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Com a reta final da Primeira Liga a aproximar-se a passos largos, é altura de fazermos um balanço daquilo que foi a edição 2018/2019 do campeonato português. Se é certo que surgiram surpresas nos três grandes (Félix, Militão e Raphinha), é igualmente válido afirmar que apareceram outros grandes valores nos clubes ditos mais pequenos do nosso campeonato. A escassez financeira que prevalece em Portugal e no nosso Futebol obriga a que os dirigentes e as equipas de scouting sejam cada vez mais criteriosas e criativas no que toca à escolha dos plantéis.
Antes de irmos ao que interessa, importa explicar que a listagem abaixo não obedece a qualquer ordem específica em termos qualitativos.
5.

Loum (Moreirense FC/FC Porto) – Há três temporadas, quando surgiu no SC Braga B, poucos sabiam quem era o trinco senegalês. Se quisermos ser mais precisos, no início desta temporada, quando Loum surge emprestado pelo SC Braga ao Moreirense FC, poucos eram aqueles que conheciam o jovem médio. Loum evidenciou-se na equipa dos cónegos e foi um dos esteios de Ivo Vieira para a boa temporada da equipa vimaranense.
Para além de ser um portento físico, Loum é um jogador criterioso com a bola nos pés, capaz de fazer a sua equipa progredir em posse. Não é nenhum portento, nem se assemelha ao seu ex-colega de equipa (Chiquinho, outro jogador em voga no Moreirense) no tratamento que dá à redondinha, mas é um jogador que não inventa, que joga simples e que dá jeito a qualquer treinador. No FC Porto, o jovem médio teve de enfrentar a concorrência de um Danilo em clara ascensão. Ainda assim, na Invicta calcula-se que o senegalês seja o substituto direto do internacional português no onze dos dragões, no dia em que abandonar os campeões nacionais.
4.

Jambor (Rio Ave FC) – Depois da aposta bem sucedida em Krovinovic, atual médio do SL Benfica, o Rio Ave FC virou-se para o mercado croata com a contratação de Borevkovic e Jambor, para a defesa e meio-campo, respetivamente. Depois da formação no Futebol croata e uma fugaz passagem pelo Futebol belga, Jambor decidiu relançar a sua carreira em Portugal. O médio, que tanto pode jogar a trinco como a 8 ou “box to box”, é uma cópia perfeita de Matic.
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Elegante com a bola nos pés, inteligente a soltar, a fixar e na ocupação de espaços e seguro no passe curto e no passe longo, é um jogador completo e que encaixaria em quase todos os plantéis dos grandes. O facto de só ter 23 anos ainda deixa mais água na boca aos possíveis interessados no croata.
3.

Osama Rashid (CD Santa Clara) – Há não muitos dias, João Henriques afirmou, em pleno Estádio de Alvalade, que os clubes portugueses andavam distraídos face à qualidade do plantel do clube açoriano. Se é verdade que demorou pouco para que FC Porto e SL Benfica olhassem para a qualidade de Fernando Andrade, também é verdade que os grandes em Portugal estão distraídos face à qualidade evidenciada por outro jogador dos encarnados: Osama Rashid.
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O iraquiano, um completo desconhecido do adepto português no início da temporada, tem sido uma das surpresas mais agradáveis do campeonato. Com chegada à baliza adversária, uma capacidade fantástica nas bolas paradas e uma visão ultraperiférica do jogo, Osama tem sido um dos pilares da estratégia ofensiva de João Henriques. Seguro no passe, agressivo q.b. e com uma leitura defensiva de assinalar, Rashid continua a passar despercebido aos olhos dos clubes grandes em Portugal. Veremos se esta máxima se mantém até final da temporada.
2.

Helton Leite (Boavista FC) – Com várias temporadas no Botafogo, Helton Leite chegou a Portugal com um bom cartão de visita. A verdade é que, ainda assim, pouco se sabia em relação à qualidade do guardião brasileiro. Hélton revelou-se uma boa surpresa no campeonato, sendo provavelmente o melhor guarda-redes extra-grandes a atuar em Portugal.
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Apesar da irregular temporada dos axadrezados, Helton Leite manteve-se extremamente regular, no que toca ao nível das exibições, sempre que defendeu as redes da equipa nortenha. O brasileiro, para além de extremamente ágil entre os ferros, mostrou-se uma voz de comando imprescindível para a sua defensiva. A liderança e a capacidade de encurtar espaços perante os avançados adversários, conseguindo segurar a sua equipa, valeram-lhe a titularidade ao longo de quase toda a temporada. Depois da partida frente ao CD Santa Clara, o brasileiro acabou por se lesionar gravemente e só na próxima temporada voltará aos relvados.
1.

Kikas (Belenenses SAD) – Depois de dar nas vistas nos Juniores do Vitória SC, Kikas chegou ao Futebol sénior através do Benfica de Castelo Branco. No Campeonato de Portugal voltou a evidenciar a veia goleadora que já havia deixado patente ao serviço do clube vimaranense. No total, foram 20 golos marcados em apenas 30 jogos disputados. O Belenenses SAD, atento, acabou por adquirir o atleta, sendo que o objetivo passaria por desenvolver as capacidades do atleta, numa primeira fase, na equipa de Sub-23. Foi isso que aconteceu.
Poucos esperariam que o avançado de apenas 20 anos tivesse uma oportunidade nos seniores dos azuis do Restelo. Com o impedimento de Keita e a lesão de Henrique, abriu-se espaço para a entrada do jovem avançado no onze de Silas. Kikas aproveitou a oportunidade e confirmou o estatuto de surpresa do campeonato.
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Em apenas cinco jogos como titular, soma já quatro golos e mostra uma apetência para golo digna de um verdadeiro avançado. A velocidade e rápida leitura de jogo compensam a falta de “estatura física” do atacante. Para já, o objetivo é fixar-se no onze da equipa de Belém, mas, no futuro, é bastante provável que vejamos Kikas em palcos bastante mais ambiciosos.
Foto de Capa: Liga Portugal













