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O CD Aves venceu o GD Estoril Praia por 1-0. Nildo Petrolina marcou o golo que definiu o resultado final.
“Queres o Aves na primeira? Vai ao estádio segunda-feira!” e “Com a manutenção o Jamor tem mais sabor”. Era o que se podia ler em faixas expostas pelas ruas da vila do concelho de Santo Tirso. Este era, de facto, um jogo decisivo para os destinos de ambas as equipas.
Na última vez que estas duas equipas se haviam defrontado o GD Estoril Praia venceu por 3-2. Na altura foram Kleber, Allano e Lucas Evangelista os marcadores dos golos para os canarinhos. Do lado dos avenses foi Paulo Machado quem marcou os dois golos.
Desta sem Paulo Machado o Aves tentava vencer e, se possível, ganhar a vantagem no confronto direto. Mas foi o GD Estoril Praia quem entrou com a corda toda, assumindo o jogo perante um CD Aves adormecido. Rapidamente os canarinhos perderam o fôlego e o jogo passou a ser mais dividido, com intensas lutas pela posse na zona central do terreno.
Num jogo de constantes faltas e de pouco tempo útil de jogo foi mesmo de uma bola parada que surgiu a primeira oportunidade de golo. Foi Allano que, no seguimento de um toque de Dankler ao segundo poste, acertou com a bola no poste. Ficou a impressão que o avançado brasileiro podia ter feito melhor.
A bola no ferro avense acordou o jogo que tinha nesta altura um ritmo frenético de contra-ataques constantes, sempre sem grande capacidade de decisão no último terço por parte de ambas as equipas. A única efetiva oportunidade de golo surgiu novamente de bola parada e novamente para os canarinhos: Adriano Facchini foi obrigado a fazer duas grandes intervenções, primeiro defendendo um cabeceamento de Ailton, depois de Halliche. Havia jogo na Vila das Aves!
Ao minuto 33 foi a vez de Allano provocar um arrepio na espinha dos adeptos avenses. Um remate forte de fora da área que tirou tinta à trave da baliza de Adriano Facchini. Tinha tudo para entrar na lista de golos do ano.
À medida que o jogo se aproximava do intervalo voltava o jogo de constantes paragens e de pouco tempo útil. Artur Soares Dias mandou toda a gente para os balneários com o nulo ainda no marcador.

Fonte: Bola na Rede
Com o resultado a não interessar a qualquer uma das equipas, o CD Aves entrou forte na segunda parte, beneficiando de três pontapés de canto consecutivos que levaram perigo à baliza defendida por Renan. Primeiro Guedes de cabeça e depois Tissone a falhar o desvio, não foram capazes de inaugurar o marcador.
O GD Estoril Praia não esperou muito para responder e, aos 52 minutos, Bruno Gomes antecipou-se a Adriano Facchini mas atirou ao lado. O contra-ataque do CD Aves não se fez esperar e, no seguimento do pontapé de baliza, Dankler evitou o golo de Nildo Petrolina, com um corte em cima da linha. Foram minutos frenéticos em Vila das Aves, com o golo a poder cair para qualquer um dos lados.
Dos dois bancos veio a indicação de que era preciso fazer mais na frente e, à passagem do minuto 60, tanto Ivo Vieira como José Mota lançaram jogadores para o ataque: André Claro do lado canarinho, Fariña do lado avense.
O recém-entrado da equipa da casa tentou a sorte com um remate de fora da área, mas Renan, atento, agarrou sem dificuldade. A persistência ia-se vendo nas duas equipas, mas os lances de verdadeiro perigo junto das balizas eram raros.
Nildo Petrolina ia sendo um elemento activo no ataque avense, a surgir pelo lado esquerdo do ataque e a lançar cruzamentos para o coração da área. Ainda assim, ou um passe que saía curto ou a defesa atenta, evitavam que o perigo de golo fosse iminente.
E com o CD Aves completamente instalado no meio campo adversário e perante um Estoril incapaz de chegar à área contrária, Nildo Petrolina acabou mesmo por desfazer a igualdade. Ao minuto 81, Vítor Gomes lançou Nildo que, entre dois jogadores canarinhos, não desperdiçou e fez o 1-0.
José Mota já preparava a última substituição, com Derley a saltar do aquecimento para ir intensificar o ataque, mas o golo fez o técnico voltar atrás e aguardar pelos últimos minutos para lançar Falcão. A resposta do GD Estoril Praia não se fez esperar e a equipa intensificou a pressão junto à baliza de Fachini, na tentativa de recuperar a igualdade e se manter agarrada à luta pela manutenção, mas sem efeitos práticos.
A vitória retirou o CD Aves da zona de despromoção, onde estava à condição desde a vitória do CD Feirense, e deixou a equipa em vantagem no confronto directo com os canarinhos. Apesar do salto na tabela e do balão de oxigénio a duas jornadas do fim, o CD Aves ainda não garantiu a manutenção e, na próxima jornada, deverá ir ao vizinho Moreirense FC na busca de pontos. Já o GD Estoril Praia ficou ainda mais isolado no fundo da tabela e, apesar de ter o confronto com o CD Feirense na última jornada, não deverá escapar à descida.
Como jogou o CD Aves:
Adriano Fachini; Rodrigo Soares, Diego Galo, Ponck e Nelson Lenho; Amilton, Braga Tissone, Vitor Gomes e Nildo Petrolina; Alexandre Guedes
Substituições: Fariña (Braga, 62’), Arango (Guedes, 71’), Falcão (Nildo Petrolina, 88’)
Como jogou o GD Estoril Praia:
Renan Ribeiro; Ailton, Dankler, Halliche e Fernando Fonseca; Lucas Evangelista, Duarte, Pêpê e Allano; Bruno Gomes e Ewandro
Substituições: André Claro (Bruno Gomes, 62’), Eduardo (Lucas Evangelista, 72’), Savio (Ewandro, 81’)
A FIGURA:

