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Num feriado tão português como o de 5 de Outubro, jogou-se o desporto da família no estádio de S. Miguel. A equipa da casa na última jornada havia defrontado o Nacional da Madeira, tendo conseguido a primeira vitória fora de portas, ao passo que o GD Chaves vinha de um empate caseiro, a duas bolas, na recepção ao SL Benfica.
A primeira parte mostrou um Santa Clara com mais bola perante a equipa de Chaves que procurava adaptar-se ao esquema tático adversário. O Santa Clara criava mais perigo junto da baliza adversária, apesar dum jogo muito dividido no meio campo, com muitas lutas e por vezes com um futebol mal jogado. Ainda assim, o Santa Clara conseguiu criar várias ocasiões de perigo junto à baliza de Ricardo, sobretudo em lances de bola parada.
Do outro lado, o Chaves procurava sair com perigo em contra ataque, mas esbarrou sempre numa estratégia defensiva muito bem montada por João Henriques. Assim, o nulo prevaleceu ao intervalo, um resultado que se aceitava, apesar de algum domínio da equipa da casa.

Fonte: BnR
Na segunda parte, as lutas físicas no meio campo continuaram – Chaves e Santa Clara lutavam entre si pela posse de bola e anulavam-se constantemente. Nesta segunda parte, a equipa da casa passou a jogar por via de transições com enfoque em Fernando Andrade e Pineda. Já o Chaves procurava criar desequilíbrios na defensiva contrária, mas baseava o seu jogo em bolas longas para William que conseguia segurar jogo mas sem conseguir, ainda assim, criar lances de perigo.
Com a entrada de Minhoca em campo, Fernando Andrade passou a ser o homem mais avançado na estratégia ofensiva na equipa de João Henriques. Foi esta alteração a chave do jogo, uma vez que o avançado brasileiro minutos depois abriu o ativo e fechou o resultado a favor do Santa Clara.
Depois do golo, o Santa Clara esteve novamente próximo de voltar a marcar perante um Chaves que conseguia circular a bola, mas que não criou lances de perigo nesta segunda parte.
Vitória do pragmatismo e de um coletivo muito bem esclarecido do Santa Clara, a grande sensação da Liga até ao momento.
Onzes Iniciais:
CD Santa Clara: Marco, F. Cardoso, O. Rashid (Kaio) , Pineda, César M., A. Stephens (Minhoca), B. Lamas (Chrien), Mamadu, A. Carvalho, Patrick, Fernando A.
GD Chaves: Ricardo, Paulinho, Eustaquio, Ghazaryan, Perdigão, William, Maras (A.Luis), Marcão, Gallo, Djavan (L. Martins), Niltinho (J.Teixeira).
A FIGURA

Fernando Andrade – O avançado brasileiro voltou a ser o abono de família do Santa Clara e encontrou a chave para mais uma vitória dos açorianos.
O FORA-DE-JOGO

Ghazaryan – Depois de um grande jogo frente ao SL Benfica, o arménio esteve muito apagado e pouco esclarecido, condicionando a estratégia ofensiva da equipa do Marão.
Conferência BnR
CD Santa Clara
BnR: O Santa Clara volta a vencer em casa. Foi uma vitória do pragmatismo?
João Henriques: Sim, a equipa soube aproveitar o erro do Chaves. Tentamos acima de tudo ser uma equipa que não sofreu golos e ser ofensivos. O nosso obejtivo eram os três pontos e conseguimos, por isso é positivo.
GD Chaves
BnR: O Chaves teve muitas dificuldades nas transições ofensivas. Como explica essas dificuldades?
Daniel Ramos: Circulamos mal, faltou-nos verticalidade, precisávamos de ser mais agressivos. Também não estávamos habituados ao vento, ao relvado que foi ficando pesado, e que favorece uma equipa mais prática.
Foto de Capa: Bola na Rede
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro












