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Depois de bater a equipa da Académica de Coimbra por uns esclarecedores 7-2, a equipa do Estoril Praia, melhor ataque da prova, recebeu, em jogo a contar para a sétima jornada, a equipa do Varzim, que vinha de três derrotas consecutivas.
Comparativamente com os jogos da jornada anterior, ambos os treinadores operaram duas alterações nas respetivas equipas. Enquanto Luís Freire lançou Wallyson e Matheus para os lugares de Gonçalo Santos e Marcos António, Nuno Capucho optou por Ruan Teles e por Chérif em vez de Broetto e Ruster.
O jogo começou com um Estoril a manter mais a posse de bola e mais criativo, mas que pecou muito no último passe. Jogadas de qualidade não faltaram à equipa da linha, contudo, faltou pragmatismo à equipa de Luís Freire em alguns momentos do jogo. Já o Varzim começou muito mais tímido e sempre à espera do erro do adversário.
Apesar de não ter procurado assim tanto o golo, foi mesmo a equipa do Varzim que se adiantou no marcador. Aos 22 minutos, Jonathan trabalhou na ala esquerda e atirou colocado para dentro da baliza.
Com a possibilidade de alcançar o primeiro posto da tabela classificativa nesta jornada, o Estoril não tardou a reagir ao golo. Aos 28 minutos, numa jogada conduzida pelo lado direito, Aylton, até em então sempre inconsequente nas suas investidas, apareceu isolado com Emanuel e, com tudo para fazer o golo, atirou para uma boa intervenção do guardião varzinista.
Porém, o golo do empate acabou mesmo por chegar. Aos 38 minutos da partida, um canto batido do lado esquerdo, Stanley acabou por introduzir a bola na própria baliza e restabeleceu, ainda que involuntariamente, a igualdade no marcador.
Fábio Melo apitou para intervalo e terminou assim com uma primeira parte algo pobre em termos de jogo. O primeiro tempo valeu apenas pela massa associativa presente no António Coimbra da Mota: se, pro um lado, é de louvar a presença dos adeptos estorilistas num domingo de manhã, é ainda mais de louvar a presença dos adeptos da equipa nortenha, que iniciaram a sua deslocação às 4 horas da manhã.

Fonte: Bola na Rede
A segunda parte começou e foi ainda pior do que a primeira. Aos 56 minutos, após um canto a favor do Varzim, Soares, completamente sozinho e de forma infantil, acabou por marcar golo na própria baliza. O defesa colocou, assim, o Varzim novamente na frente do marcador.
À exceção das substituições e de alguns cartões amarelos, só ao minuto 87 é que voltou a haver um lance digno de registo. Após um lance muito confuso na área do Varzim, a bola sobre para Roberto, que, já na pequena área, falhou escandalosamente, atirando muito por cima.
Um minuto depois, Stanley, que já tinha feito um autogolo, voltou a estar em evidência e outra vez pelos piores motivos: tentou enganar a equipa de arbitragem, colocando a mão na bola para fazer o golo. Fábio Melo não teve outra decisão a tomar sem ser expulsar o jogador.
Ainda assim, o Estoril conseguiria mesmo chegar ao golo do empate. No último lance da partida, Soares voltou a ser protagonista, tendo em conta que voltou a fazer golo, mas desta vez na baliza certa.
O jogo terminava assim empate com sabores distintos para as duas equipas. O Varzim vinha de três derrotas consecutivas e empatou com um sério candidato à subida. Por sua vez, os canarinhos voltaram a marcar passo em casa.
ONZES INICIAIS
Estoril Praia: César, Gomes, J. Vigário, Matheus (Subst. Dadashov), Wallyson, Filipe (Subst. Patrão), Roberto, P. Queirós, Diney, Aylton (Subst. Gustavo) , Sandro Lima.
Varzim SC: Emanuel, Mário Sérgio, Agra, Silvério, Payne, Juan Teles (Subst. Ruster), Nelsinho, Estrela, Chérif (Subst. Bakoro), Jonathan (Subst. Pavlovski), Stanley.
A FIGURA

Jonathan – Num jogo em que houve tantos golos quanto autogolos e em que o marcador do outro golo fez também um autogolo, Jonahtan deu um momento de magia: após trabalhar bem no lado esquerdo, rematou colocadíssimo e não hipóteses ao guardião estorilista.
O FORA DE JOGO

Matheus – Num jogo em que nenhum elemento do Estoril esteve manifestamente bem, o extremo foi o pior em campo. Muito apagado na primeira parte e sem nexo nas vezes em que tentou atacar, Matheus acabou mesmo por ser substituído antes do intervalo.
BnR na Conferência de Imprensa
BnR- O Varzim não ganhava há três jogos e mesmo assim veio conquistar um ponto a casa de um candidato à subida. Pergunto-lhe se considera este empate um ponto ganho ou dois perdidos?
Nuno Capucho: Neste momento não sei o que dizer. Já falei na flash interview que o futebol português merece coisas melhoras. O futebol não pode estar organizado para uns ganharem e outros perderam. Não quero dizer que o Estoril não tem qualidade. É um claro candidato à subida e não precisa deste tipo de favores. Estes árbitros são uma vergonha e é por isto que as pessoas não vão ao futebol. Não sei se isto é para prejudicar o Varzim ou para me prejudicar a mim, mas vou falar com o presidente. As pessoas têm de olhar para a verdade desportiva.
BnR- O Estoril volta a marcar passo em casa e desta feita contra uma equipa que vinha de três derrotas consecutivas. Sente que são estes tipos de desaires que atrasam a equipa na luta pela subida?
Luís Freire: Isto é curioso porque se nós formos ver os jogos fora são só vitorias. O que interessa são os pontos e no fim fazem-se as contas. É um dado. Trabalhamos sempre da mesma maneira e a equipa comporta-se sempre da mesma maneira, mas não temos sido felizes em casa. Neste jogo por exemplo começámos bem e merecíamos o golo logo no início. O Varzim chegou à vantagem num grande golo e estar a perder em casa mexe com a cabeça do jogador. O segundo golo deles é um lance infantil. Tínhamos ali dois homens para tirar a bola e o lance acaba por resultar num autogolo. Mas se me perguntar se o Estoril merecia ganhar o jogo eu digo que sim. Na minha opinião isso é indiscutível. O golo é feliz porque é no último minuto mas tivemos muito mais oportunidades.
Artigo de opinião de Guilherme Anastácio e Inês Marques Santos
Foto de Capa: Bola na Rede