Adriano Fachini – Grande exibição do guarda-redes brasileiro a evitar por várias vezes que o GD Estoril Praia conseguisse os três pontos que merecia.
O FORA-DE-JOGO:

Alexandre Guedes – Uns furos abaixo daquilo que se exigia. Talvez a falta de apoio que teve na frente de ataque tenha sido decisiva para a sua má exibição.
Conferência BnR
GD Estoril Praia
Pergunta BnR – Mais uma boa exibição da sua equipa, produz oportunidades concretas de golo e não consegue vencer. É isso que define a temporada do Estoril, a falta de sorte da sua equipa?
Ivo Vieira – Para termos sorte temos que trabalhar. Não cai nada do céu, excepto a chuva. O que a equipa tem feito ao longo destes dois, três meses em termos de jogo, em termos de qualidade e em termos de envolvência ofensiva, nós criamos por jogo quatro a cinco situações de golo no mínimos, às vezes mais e até mais flagrantes do que tivemos hoje. Esse tem sido um dos problemas da nossa equipa. Muitas vezes perde-se pela margem mínima, como o exemplo de hoje. Se fizéssemos dois golos na primeira parte era diferente. Até poderíamos ter perdido 3-2, mas era um número mais aceitável. É um défice que a nossa equipa tem tido de uma forma constante nos jogos. Nós fazemos o nosso trabalho, conseguimos pô-los nos corredores a cruzar e na área a finalizar, mas é preciso enquadrar a bola com a baliza. E isso está a faltar-nos.
Outras respostas – «O Estoril na primeira parte dominou por completo, fez o suficiente para sair em vantagem na primeira parte. Dominamos por completo em posse e em situações de jogo. Na segunda parte foi o momento menos bom da equipa, defendemos muito perto da nossa área e não era essa a estratégia.»
«Precisamos de duas vitórias, vamos correr já atrás da primeira com o Setúbal em casa. Acreditar sempre! Desistir não faz parte do meu dicionário»
«Duas vitórias poderão chegar para a manutenção»
CD Aves
Pergunta BnR – As entradas de Fariña e Arango tiveram um impacto praticamente imediato no futebol praticado pela sua equipa. Sente que essas alterações foram fundamentais para o resultado final?
José Mota – Teve importância. Entraram bem. Nós quando pensamos neste jogo percebemos que com o Fariña, que é um jogador que consegue ocupar uma zona do terreno muito boa, joga bem com bola, joga para a frente, como nós dizemos. O futebol é um jogo de desequilíbrios e ele entrou muitíssimo bem. Aquilo que pretendíamos era isso mesmo. O Arango também fez exactamente o que nós precisávamos. O Guedes estava fatigado e a dar-se muito à marcação dos dois centrais e o Arango conseguiu ter espaço para jogar e sair da marcação. Ajudaram nesta vitória e estão aqui para trabalhar e para serem opção.»
Outras respostas – «Acreditamos sempre que era possível vencer. Penso que a equipa fez um bom trabalho durante os 95 minutos, sempre muito concentrada e coesa. O adversário é um bom adversário. A classificação que ocupa não condiz com a qualidade dos jogadores»
«Concedemos algum espaço, não fomos tão bons no momento de pressão e recuperação»
Foto de Capa: Bola na Rede
Rescaldo de Joana Quintas e Luís Rocha









