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CS Marítimo 0-0 Belenenses SAD: Igualdade no melhor e no pior

Marco António Milho · 4 min

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CS Marítimo e Belenenses SAD encontravam-se no Funchal, num jogo que podia valer aos verde-rubros a liderança provisória do campeonato, mesmo que apenas por um par de horas. Já os lisboetas chegavam aos Barreiros com um registo mais humilde, embora com capacidade para causar estragos, algo que desde cedo tentaram comprovar.

Logo aos quatro minutos, houve lance polémico na grande área dos azuis, quando Licá intercetou a bola com o braço. Hugo Miguel deixou seguir, sem recorrer ao vídeoárbitro, abrindo caminho para um final de tarde em que seria muito contestado.

Ao contrário daquilo que vinha sendo habitual sob a orientação de Cláudio Braga, o Marítimo entrou mais expectante, roçando mesmo a timidez nos primeiros dez minutos. O estilo ofensivo demonstrado pelos insulares nas jornadas anteriores deu lugar a um início inexplicavelmente apagado. Já os homens de azul tinham mais bola e jogavam mais perto da baliza dos madeirenses, mas mesmo assim sem que lograssem qualquer ocasião de verdadeiro perigo.

O jogo era, por isso, enfadonho, sem que qualquer uma das equipas revelasse criatividade suficiente para trazer emoção ao encontro. Os homens do Belenenses davam especial atenção a Correa e Danny, alvos de marcação muito apertada. O argentino, sobretudo, era muitas vezes travado em falta, enquanto o português ainda conseguia, a espaços, soltar-se das amarras, embora sem conseguir dar a melhor sequência às jogadas.

O Belenenses era a equipa que mais tentava agitar o jogo lá na frente, mas sem grande sucesso. O cenário só mudou a partir da meia-hora, quando o Marítimo cresceu e finalmente começou a aparecer no jogo.

Danny foi um dos homens em destaque pelo Marítimo
Fonte: Bola na Rede

Esperava-se, portanto, que o segundo tempo trouxesse melhores argumentos, e não foi preciso esperar muito para ver chegar a primeira grande ocasião de perigo. Só faltou afinar a pontaria, numa jogada entre Danny, Joel e Correa, que o argentino culminou, atirando rasteiro bem perto do poste de Muriel.

Estava indiscutivelmente mais interessante a partida, com mais oportunidades para ambos os lados, mas o aproveitamento deixava a desejar, num jogo que era cada vez mais marcado pelo equilíbrio. O Marítimo começara melhor na etapa complementar, mas os homens de Silas voltaram a discutir as despesas do encontro passado o primeiro quarto-de-hora.

Até aos instantes finais o espetáculo foi bem mais intenso, com um futebol mais vistoso de ambos os lados. A equipa da casa apostava nos desequilíbrios intentados por Danny e Correa, além das já tradicionais jogadas estudadas nos lances de bola parada. O Belenenses, no entanto, foi quem teve mais hipóteses de chegar ao golo, ainda que nos últimos minutos os verde-rubros se mostrassem mais pressionantes, em busca de mais um golo ao cair do pano, procurando repetir a fórmula que valera os triunfos frente a CD Santa Clara e GD Chaves.

Apesar de tudo, imperou até ao fim o nulo, significando o primeiro empate do Marítimo para o campeonato. Resultado aceitável e facilmente explicável pelo equilíbrio evidenciado ao longo dos 90 minutos, tanto no pior como no melhor – que é como quem diz na primeira parte e na segunda.

 

Onzes Iniciais:

CS Marítimo: Amir Abedzadeh, Bebeto, Zainadine, Marcão, Fábio China, Jean Cléber, Fabrício Baiano, Jorge Correa, Danny, Leandro Barrera (Edgar Costa, 74’) e Joel Tagueu (Rodrigo Pinho, 61’)

Belenenses SAD: Muriel Becker, Pierre Sagna, Gonçalo Silva, Vincent Sasso, Reinildo Mandava, Nuno Coelho, Jonatan Lucca, Dálcio Gomes (Matija Ljujic, 85’), Fredy, Licá (Zakarya, 77’) e Alhassane Keita (Henrique Almeida, 73’)

A FIGURA:

Fonte: Bola na Rede

Fabrício – O brasileiro foi um poço de força ao longo de todo o jogo, continuando a fazer valer a sua inesgotável energia. Perdeu algumas bolas, sobretudo no primeiro tempo, mas foi sempre um dos mais inconformados da sua equipa, além de ter sido o principal responsável pelo musculado meio-campo maritimista.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Bola na Rede

Primeira parte – Pouco há a dizer dos primeiros 45 minutos, e tal em muito se deve à tímida entrada dos madeirenses. Esperava-se um Marítimo agressivo, à semelhança daquilo que a equipa foi mostrando nos jogos anteriores, mas a primeira parte trouxe uma equipa quase irreconhecível. O jogo melhorou bastante após o reatamento.

CONFERÊNCIA BnR:

Belenenses SAD

BnR: Ficou satisfeito com o resultado?

Silas: Não, porque acho que merecíamos ganhar. Com a exibição em geral sim, e também com a entrega dos jogadores. Faltou no último terço sermos mais finos e termos mais critério para conseguirmos vencer.

 

CS Marítimo

BnR: Resultado justo, o empate desta noite?

Cláudio Braga: Pelo que se viu no jogo, acho que o resultado até é justo. Foram duas equipas que procuraram o ataque, nenhuma delas veio para fazer o ponto. Ainda assim, acho que podíamos ter feito melhor na transição ofensiva. Falhámos alguns passes na primeira parte, que não é nosso costume. Na segunda estivemos melhor, mais perto da baliza do Belenenses. Quanto à exibição, temos todos a consciência de que podíamos ter dado um pouco mais de qualidade. Penso que o resultado é justo, mas acho que há um lance duvidoso nos primeiros minutos, e acho que, mais uma vez, a minha equipa não tem aquilo que merece.

 

 

 

Foto de Capa: Bola na Rede

 

Marco António Milho

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