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Capital do móvel e dos jovens treinadores

Tiago Serrano · 3 min

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Cabeçalho Futebol NacionalO FC Paços de Ferreira já mudou duas vezes de treinador nesta temporada. Depois das saídas de Vasco Seabra e de Petit da capital do móvel, foi anunciada a escolha do “desconhecido” João Henriques para assumir as rédeas do clube. E a verdade, é que se esta é uma escolha surpreendente para os adeptos mais distraídos, para aqueles que acompanham um pouco da vida do clube, esta decisão só faz parte da política que o clube pacense tem seguido a nível de treinadores nos últimos anos.

Esta política teve início do 2008, quando o clube nortenho contratou Paulo Sérgio como treinador. O técnico que já tinha representado o SC Olhanense, o CD Santa Clara e o SC Beira-Mar, na sua primeira época na Primeira Liga leva o emblema pacense à primeira final da sua história, ao chegar à final da Taça de Portugal, que perderia para o FC Porto por 1-0.

Em 2010/2011, o Paços de Ferreira lançaria um novo treinador na Primeira Liga: Rui Vitória. O actual treinador do Benfica estrear-se-ia na Primeira Liga após levar o CD Fátima aos escalões profissionais e a um tranquilo oitavo lugar na Segunda Liga, sendo que se estrear-se-ia com o pé direito ao vencer o Sporting de Paulo Sérgio por 1-0, na primeira jornada do campeonato. Nessa mesma época, o clube conseguiria a segunda final da sua história. Desta feita, a final da Taça da Liga, onde perderia contra o SL Benfica por 2-1, tendo terminando o campeonato no sétimo lugar.

Paulo Fonseca é o expoente máximo desta política Fonte: fcpf.pt
Paulo Fonseca é o expoente máximo desta política
Fonte: fcpf.pt

Duas épocas depois, o Paços de Ferreira anunciaria Paulo Fonseca como o seu novo treinador, após este ter falhado por pouco a subida à Primeira Liga pelo CD Aves. Na sua estreia na Primeira Liga, Paulo Fonseca levaria o clube a realizar o melhor campeonato da sua história, chegando a um sensacional terceiro lugar, levando o clube pacense ao play-off da Champions.

Após a sua transferência para o FC Porto, o clube pacense apostaria em mais um treinador jovem, mas já com experiência de Primeira Liga: Costinha. Mas a experiência do antigo jogador do FC Porto estaria condenada ao fracasso, não durando mais de dois meses. No final desta época de 2013/2014, o clube teria de recorrer à Liguilha para assegurar a permanência entre a elite do futebol português.

Na época seguinte, Paulo Fonseca regressaria ao emblema pacense e conseguiria relançar a carreira e levar o clube a um bom porto, embora tenha falhado in-extremis o acesso às competições europeias. Como tal, na época seguinte, o clube recrutaria o treinador que lhes retirou esse sonho: Jorge Simão, que faria a sua primeira época completa na Primeira Liga e realizaria mais uma época tranquila.

Na época passada, o FC Paços de Ferreira optaria por lançar mais um treinador na Primeira Liga. Tratou-se de Carlos Pinto, que se notabilizara ao serviço do CD Santa Clara. No entanto, a experiência não correria de feição e após a eliminação da Taça de Portugal contra o UD Vilafranquense, este daria lugar a um homem da casa.

O preparador físico Vasco Seabra assumiria as rédeas do clube até ao final da temporada, conseguindo assegurar a manutenção. Permanecendo no clube na temporada seguinte, o técnico não conseguiria obter os resultados necessários para levar o clube a patamares mais elevados. Agora, para atingir esse objectivo, o Paços de Ferreira contratou um treinador que há apenas duas épocas atrás treinava nos distritais da AF Leiria e que depois de se ter notabilizado nesta época ao serviço do Leixões SC, começa agora a mostrar serviço entre a elite do futebol português.

João Henriques é a nova da direcção da equipa da capital do móvel Fonte: Facebook de FC Paços de Ferreira
João Henriques é a nova aposta da direcção da equipa da capital do móvel
Fonte: Facebook de FC Paços de Ferreira

Ora, com isto tudo, quero aqui mostrar a tal política de treinadores que o emblema da capital do móvel tem levado a cabo. Tem apostado em treinadores jovens (no máximo com 45 anos) e/ou estreantes na Primeira Liga, com o intuito de os revelar e os fazer subir para patamares mais elevados.

E, como os resultados mostram, uns têm tido mais sucesso do que outros. Mas independentemente dos resultados, é mais que notório o contributo do FC Paços de Ferreira para o aparecimento de treinadores de qualidade e com competência no futebol português.

Foto de capa: Facebook Oficial Campeonato Portugal

Artigo revisto por: Jorge Neves

Tiago Serrano

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