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É tempo de curar as feridas

Diana Oliveira · 3 min

É tempo de curar as feridas
Foto: Rio Ave FC

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Terminada a primeira volta do campeonato, poderemos dizer que a época do Rio Ave FC tem tido alguns altos e baixos. A equipa liderada por Carlos Carvalhal foi, recentemente, eliminada pelo SL Benfica da Taça de Portugal, num jogo onde até esteve por duas vezes a vencer, mas permitiu a reviravolta dos encarnados já perto dos minutos finais.

O Jamor tornou-se um sonho adiado, assim como a participação na final four da Taça da Liga, mas aqui com muita polémica à mistura: aos 84 minutos de jogo, Lucas Piazón adiantou o marcador para os vilacondenses, mas o árbitro André Narciso anulou o golo por falta sobre o guarda-redes na pequena área. O Gil Vicente FC acabou mesmo por vencer a partida, ao marcar de grande penalidade aos 90+5. Carvalhal não se conformou com a decisão e anunciou mesmo que se ia demitir, mas voltou atrás e manteve-se à frente dos rioavistas.

Este era, aliás, um dos temas sensíveis que a equipa se viu envolta nos últimos dias. Segundo a imprensa desportiva da última semana, o treinador português poderia estar de saída para treinar o clube brasileiro RB Bragantino, que atua na Série A do Brasileirão. Carlos Carvalhal disse não ter pedido para sair, mas não negou esta possibilidade caso houvesse um acordo entre os dois clubes. Contudo, a direção do clube português já veio dar o caso como encerrado, ao garantir que o técnico ia permanecer ao leme da equipa, pelo menos, até ao final da temporada.

Esta tomada de posição revela-se muito importante, pois impede que o Rio Ave FC se veja órfão de líder numa fase crucial do campeonato: apesar de já ter sido eliminado de duas competições internas, pode ainda almejar chegar ao quarto lugar e poder disputar uma vaga nas competições europeias – ainda que as probabilidades sejam muito reduzidas, com o FC Famalicão e o Sporting CP a não darem sinais de vacilarem na luta por esta posição.

Mehdi Taremi tem sido uma das figuras de destaque dos vilacondenses
Fonte: Rio Ave FC

De resto, os vilacondenses até estão num posto da tabela classificativa que já lhe é conhecido, o sétimo (apesar de em igualdade pontual com o Vitória SC que está no sexto lugar). A prestação dos rioavistas não tem oscilado muito nas últimas épocas, já que na época passada terminou na sétima posição, na anterior a essa, ainda assim, conseguiu melhor proveito – com um quinto lugar e uma ida à segunda pré-eliminatória da Liga Europa – e em 2016/2017 ficou mais uma vez em sétimo lugar.

Apesar de não estar muito longe dos seus registos habituais, o Rio Ave FC tem um plantel  muito interessante e competitivo, com jogadores que poderiam até ter lugar num dos chamados “três grandes” portugueses. Mehdi Taremi é um deles. O iraniano de 27 anos chegou esta época ao futebol português e tem dado nas vistas pela sua capacidade de criar perigo entre os defesas e pela sua visão de jogo, somando já oito golos na presente temporada. Lucas Piazón e Nuno Santos são também eles um grande valor para os vilacondenses, assim como o defesa Aderllan Santos, que tem também estado em destaque na primeira metade do campeonato. A experiência e maturidade de Tarantini, que já vai na 12ª época ao serviço do clube, é outra das mais-valias do clube.

Passadas as desilusões provocadas pelo afastamento da Taça da Liga e da Taça de Portugal, o clube de Vila de Conde pode curar as “feridas” abertas por estas eliminações ao fazer uma segunda metade da época consistente e positiva, que poderá ter o seu expoente máximo ao garantir o retorno das competições europeias ao Estádio dos Arcos.

Foto de Capa: Rio Ave FC

Artigo revisto por Joana Mendes

 

 

Diana Oliveira

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