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GD Estoril Praia 0-1 FC Penafiel: Inoperância ofensiva deu três pontos ao Penafiel

Guilherme Anastácio · 5 min

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Em jogo a contar para a décima quarta jornada da Segunda Liga, o Estoril Praia, terceiro classificado à partida para esta jornada, recebeu o então oitavo classificado, o Futebol Clube Penafiel.

Os canarinhos vinham de quatro vitórias consecutivas, todas pela margem mínima (1-0), e com particular destaque para a última: na última jornada do grupo D da Taça da Liga, os homens de Luís Freire venceram o CS Marítimo em pleno estádio dos Barreiros com um golo de Sandro Lima. Os homens da linha estavam, por isso, no melhor momento da temporada até então. O técnico estorilista lançou Thierry para o lugar de Igor Rodrigues, Pedro Queirós para a posição de João Góis e preferiu Gonçalo Santos a Matheus. Isto é, diga-se, em comparação com o último jogo.

Por sua vez, o Penafiel vive um momento algo irregular: em jogos sempre com muitos golos, os homens de Aramando Freitas somam três derrotas e duas vitórias nos últimos cinco jogos. Em relação àquilo que foi o último jogo da equipa nortenha, a derrota frente ao SC Farense por 3-2, o técnico penafidelense operou duas alterações: Ivo e Rafa Sousa substituíram, respetivamente, José Costa e Ronaldo.

O jogo começou e cedo se percebeu as estratégias de ambas as equipas. Os homens da casa quiseram sempre assumir as rédeas da partida, dando primazia à posse de bola e ao jogo ofensivo. Por outro lado, os homens de vermelho mantiveram sempre as linhas defensivas bastante recuadas, ajustando o respetivo jogo ofensivo ao erro do adversário. Por isso, não é de estranhar que a primeira oportunidade de golo tenha sido do Estoril: aos 12 minutos da partida, após um lance ofensivo, Furlan rematou de fora da área e a bola passou pouco ao lado do poste da baliza defendida por Ivo Rodrigues.

Ao contrário do que seria de esperar, o jogo foi sempre pautado por um ritmo bastante reduzido e as oportunidades de golo foram escassas. Os canarinhos foram donos e senhores da bola durante toda a primeira parte, mas nunca criaram lances dignos de registo. Aos 23 minutos, Aylton foi lançando na velocidade pelo lado direito, entrou na grande área e cruzou rasteiro para uma zona onde não apareceu ninguém para a emenda. Sete minutos depois, foi a vez de João Patrão tentar o golo: o médio bateu um livre no lado direito de forma larga e a bola quase traiu o guardião do Penafiel; atento, Ivo Rodrigues sacudiu para canto.

O jogo terminou mesmo com uma enorme confusão após a expulsão de um homem da equipa do Penafiel
Fonte: Bola na Rede

Quando já tudo apontava para o nulo na primeira parte, os forasteiros chegaram ao golo, na única oportunidade de golo que tiveram. À passagem do minuto 43, num livre batido em zona frontal de forma rasteira, a bola bateu na barreira e acabou por ir ao encontro de Fábio Abreu, que apareceu num local oportuno e fez o primeiro golo da partida. Sem muito fazer e aproveitando a inoperância ofensiva dos homens da casa, o Penafiel estava na frente da partida.

João Pinto, árbitro da partida, apitou para intervalo e terminou assim uma primeira parte em que as oportunidades de golo foram escassas e que o futebol praticado deixou muito a desejar.

Se a primeira parte foi fraca, a segunda foi ainda pior. Numa segunda parte em que o ritmo baixou ainda mais, a qualidade de jogo roçou os limites mínimos.

O Penafiel, confortável no marcador, limitou-se a continuar com a estratégia defensiva já aplicada na primeira parte. A equipa nortenha manteve-se sempre coesa defensivamente e com princípios de jogo concretos e claros.

Se, por um lado, a equipa do Penafiel foi competente, o mesmo não pode ser dito em relação à equipa do Estoril. Os canarinhos demonstraram sempre uma tremenda incapacidade ofensiva e pouco fizeram para chegar ao golo do empate. Ao minuto 74, Sandro Lima rematou do meio da rua, mas muito por cima, e já quase nos noventa, a equipa da linha viu um golo ser anulado por uma alegada falta sofrida pelo guarda-redes contrário.

Para uma equipa que luta pelos lugares cimeiros da tabela classificativa, mais propriamente pela subida de divisão, o Estoril Praia pouco fez para conquistar os três pontos e ficou sempre à mercê dos ataques da equipa do Penafiel.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Estoril: Thierry, João Góis (Dadashov ,63), Diakhité, João Pedro, Rafael Furlan, Aylton, Gonçalo (Matheus, 46), João Patrão, Filipe (Jonata, 74), Sandro Lima e Roberto.

Penafiel: Ivo, Pedro Lemos, João Paulo, Luís Pedro, Daniel Martins, Vasco Braga (Vini, 90+3), Fábio Abreu, Romeu Ribeiro, Rafa Sousa (Tiago, 78), Pires (José Gomes, 75) e Ludovic.

A FIGURA

Fonte: Penafiel FC

Fábio Abreu – Num jogo em que a qualidade foi escassa e em que ninguém se evidenciou propriamente pela positiva, a figura da partida acaba mesmo por ser Fábio Abreu. O avançado marcou o único golo da partida e fez com que a sua equipa, o Penafiel, conquistasse mais três pontos.

O FORA DE JOGO

Fonte: Estoril-Praia

Luís Freire – Numa jornada em que os adversários diretos tinham jogos, na teoria, mais fáceis (o FC Famalicão foi a Guimarães e o FC Paços de Ferreira recebeu o FC Arouca), era crucial conquistar os três pontos e continuar na luta. Foi mais um percalço em casa, num jogo em que faltaram soluções taticamente ofensivas à equipa do Estoril.

BnR na Conferência de Imprensa

BnR – O Penafiel sofreu sempre golos nos últimos cinco jogos e hoje não sofreu nenhum em casa de um candidato à subida. Sente que isso é um bom indício para o que resta da época?

Armando Freitas – É verdade que o Penafiel sofreu sempre golos, mas o único jogo em que não marcou mais do que sofreu foi o último jogo em casa. Isso também demonstra aquilo que o Penafiel consegue fazer. Isso representa esta equipa e a capacidade que temos de jogar de forma coletiva. Em relação ao sofrer, é importante também dizer que marcámos muitas vezes.

BnR- Mais um desaire em casa e numa jornada onde o Famalicão venceu e o Paços já vence. Pergunto-lhe o porquê de os resultados em casa não serem tão positivos e se acha que esta derrota vai dificultar a luta pela subida?

Luís Freire – Penso que, em casa, o Paços já perdeu 2 vezes. Esta divisão é muito competitiva e muito complicada neste sentido. As equipas a jogar em casa, se calhar, sentem que têm de assumir mais as partidas. Nos jogos em casa temos de ser mais objetivos e incisivos. Vamos trabalhar mais nesse aspeto. Em relação aos pontos que perdemos, vamos ter de os ir buscar a outro lado.

Guilherme Anastácio

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