Iuri Medeiros, substituído por Lucas Piazón aos 31 minutos. Nessa altura os arsenalistas já venciam o CD Santa Clara por um golo, vitória que se confirmou (2-1), mas o ponto negativo foi mesmo a lesão do português.

O avançado cedido por empréstimo pelos alemães do FC Nürnberg já somava seis golos em 28 partidas e era uma das boas figuras da forte candidatura dos minhotos aos títulos em 2020/21. Com uma paragem mínima de seis meses confirmada pelo boletim clínico do SC Braga e a teimosa recuperação de Gaitán abre-se uma vaga no ataque de Carlos Carvalhal.

Numa altura em que o mercado se encontra encerrado, a obrigação é olhar para dentro de portas, ainda dentro da muralha minhota. No entanto, este exercício é feito como se o recurso ao mercado de transferências ainda fosse possível.

Sempre de mãos dadas com a realidade competitiva e orçamental do SC Braga, reuni neste artigo cinco nomes capazes de assumir a vaga de Iuri Medeiros, uns a titular, outros a partir do banco.

5.


Kobamelo Kodisang (SC Braga “B”) – Antes de mais, olhamos para dentro de casa. Ver o que se pode fazer com o que se tem. E pode fazer-se muito… Kodisang completou a sua formação no Platinum Stars FC e Bidvest Wits, ambos da África do Sul, e entrou em Portugal pela porta da AD Sanjoanense. Ao serviço da equipa de São João da Madeira apontou apenas cinco golos em 24 jogos, é certo, mas foi o suficiente para despertar a atenção do SC Braga.

Esta época leva já sete golos em 12 partidas, o segundo melhor marcador da sua equipa e um dos melhores da Série A do Campeonato de Portugal. É um dos destaques do líder daquela série não só pelos golos, mas pela grande capacidade de associação, o seu poder de remate fácil e velocidade. O tempo de jogo na equipa “B” dos arsenalistas é muito benéfico, mas este sul-africano de 21 anos não tarda a estar pronto para as alas da equipa principal.

4.


Kenji Gorré (CD Nacional) – Pode ser uma solução pouco consensual, mas a verdade é que sai prejududicado pelo contexto onde se encontra. Porque a qualidade, essa, existe e mostra-se a cada partida. Nascido na Holanda (com dupla nacionalidade Holanda/Curaçau), Kenji Gorré tem uma escola rica e extensa; Manchester United FC, Swansea AFC, HFC ADO Den Haag, Northampton Town FC. Chega a Portugal em 2018 e divide a época entre CD Nacional e GD Estoril Praia.

Foi na equipa da Linha onde as suas exibições tiveram maior impacto e regressou, assim, definitivamente à equipa da Madeira. Apesar de ter pouco golo (esta temporada apontou três em 18 jogos), alia dois pontos fortes e que beneficiam qualquer equipa: capacidade de transporte junto à linha e conforto para decidir em espaços reduzidos. Com espaço, vai para cima do adversário com boas decisões e arma com facilidade o remate forte e de média distância. Se o fizer junto à linha é praticamente imparável. Sem espaço, é capaz de reduzir a sua intervenção a dois ou três toques inteligentes. Noutro contexto seria visto com outros olhos.

3.


Gelson Dala (Rio Ave FC) – Um diamante angolano extraído do relvado do CD 1º de Agosto em 2016/17 e pronto a polir na Academia de Alcochete. Tardou em afirmar-se, muito por falta de aposta, e seguiram-se os empréstimos ao Rio Ave FC e aos turcos do MP Antalyaspor. Esta temporada ficou em definitivo no clube de Vila do Conde e leva quatro remates certeiros em 19 partidas.

É já bastante conhecido dos adeptos portugueses e já adquiriu o conhecimento mínimo da Primeira Liga, pelo que a etapa da adaptação ao SC Braga seria mínima ou mesmo nula. Muito rápido, técnica apurada, arma remate com facilidade e sai com facilidade das zonas de pressão. Tem na mudança de ritmo no 1×1 a sua maior arma, pelo que seria uma nova versão de Galeno. Sem samba, mas com ritmos africanos.

2.

Carlos Silva / Bola na Rede

Ryan Gauld (SC Farense) – Apesar do seu habitat natural ser a zona central, o quase extinto “10”, Gauld encaixaria como uma luva no 11 bracarense. Começando na linha e aventurando-se pelas zonas interiores, não vejo melhor solução dentro do nosso campeonato e podia facilmente ser número um neste top. Já lá vamos.

Chegou a Portugal para representar o Sporting CP rotulado como “Messi escocês”, mas teve vida muito complicada. Desde que chegou, na época 2014/15, alinhou em apenas cinco jogos pela equipa principal dos leões. Dividiu, então, a sua participação entre a equipa “B” leonina e os empréstimos ao CD Aves, Vitória FC, SC Farense e Hibernian FC. No entanto, encontrou estabilidade em Faro em 2019/20, conseguiu finalmente regularidade e subiu com os leões de Faro à Primeira Liga.

Vem da época mais goleadora da sua carreira (nove golos) e nesta temporada já está sensivelmente a meio dessa marca (quatro golos em 16 jogos). Encostá-lo à linha poderia limitar parte das suas qualidades, mas seria compensado ao dar-lhe a liberdade de explorar terrenos interiores, integrado na dinâmica ofensiva de Carvalhal. Vinha bem a tempo de fortalecer as ambições minhotas, nomeadamente frente à AS Roma.

1.

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Fábio Martins (Al-Shabab FC) – É um filho da casa. Depois da formação no FC Porto mudou-se para o SC Braga, clube ao qual se mantém vinculado há seis anos. No entanto, nunca se afirmou a 100% na cidade dos arcebispos. Para lá dos 40 jogos na temporada 2017/18 em Braga, esteve emprestado ao FC Paços de Ferreira, GD Chaves, FC Famalicão e, mais recentemente, nesta nova aventura no atual segundo classificado da Arábia Saudita.

Os últimos anos serão, porventura, os de consolidação de Fábio Martins entre o comum adepto português. Niguém ficou indiferente ao peso que teve na temporada do GD Chaves em 2016/17 nem duvida da sua influência na época de sucessos do FC Famalicão, onde registou 12 golos e seis assistências.

Além do conhecimento que tem da Primeira Liga, seria um regresso a uma das suas casas. A sua partida para o Médio Oriente foi uma das supresas da transição entre épocas, mas assinar grandes exibições num hipotético regresso a Braga causaria um total de “zero” espantos. Um grande valor do futebol português que se perdeu para uma liga estrangeira com a qual é impossível competir a nível salarial.

Diogo Pires Gonçalves

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