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«Já para o teu quarto!» Foi assim o campeonato do SC Braga. Não surpreende pela positiva, pois penso ser o lugar aceitável tendo em conta a riqueza que nos separa do pelotão dos chamados «grandes», nem desilude, pois é quase como um prémio de consolação, que estando fora do pódio nos permite poder mostrar quem realmente somos também lá fora. Apesar da enorme euforia criada em torno da equipa de Paulo Fonseca pelo apelativo e bonito futebol que pratica, o que é de facto verdade é que não se pode ter tudo… A não ser quando existem condições para tal…
No meu ponto de vista, esta afirmação até é aplicável ao caso, pois a regularidade apresentada foi evidente e demonstrativa de que o futebol é cada vez mais rico em competições e que as equipas têm obrigatoriamente de ser construídas com o intuito de aguentar cargas de 50 a 60 jogos. O Braga neste caso conseguiu cumprir. Teve e tem um núcleo de jogadores forte e coeso, em que os satélites que em torno de si giram formam um sistema e uma harmonia perfeitos. Mas também se viu em certos momentos que o ataque feroz das lesões e a carga competitiva não permitem aos astros que jogam com mais regularidade estar constantemente a 200%. Estando a 100%, a coisa ainda pode correr bem.

Fonte: SC Braga
Notou-se, a meu ver, uma ausência no meio campo de alguém que pudesse substituir Luiz Carlos ou Vukcevic, por exemplo. Ou até mesmo um central mais experiente. Quero com isto dizer que premeio mais o esforço em relação ao dinheiro. Adoro Futebol pois é imprevisível. Afinal é de uma bola a rolar que se trata. A verdade é que não foi nem é uma época de sonho, mas é uma época fantástica por todo o esforço e crença que vimos o Braga aplicar em todos os jogos. Promoveu-se a Bragão um par de vezes, quando tudo apontava na direcção contrária. Falo essencialmente dos jogos europeus, em que a experiência conta e muito; nesta equipa, caro leitor, Europa ainda não havia muita…Pelo que fizemos, estamos de parabéns!
Também vimos que nem sempre a abundância traz frutos. Esta época foi bastante demonstrativa disso mesmo, tendo o FC Porto perdido o comboio numa fase em que se adivinhava mais luta por parte destes. Também é verdade que o Braga poderia ter acompanhado, e com isso atrapalhado ainda mais a altura das decisões. Não aconteceu, mas vejamos que o fracasso não é palavra de ordem neste caso. Aliás, no caso do Braga, conseguir segurar-se na Liga e virar-se para as competições a eliminar foi um passo muito bem dado, o qual demonstra que para se ser «enorme» é preciso também ter a cabecinha a funcionar. Inteligentemente e com pinças e bisturi se foi manietando o onze do Braga. Estamos a cumprir aquilo a que nos propusemos: ficar nos quatro primeiros lugares da classificação. «Olha que o 14-0 chega ao Arouca para se fazer ao 4.º lugar…» Acho difícil.
Acreditando na força guerreira que nos move e nas palavras de Paulo Fonseca, entraremos para ganhar na pedreira no próximo fim de semana e aí, sim, fazemos a festa no final. Portanto, ficar nos quatro primeiros lugares da classificação… check! Repetir a presença na final da Taça de Portugal… check! Estamos juntos! Esta é para ganhar! Passar a fase de grupos da Liga Europa… check! Pensar que somos capazes de mais e chegar o mais longe possível na mesma… check! (Era preciso um bocadinho mais de experiência, para não ser surpreendido pela experiente Europa.) Para o ano há mais e melhor. Por fim, chegar o mais longe possível na Taça da Liga… check, mas com um amargo de boca. Por Braga todos queriam e mereciam mais. Querer não é poder, e foi assim que vimos o Braga cair. Apresentadas as linhas de força e correspondentes resultados, conseguimos perceber que está a ser de sucessos o caminho arsenalista.
Estamos juntos! Força, Braga!











