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Braga e a bola… de cristal

Pedro Nuno Sousa · 5 min

Braga e a bola… de cristal
Velasquez agradece a Wilson Eduardo, figura-do-jogo, a assistência para o golo do empate

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Cabeçalho Futebol NacionalO campeonato voltou a parar por uns dias e em Braga não se sente outra coisa a não ser um «nervosinho miúdo.» É verdade que podíamos andar um pouco mais acima, tendo em conta que em certos jogos como Marítimo e Arouca fora, e Rio Ave em casa, a equipa podia ter demonstrado aquela força extra que possui para se superiorizar. Ainda não conseguiu demonstrar isso mesmo, daí o tal sentimento de expectativa. Houveram mudanças mais que evidentes desde a época transacta para esta e só seria de esperar que as coisas corressem de forma diferente. Mas existe algo que não mudou e que todos sabemos que é verdade. Temos uma estrutura e uns adeptos fantásticos capazes de elevar a equipa na discussão de títulos. Precisamos é de estar unidos e acreditar que somos capazes. Não nos podemos dividir e alarmar sem pensar que nem um terço da época se jogou. O Braga não mostrou ainda do que é capaz, mas acredito que encontrará uma solução. Para já, estamos em quinto lugar com os mesmos pontos do rival e não baixaremos os braços. O próximo jogo é em casa com o Feirense e uma vitória confortável moralizaria a equipa nesta competição. Acredito que nas contas finais estaremos no pelotão da frente.

Passada a brisa e mudando de ares, o sorteio referente à fase de grupos da Taça da Liga fez-me crer que o Braga tem uma palavra a dizer na disputa deste troféu. Ouvi André Pinto e prevejo que entraremos nesta competição para vencer todos os jogos, com o intuito de levar o troféu para casa. Acho muito bem. Aliás, acho óptimo. Sim já sei… não tem a mesma importância que outras provas ao nível do prestígio nem dos patrocinadores, mas uma Taça é sempre bem vinda. O que me interessa a mim saber quanto paga e quem diz se é prestigiante ou não é… Para mim, só o vencedor poderá atestar a verdade dos factos.

Acho muito bem que a postura seja encarar para ganhar. E assim se escreve a História. Se no final desta época o Braga conquistasse a Taça da Liga já seria bom. Mas eu acredito que as coisas podem correr de outra forma, quando os «melhores» entrarem no onze titular. Um desse exemplos, é o capitão André Pinto, que já começa a fazer demasiada falta. Luis Aguiar joga em todos os partiulares e na Taça de Portugal. Ricardo Ferreira parece ter voltado de uma lesão. Faltam muitos e muito para jogar e só o futuro dará resposta. Ou uma bola de cristal. É com estes exemplos que reforço a minha confiança neste grupo. Resta-me então dizer que a Taça para além de ser da Liga também pode ser nossa. É só encarar a prova com uma postura séria e o objectivo passa a estar ali bem perto. Com respeito e dedicação podemos ser muito felizes.

A Taça de Portugal é um outro assunto importante. Neste momento, como detentores do troféu, vamos querer defendê-lo. Honestamente, fica-nos muito bem. Para mim não importa o adversário, é para ganhar. Depois de ter reaberto um capítulo na nossa História, está na altura de registar mais vitórias. São mais batalhas vencidas. Não é inocente o meu reforço na disputa das Taças. Penso que o Braga tem qualidade para disputar sempre estes troféus.

 

São provas a eliminar em que a resistência é fruto do momento e da paixão pelo futebol. O jogo tem sempre de terminar para um dos lados, com a excepção das meias finais da Taça de Portugal que funciona a duas mãos. Queria reviver o Jamor novamente, como todos os Bracarenses. A Taça é nossa e sempre um objectivo.

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

E agora a Europa. Jogámos com equipas diferentes a todos os níveis e quase todas com a mesma ambição. Deixar o seu nome registado no Velho Continente. É isso que o Braga tem procurado e conseguido. Obviamente que a perspectiva económica é também um ingrediente especial, visto demonstrar-se necessária para a manutenção de uma equipa de alto nível. Deixando os euros à parte, o simples facto de jogar com os melhores é por si só um factor que em muito contribui para o crescimento de uma equipa. De um clube. E a bem dizer, de um país. Este ano o Braga vê-se numa posição inquietante. Depende de si próprio para passar, sim, mas o valor que se encontra do outro lado não é sinal de conforto e já provou que tem uma palavra a dizer. O próximo jogo é frente ao Gent fora de portas, e só pode trazer uma coisa, a vitória. E porquê? Porque os Belgas jogam frente ao Konyaspor na última jornada, enquanto que o Braga tentará o seu melhor frente a um super Shaktar. Não será fácil se a obrigação for vencer os ucranianos… Por isso digo que o próximo jogo é crucial na decisão de quem passa à próxima fase.

No passado dia nove de Novembro, num particular disputado frente ao Celta de Vigo os arsenalistas perderam por duas bolas a uma. Rodar a equipa e ter um resultado desfavorável acontece, mas é preciso aprender com isso, ganhando ritmo, rotinas e preparar bem os planos para o futuro. Espero que a lição tenha ficado.

Depois de tanta conversa, a realidade é que estamos inseridos em todas as provas até então disputadas. No campeonato acreditamos na surpresa. Nas Taças, é para ganhar. Na Europa, é um mapa por alargar. Apesar de também não ser um acérrimo amante do treinador arsenalista, tenho de reconhecer que os resultados têm coberto de certa forma as exibições. Alguns jogadores não têm dado tudo e isso é notório. Vamos lá jogar futebol! O público é impaciente e não tolera grandes falhas. A demonstração que estamos a crescer é esta. Habituados a ganhar queremos sempre mais. Vamos dar o benefício da dúvida a quem de respeito pois todos merecem uma oportunidade.

«E agora nós bola de cristal, até onde vai este Braga?»

«Pelo menos até à Bélgica, tem viagem marcada…»

Pedro Nuno Sousa

Redação Bola na Rede · ver artigos